segunda-feira, 5 de março de 2012

A semana do saber e da cultura - Semana da Leitura

Olá, caros colegas!
A semana da leitura já começou! As aventuras, a cultura e o saber articulado irá aparecer ainda mais renovado.
Depois dos discursos e da entrega de prémios, onde a nossa Bárbara esteve a receber o 1º prémio do concurso "Cartas de amor /amizade", as atividades dos alunos começaram a desfilar. Hoje também já apresentamos poemas em inglês e outros colegas de outras turmas também se saíram muito bem.
Foi muito bom, mesmo. Os pais e outras pessoas da comunidade estiveram na abertura desta importante semana e até os alunos mais pequeninos do CEL estiveram presentes e muito bem comportados.
Parabéns à Bárbara, a nossa colega dda turma, 6º5 e agora toca a descobrir o mundo nestes próximos dias de tanto saber...
Visitem a biblioteca e participem. O mjundo está à vossa espera na biblioteca.
Alunos do 6º 5

sexta-feira, 2 de março de 2012

Um encontro com sementes de litreracia e cidadania


A nossa professora de Língua Portuguesa, Isilda Afonso, juntamente com outras senhoras professoras proporcionaram-nos um momento de diálogo, de escuta da leitura e de observação de ilustrações sobre um livro "E a sementinha voou...".
O seu autor e ilustradora são professores e foi engraçado revermos a senhora professora Socorro, do nosso 4º ano (dos alunos do 6º 5). A sementinha da história fez-nos pensar em muitas situações do dia-a-dia e, principalmente, atitudes de cidadania que devemos ter em conta. O senhor professor João Ferraz, o autor do texto, interagiu connosco e até contou histórias que se ia lembrando à medida que contava a aventura da sementinha.
Quanto à ilustradora, foi muito esclarecedora, pois abriu-nos o apetite para melhor observarmos o que ela pi
ntou e as cores que escolheu. Ainda nos falou das técnicas que usou e dos momentos engraçados por que passou, quando tinha de ler a história e ilustrar à sua maneira. Recomendou-nos muita leitura e principalmente a leitura de autores da nossa literatura nacional.
Colocamos muitas questões e só foi pena tocar. Estava a saber tão bem...
Alunos das turmas: 5º 5, 6º 4 e 6º5 em escrita colaborativa

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A samarra da professora

Há uns dias, numa bela manhã de chuva de inverno, a minha professora de português, trazia para a escola a sua bela samarra castanha, com pelo de ovelha. Pudera, é bem quentinha e fofinha. Vou dizer-vos a verdade, se eu vestisse aquela samarra sentir-me-ia como um bolo no forno. Sei que é uma comparação parva, mas na verdade aquela samarra é mesmo quente. Nunca a experimentei, mas tenho a certeza que não passava frio dentro dela.
Como estava a dizer, nesse dia, a professora tinha trazido a sua samarra e de um momento para o outro ouvimos uma conversa. A nossa turma, finalmente calou-se e ouvimos vozes que vinham da samarra da professora e de uma pequena traça que pousara aí:
- Para que serves tu? – perguntou a traça.
- Eu sirvo para aquecer pessoas, e tu? – inquiriu a samarra.
- Eu não sirvo para nada, apenas para encontrar lugares onde me aquecer!- informou a traça.
- Mas lá por isso podes aquecer-te no meu pelo. Claro, se a minha dona não te puser fora! Mas da forma como conheço esta senhora, de certeza que não te iria fazer mal, podes ficar descansado.
-Fala-me da tua vida- pediu a traça.
- Não faço nada, apenas ando de mão em mão, para que as pessoas se aqueçam. E tu? Que fazes da tua vida?- retorquiu a samarra.
-Não faço nada, apenas voo, sobrevoo, traço aqui, corro para ali… Agora vou dar um passeio!
-Ok. Eu fico, pois eu não voo- lamentou-se a samarra.
- Pelo menos tenho essa vantagem. Posso correr mundo e… quando me aborrecerem… traço-os. Ih, ih, ih…
Rita - 6º 5

