sábado, 12 de dezembro de 2009

Que Estrelinha tão Suja!

No céu estrelado e maravilhoso, havia uma estrelinha que não gostava de ser astro. Só pensava em brincar, saltar, rebolar, dançar e fazer outras coisas menos próprias de uma estrela. As suas irmãs andavam sempre atrás da mãe. Ela só gostava de brincar na lama.
As suas irmãs tinham muito jeito para fazerem a maquilhagem a si próprias, tomavam banho de flores, para ficarem bem cheirosas, mas a estrelinha detestava tomar banho. Apenas queria que a deixassem brincar na lama. Nunca tinha tomado banho, nem permitia que alguma das suas irmãs tentasse convencê-la a fazer tal façanha. Daí que as suas irmãs a tratassem de “Estrela Preta”.
Num dia de muita ventania, a sua mãe e irmãs tinham ido ao “Modelo” ver a Popota. Claro que a estrelinha não quis ir, preferindo ficar a brincar com uns cometas muito escuros num local onde predominava a lama.
De repente, passa o senhor Vento e diz:
- Vai chover, vai chover…
A mãe da estrelinha e as suas irmãs voltaram imediatamente para casa. No entanto, a estrelinha continuou a sua brincadeira, mostrando-se indiferente ao aviso e, até, criticou as irmãs pela falta de coragem.
Passados alguns minutos, o senhor Vento voltou a aparecer e avisou:
- Vai haver tempestade! Ouçam bem o que vos digo.
Mais uma vez a estrelinha continuou a ignorar o aviso amigo do Vento.
Começou a chover e a trovejar e a estrelinha pôs-se atrás de uma nuvem, a chorar, a pedir ajuda a quem passava para a levarem para casa, pois com a força do vento e das pingas grossas, não conseguia movimentar-se dali. Ninguém a ouviu, ou fez de conta que não ouviu.
Quando parou de chover, a sua mãe e irmãs ouviram-na chorar atrás de uma nuvem. Ao aproximarem-se, nem queriam acreditar no que estavam a ver: a estrelinha estava limpinha, parecia uma bonequinha. Tinha o aspecto de alguém que tinha sofrido um bom banho de ouro puro que resplandecia brilho por todo o lado.
A partir desse dia, passaram a chamá-la de “Estrelinha Dourada”. Nunca mais deixou de tomar banho todos os dias. Serviu-lhe de lição. Aquela tempestade foi abençoada!

Paulo - 6º 1

Estrelinha Irrequieta

Numa noite de luar, andava eu a fazer companhia às outras estrelas e à minha melhor amiga.
- Estamos quase na noite de Natal, ou estarei desorientada? - perguntava eu à minha amiga Lua. - Sim, não estás nada desorientada. É mesmo verdade. Estou ansiosa! – exclamou a Lua.
Na noite seguinte, era a véspera de Natal, como pude comprovar pelo calendário que uma estrela que andava na escola me mostrou. Era uma estrelinha muito organizada.
- Estrelinha Radiosa, Estrelinha Radiosa, nasceu o Menino Jesus! – insistia a Lua.- Tens de ir contactar os reis magos para trazerem ouro, incenso e mirra.
- Está bem, mas.. m..m.. mas quando é que vou? – perguntava eu.
- Vai, arranja-te, despacha-te. Não percas tempo.
E tive de ir. Ainda pedi algumas informações para encontrar o caminho mais rápido. Alguns cometas e satélites ajudaram-me a procurar as distâncias mais curtas para não perder tempo. Eu tinha uma responsabilidade e isso era um dever meu.
Cheguei ao centro de Belém e lá estavam eles a procurar o caminho.
- Ei, ei, Melchior, segue-me. Eu sei onde está o Menino Jesus. Não te preocupes com mais nada. Sou eu a guia.
E assim foi. Um pouco desconfiados, mas lá me seguiram. Dirigimo-nos até um alto monte com árvores enormes, cheio de silvas e de urtigas. Lá estava, bem ao longe, mas já se vislumbrava bem o Menino despidinho, deitado na manjedoura, acompanhado da vaquinha e do burrito a aquecerem-no.
- Muito obrigado, Estrelinha Radiosa! Foste a nossa salvação. Sem ti tínhamo-nos enganado no caminho e levaríamos muito mais tempo a chegar ao nosso destino – disse-me Melchior, agradecendo-me pelo meu empenho.
- Não fiz nada que não estivesse ao meu alcance e fi-lo com todo o gosto – acrescentei eu - Gostei de ajudar os reis magos. Foi divertido.
-Pois, mas agora temos de ir convidar o Mundo para lá ir visitá-lo – convidou a Lua.
E vocês, já foram ajudar os reis magos a encontrar o Menino neste Natal?

Susana - 6º 1

Será assim tão estranho este sonho?

O Pai Natal teve um lindo sonho, tão lindo que nem queria acordar!
No seu sonho, não havia cães abandonados pelos seus donos, nem crianças tristes à espera de terem uma família.
O Pai Natal teve um sonho lindo, tão lido que não queria acordar. No seu sonho, não havia pessoas maldosas a raptarem crianças. No seu sonho também não havia pessoas racistas nem lixo pela rua a poluir o ambiente.
O Pai Natal teve um sonho lindo, tão lindo que não queria acordar. Nele, todos os cães tinham uma casa; não havia pessoas maldosas e todas as crianças tinham uma família e eram… FELIZES!

