quarta-feira, 6 de junho de 2012

"Amor com amor se paga" - um livro de valores


Um trabalho de alunos e a sua professora, Lourdes Luís, que delicia quem o lê. Uma obra que revela aquilo que povoa o universo dos nossos jovens: o universo desconhecido, que se descobre através do sonho.

Mas estes pequenos escritores e a sua professora não se limitaram a viajar e a passear pelos planetas do sistema solar: eles descobriram que a amizade está presente em todo o lado. Ajudar o outro é o lema que nos deve guiar pela vida.

Tudo foi dito e pensado com magia, com a capacidade de inventar e criar algo que não se consegue tocar, como é o caso dos planetas e tudo o que constitui o nosso imenso universo astral. Mas nada é impossível quando se consegue sonhar. Estes jovens, agora alunos da E. B. 2, 3, da turma 5º 6, conseguiram uma pequenina, mas expressiva história. Ela foi escrita para crianças, mas os adultos devem lê-la e pensar nas palavras sérias e cheias de valor que esta obra encerra. Com os pequenitos também se aprende. Aliás, nunca devemos deixar de ser crianças, ou seja, não devemos perder a capacidade de sonhar…

A propósito, de sonho, de espaço, de astros, de planetas, deixo-vos aqui um poema canção que todos conhecem e que vem mesmo a propósito do sonho e de alguém que queria ser astronauta, cantada por Rui Veloso. Podem ler o poema, mas tentem compreender como, apesar de já adulto, ele ainda continua a sonhar… Não é por acaso que o título da canção é VOAR…

Eu queria ser astronauta
o meu país não deixou
Depois quis ir jogar à bola
a minha mãe não deixou


Tive vontade de voltar à escola
mas o doutor não deixou
Fechei os olhos e tentei dormir
aquela dor não deixou.

Ó meu anjo da guarda
faz-me voltar a sonhar
faz-me ser astronauta ...e voar

O meu quarto é o meu mundo
o ecrã é a janela
Não choro em frente à minha mãe
eu que gosto tanto dela
Mas esta dor não quer desaparecer
vai-me levar com ela

Ó meu anjo da guarda
faz-me voltar a sonhar
faz-me ser astronauta....e voar

Acordar meter os pés no chão
Levantar pegar no que tens mais à mão
Voltar a rir, voltar a andar
Voltar, Voltar
Voltarei
Voltarei
Voltarei
Voltarei...


                                                     Isilda Lourenço Afonso

terça-feira, 5 de junho de 2012

Arte com História...


Num dia de maio, quente e cheio de sol, abrasador, a nossa turma foi visitar uma exposição de tapeçarias de arte contemporânea que se encontra no Museu de Lamego. Desta forma a nossa aula de português foi mesmo no exterior da escola. Destinava-se não só à observação, mas também aprendermos a relacionar e a emitir opiniões sobre algo que se depara aos nossos olhos.
A nossa professora, Isilda Afonso, preparou-nos para a saída, dizendo algumas regras e também nos deu algumas informações sobre o que íamos ver, relacionar e opinar, pois tratava-se de conteúdos das disciplinas de português e de história e, claro, os aspetos artísticos que ilustrariam episódios importantes da nossa história.

A tapeçaria de Portalegre é considerada a melhor tapeçaria mural do mundo. Ora, com estes trabalhos no nosso museu era de não deixar perder a ocasião. Foram tapeçarias executadas no Estado Novo, sobre factos históricos e que fazem parte de museus, tribunais, ministérios, bibliotecas, embaixadas, etc. Além das tapeçarias também estão expostos cartões originais, na maioria inéditos, de Guilherme Camarinha, Amândio Silva, Almada Negreiros, joão Tavares e Lino António.
A senhora Drª. Alexandra foi excelente nas explicações, diálogos e questões sobre cada tapeçaria, pois nós tínhamos a obrigação de saber enquadrar todos aqueles episódios na história de Portugal. Fomos tomando notas e, melhor ainda... Ficávamos de boca aberta de cada vez que nos ia apresentando uma nova tapeçaria. É que todas elas nos desafiavam a observar, a pensar e a tomar notas e a não querermos perder nada do que nos iam dizendo.