Amizade primaveril

O senhor José já sentia algumas saudades da sua amiga joaninha, pois esta já não aparecia há muito tempo. O inverno tinha sido rigoroso e a primavera estava a chegar, mas nada a queria anunciar. Continuava muito frio e a neve ainda espreitava nos cumes dos montes.
Numa manhã de primavera, ainda fria, ei-la! Apareceu ainda com as suas asinhas frágeis e trémulas que a transportavam de florinha em florinha, lentamente. Estava o senhor José a tratar da sua horta, aí viu a joaninha e tentou observá-la, a medo.
“Por que é que ela não veio antes? O que a terá impedido de chegar mais cedo?” – pensou ele com os seus botões.
Como lhe pareceu que seria uma questão mais científica, e era alguém que gostava de aprender com os livros, decidiu consultar algumas enciclopédias e até a Internet. Foi difícil, mas acabou por descobrir que no inverno a joaninha fica a dormir num cogumelo, bem escondidinha e abrigada debaixo do chapéu que possuem. É ali que passa o rigoroso inverno, porque os seus amigos cogumelos têm todo o prazer em a proteger para que aquela belezinha não sofra com o frio, a neve e as tempestades. Quase que hiberna, quase que deixa de ligar ao mundo que a rodeia, para depois renascer quando a primavera chega com os seus dias mais quentinhos e suaves.
Logo no dia seguinte à sua chegada, o senhor José tomou o seu pequeno-almoço e aproveitou para ir à caça, mas a joaninha decidiu acompanhá-lo, sem que ele desse conta. A joaninha gostava muito do senhor José!
A meio da caminhada, viu uma águia que estava ferida, numa árvore. Ainda receou que ela o atacasse, mas como ao aproximar-se, a medo, ela não reagiu, então teve a certeza de que a águia estava mesmo doente. Levou-a para casa para cuidar dela. Claro que a joaninha acompanhou todo este processo e até apareceu nas mãos do senhor José, quando este a estava a tratar, numa tarde quentinha e convidativa a passear pelo seu jardim de gladíolos. Foi aí que ele ficou a saber que a joaninha gostou daquilo que ele estava a fazer à águia e daí as carícias pelas suas mãos.
Durante uma noite, a joaninha falou com a águia sobre tantas coisas que nunca mais puderam viver uma sem a outra. Ficaram amigas verdadeiras e descobriram muito sobre os mistérios da natureza. Viveram muitos anos na companhia de outros seres e contaram sempre com a ajuda do senhor José.
Pedro – 6º 5 e Rafaela 6º 3

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Um livro, um encontro, uma lição...

Queridos alunos,
Estou aqui apenas para vos recomendar um livro que foi editado há cerca de um mês e que é uma delícia. Tem o título de "Magalhães nos olhos de um menino" de Alexandre Parafita e Simone Fátima Gonçalves. Foi escrito pr estes dois vultos da literatura infanto-juvenil, com a ajuda da Internet, pois Parafita é português e Simone é brasileira. Tudo anda à volta de um diálogo entre avô e neto, a propósito da viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães, um navegador que já estudaram ou virão a estudar na disciplina de história.
Não vou desvendar mais nada... A editora é a Plátano. Fui ver os vossos colegas do CEL que tiveram a honra de ser contemplados com o lançamento desta obra e tenho de vos dizer que foi um êxito. Prporcionaram-nos momentos cheios de cultura, história, literatura e até poemas escreveram sobre o enredo do livro. São mesmo alunos dedicados!
Não se esqueçam de o ler...
Isilda Lourenço Afonso

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Viver é complicado

Num belo dia
De muito sol,
Um encantador rouxinol
Começou a chilrear
Sem parar de voar.

Por ali perto
Vivia uma andorinha
Na sua casinha.

Muito interessada,
Foi descobrir.
Apesar de cansada
Ia sempre a sorrir.

No meio do caminho,
Começou a cair,
E muito devagarinho
Lá foi ela sem descobrir.

De repente,
Começou a chuva a cair
E a andorinha a sonhar.

Para a ajudar
Veio o melro
Que por pouco
A consegue salvar.

Para os assustar,
Apareceu uma águia,
Que sem parar,
Queria atacar.

Fugiram os dois
Neste dia de primavera
Cansados desta aventura.

Quando pousaram no chão
A andorinha disse
Que ia emigrar
E o melro ia passear.

- Viver é complicado!
-disse uma joaninha,
Que já tinha estudado…

Bárbara Rodrigues – 6º 5

Uma grande família

Num dia de primavera
Lá estava a andorinha e a joaninha
A apanhar sol com o rouxinol.

O melro chilreava
Enquanto a águia voava.

- Sonhar, sonhar
– respondia o pintassilgo
À adivinha da andorinha.

O escaravelho vivia
Num sítio com chuva
Pois já não podia
Comer nenhuma uva.

A andorinha e a joaninha
Encontraram uma libelinha
Perguntaram-lhe
Se queria comer alguma coisinha.

Apareceu o urso
Que hibernou
E o poema acabou…

Joana – 6º5

O pequeno melro


Estava um lindo dia
Quando uma joaninha
Pousava ao pé
De uma bela andorinha.

Neste mesmo dia
Estava muito sol
E a andorinha ouvia um lindo rouxinol.

Muito entusiasmada,
começou a voar
à procura deste
lindo chilrear.

A joaninha, para não
Se sentir sozinha
Logo começou a sonhar.

Esta linda joaninha sonhava
Que num dia de primavera
Um pintassilgo fugia
De um escaravelho.

Assustada com aquele pesadelo
Abriu os olhos.
A andorinha já sabia
Quem cantava tão bem.

Era um melrinho
Que dançava também.

De repente,
Começou a chover.
As gotas de chuva
Eram muito grossas.

A joaninha abrigou-se
Numa enorme árvore.
Achou que
Devia emigrar
E disse mesmo isso
Ao melro.

O melro começou a responder
E a cantarolar…
A joaninha viu uma águia
E pensava
Que não ia viver.

Por isso
Foi ter com a andorinha
Acabou por não emigrar.

O melro deu-lhe
A volta
Mesmo a cantar.

Mara – 6º 5