Alexandra - 5º 1

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A rima "ão"

Havia um velho rezingão
Berrava com o seu vizinho comilão.
Não se davam bem
Porque um era magro
E o outro um mandrião.

O gordo era comilão
E o magro era rezingão.

Uma vez deram a mão
E ficaram como irmãos.
O rezingão e o comilão
Ficaram todos trocados.
O comilão ficou magrição
E o rezingão ficou gordão.

Os vizinhos ficaram como queriam.
O comilão queria ser magrição
E o rezingão queria ser gordão.

José Pedro – 5º 1

Os Direitos da Criança

A família,
Todos nós temos direito,
A ter uma mamã e um papá
Que nos dêem sermões
Mas também que nos saibam amar.

A alimentação,
Os pais têm o dever
De a arranjar
Para crescermos
E sobrevivermos.

O direito de aprender
Nós temos de o ter
Para crescer
E conhecer.

A identificação,
Todos temos de ter um nome
Para sermos identificados e chamados.

Por acaso, os pais é que escolhem
Um nome de menina ou menino
Conforme eles sejam.

Felicidade,
Nós temos de ser felizes
E para isso
Os pais têm de contribuir,
Levar-nos a passear,
Mas também temos de estudar.

Carolina e Ana Sofia – 5º 1

O Vírus

Na rua do olival, apareceu o vírus H1N1
Que era todo janota e contagiou a D. Carlota.
A D. Carlota, ao sentir-se mal
Foi imediatamente para o hospital.

A rua do olival ainda ficava longe do hospital.
A D. Carlota, ao fazer o tratamento, pensou:
“Então, estou eu aqui no hospital,
E nem posso tratar do meu animal!?”

O animal da D. Carlota
Era uma minhoca.
Pediu à vizinha para tratar a minhoquinha.
A vizinha, enojada, ficou desesperada.

Quando a mulher ficou melhor
O vírus H1N1 começou a desaparecer
Do organismo da mulher.

Quando a mulher chegou a casa,
Ficou contentezinha,
Porque a minhoquinha
Estava mesmo bem tratadinha.

Sofia – 5º 1

Grande Maroto, este vírus

Era uma vez um grupo de amigos que iam brincar para casa de um deles. Bateram à porta e a mãe apareceu com más notícias.
- O Rui está com gripe – afirmou ela, muito triste.
O tal grupo de amigos, pasmado, perguntou:
- Mas que gripe?
- A gripe A – respondeu a mãe.
Foram então para casa do seu parceiro que não tinha gripe A e informaram a mãe:
- O Rui está com gripe A. Viemos embora para que o vírus não se transmita.
- A gripe A? Ah, não! Mas quem vos disse? – perguntou a mãe.
- Foi a própria mãe do Rui.
- Querem saber o que é isso de gripe A? – sugeriu ela.
- Claro que queremos! – exclamaram os amigos.
Ela abriu um livro e apareceu um micróbio falante.
- Ah, ah, ah! Eu sou o vírus que provoca a gripe A. Chamo-me H1N1. Apareço em todos os lados mais do que o da gripe normal.
- Ora esta, hein? Um vírus falante! Isto é ridículo… - concordaram todos, em coro, excepto o vírus da gripe A. - Podes brincar e zombar de nós se estivermos em grupos de vários milhares de pessoas?
- Ah, pois é! Só vos digo que se estiverem junto do Rui nos próximos sete dias, garanto-vos que apanham a gripe A. Ah, ah, ah… - ria o vírus todo contente. - Vocês não escapam.
- Nós não fomos a casa dele, porque a mãe nos avisou a tempo. Mas mesmo que ele espirrasse junto de nós, iríamos imediatamente lavar as mãos.
- Nós odiamos uma boa lavagem; odiamos sabonete e também desinfectante. São os nossos inimigos – dizia o vírus a tremer a voz.
- Ah, então não gostas de sabonete! – exclamava o Duarte – Mas lá na escola, para além do sabonete, agora usa-se desinfectante, como é de lei nos espaços públicos.
- Pois é. Estou agora a lembrar-me. A gripe A está a atingir toda a gente que não é cuidadosa – disse o Bruno.
- E se alguém ficar doente, vamos ter de ligar à linha Saúde 24 cujo número é 808242424 – acrescentou a mãe.
Então pegaram no sabonete e disseram:
- E que tal…
- E que tal o quê? – perguntou o vírus valente.
- E que tal levares com a lavagem do sabonete e do desinfectante? – brincaram o Bruno e o Duarte.
- Pára, pára. Estão a dar cabo de mim – disse as últimas palavras o micróbio falante.
E desapareceu do livro.
- Nunca mais o vamos ver – afirmaram todos em coro.
No dia seguinte, os amigos do Rui foram a sua casa para ver se ele já estava curado. Bateram à porta e a mãe disse:
- Já podem brincar com o Rui. Tudo está passado e para vocês já não há perigo de contágio.
E ficaram todos a divertir-se, depois de uns dias de interrupção.

José Pedro – 5º 1