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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

REENCONTRAMO-NOS...



Um novo percurso vamos iniciar. A vida escolar voltou, mas vai haver tempo para tudo. Tudo vai do começar. Como vossa professora e amiga das letras e do saber, estou aqui para vos desafiar. Vamos participar e mostrar as nossas ideias e trabalhos. Só da partilha e da interacção é que nasce a cultura.

Confio em vós e em todos os que quiserem dar o seu contributo para melhor entendermos o mundo.

Fico à vossa espera e ... vamos ao trabalho!


A obra que li recentemente, e que muito me tocou, chama-se "A Menina que Falava com Grilinhos". Conta-nos a história simpática de uma menina simpática, de cabelos castanhos e olhos azuis.

Diana deliciava-se no convívio com seres simples, ternos e prestáveis que habitam o seu jardim e, com eles, apreende um mundo diferente do seu. No mundo de Diana, as pessoas não se importam com os outros, vivem apenas para si. No entanto, no mundo dos grilos, Diana dá conta que todos são gentis e todos se conhecem entre si.Temos de acreditar no poder dos sonhos. É ela que acha, e nos alerta, para uma reflexão: "Este mundo abre-se para mim, como um livro que se torna legível".

É um livro para crianças e para adultos, pois para além de ser uma história de valores e de afectos humanos, também é instrutiva, porque, como ela diz "aquele que acredita que tudo vai bem, tem necessidade de abrir o seu coração à necessidade dos outros. Aquele que acredita que tudo vai mal, tem necessidade de um pouco de esperança", a vida aparece, por vezes, como uma prova de força, como uma derrota de ideias, como uma provaçã... Por vezes, a vida é difícil, cheia de solidão, de sofrimento... "semelhante a uma árvore de Inverno,pesada de silêncios e esquecimento".

A mensagem que vos deixo, para nos acompanhar ao longo de mais um ano é : todos podemos ser, se quisermos, uns ouvintes e amigos de grilinhos que connosco convivem no dia a dia.


Isilda Lourenço Afonso

sexta-feira, 30 de abril de 2010

A Amizade Nunca se Perde

Era uma vez uma menina
Muito tímida.
Quando um rapaz a viu
Chamou-lhe logo Bonitinha.

Um dia, o rapaz passou
Pela sua linda casa branca
E por lá ficou
A sua amizade branda.

A amizade e a confiança,
Entre os dois foi aumentando.
E, com o tempo, grandes amigos
Se foram tornando.

O rapaz, Miguel, perguntou:
- Queres namorar comigo?
E a Margarida aceitou.
- Sim, quero namorar contigo.

Anos mais tarde, o Miguel perguntou:
- Tens mesmo em mim muita confiança?
- Sim, tenho! – respondeu a Margarida.
- Então toma esta aliança.

Nasceu o seu primeiro filho.
O Miguel e a Margarida
Nele vêem muito brilho
E muita alegria.

Passados muitos anos,
E já muito velhinhos,
Num dia de grande tempestade
Morreram os dois na sua casinha
Muito agarradinhos.

Laura Figueiredo - 5º 1

domingo, 22 de março de 2009

Menina dos Olhos de Água

A propósito do Dia Mundial da Água, achei que vos devia fazer recordar este poema de Pedro Barroso. É pena não podermos acompanhá-lo com a música, mas as palavras falam por si. é uma balada doce e romântica, inspirada no movimento lento e calmo da água do rio.


Menina, em teu peito sinto o Tejo
e vontades marinheiras de aproar.
Menina, em teus lábios sinto fontes
de água doce que corre sem parar.


Menina, em teus olhos vejo espelhos
e em teus cabelos nuvens de encantar
e em teu corpo inteiro sinto o feno
rijo e tenro que nem sei explicar.


Se houver alguém que não goste
não gaste - deixe ficar
que eu só por mim quero-te tanto
que não vai haver menina p'ra sobrar.


Aprendi nos "esteiros" com Soeiro
aprendi na "Fanga" com Redol.
Tenho um rio grande o mundo inteiro
e sinto o mundo inteiro no teu colo.


Aprendi a amar a madrugada
que desponta em mim quando sorris.
És um rio cheio de água levada
e dás rumo à fragata que escolhi.


Se houver alguém que não goste
não gaste - deixe ficar ...
que eu só por mim quero-te tanto
que não vai haver menina p'ra sobrar.


Pedro Barroso, in álbum "Cantos da Borda d'água"
Isilda Lourenço Afonso