Uma das tapeçarias mais apreciadas por todos nós foi a de autoria de Cândido Costa Pinto, no ano de 1960, e que se chamava "Epopeia Marítima". Claro, os nossos descobrimentos estavam ali retratados num mapa em que várias rotas se cruzavam, o Adamastor aparece disfarçado de rochedo maldito (os perigos que enfrentaram os nossos marinheiros no mar), e ao mesmo tempo um monstro esquisito, mas com uma fada que simboliza, talvez, a magia e a feitiçaria daqueles tempos que servia para explicar o que nem sempre era de fácil compreensão.
Todas as tapeçarias são belíssimas, todas retratam a nossa história, mas vale a pena observá-las e em silêncio meditar e recuar no tempo para mais valor darmos aos nossos antepassados.

Visitem e deixem-se levar pela magia da história do nosso país, tão bem tecido e retratado por mãos hábeis e sábias.

                                                               Alunos do 6º 5


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Momentos de reflexão, de diálogo e de comunicação entre pares

É do conhecimento de todos nós, professores, pais, alunos e comunidade educativa que os comportamentos dos nossos jovens são um reflexo do que se passa à sua volta, daquilo que a própria comunicação social lhes incute e, poucas vezes, devido a problemas pessoais. A escola é o local onde se plasmam todos os problemas e carências que surgem constantemente no quotidiano do aluno e no mundo global ao qual nenhum de nós é alheio.
A Associação de Pais e Encarregados de Educação do nosso agrupamento tem vindo a promover ações pertinentes no âmbito da formação e reflexão que permitam uma entreajuda eficaz na formação dos nossos alunos, direcionadas a toda a comunidade, essencialmente aos encarregados de educação e professores. Estive em todas elas e devo afirmar que qualquer uma foi digna de participação, de aprendizagem e, sobretudo, de alerta e aconselhamento, sempre numa perspetiva de fundamentação, discussão, reflexão e caminhos que se poderão encetar para uma cidadania mais humana e cívica.
Ontem, dia 31 de maio, foi mais um momento desses. Com a colaboração da Drª. Cláudia Fonseca e o senhor Enfermeiro João Barreira, elementos da CPCJ de Lamego, pudemos ouvir, ver e discutir em ambiente familiar, mas muito atento e bastante partilhado o tema "Comportamentos juvenis", que abordou três vertentes bem atuais e muito difíceis de contornar por quem se defronta todos os dias com situações de alunos/filhos inseridos em problemáticas que ultrapassam a esfera da missão essencial de ensinar: riscos da Internet, o bullying e a toxicodependência.

Tudo foi ali denunciado pelos palestrantes pela assistência e mesmo por responsáveis do próprio agrupamento, na pessoa do senhor Diretor. Todos opinamos, tiramos as nossas conclusões e propusemos percursos para a prevenção de qualquer um destes aspetos da nossa sociedade. No entanto, quer pais, quer professores e outros colaboradores na educação dos nossos jovens, os tais nativos digitais da nossa época, teremos de estar com uma atenção e até mesmo perspicácia no que se refere às relações virtuais dos nossos jovens, ao isolamento que por vezes revelam, à escuta constante, mesmo que não haja muito tempo para o diálogo, controlo das amizades pessoais e virtuais e consumo de álcool para que como diz alguém: "Não há que castigar, mas sim aconselhar, dialogar e saber escutar o outro".
Alguns dos filmes que passaram poderiam ser um pouco fortes, mas é a realidade e por que não passá-los aos pais menos atentos, que dizem não ter tempo para colaborar, para participar e para estar com os filhos? Com toda a certeza não iriam ficar indiferentes! Muitas vezes é necessário que se coloquem as pessoas perante realidades cruéis para que algo lá dentro de si faça um "clic" e o abra para aquilo que o rodeia, no que se refere à educação e formação do(a) seu(sua) educando(a).

Obrigada, senhor Enfermeiro Luís, pela sua dedicação e preocupação na promoção de uma formação de qualidade para quem deseja que esta comunidade educativa constitua um exemplo a seguir na tão almejada cidadania em valores humanos e morais, bases de qualquer sociedade deste mundo global.


                                                                                                Isilda Lourenço Afonso

terça-feira, 29 de maio de 2012

Os nossos amigos franceses visitaram-nos! Simplesmente delicioso conhecê-los...

No dia 25 de maio, encontrámo-nos com uma turma do Collège de Barétous, Arette - França, uma das escolas parceiras do projeto Comenius. Estes alunos estiveram em Portugal durante uma semana para conhecer melhor a nossa cultura e aspetos culturais, iniciando o percurso em Lisboa e finalizando-o em Lamego.
Estávamos ansiosos por os ver e dar conta de como eram, como falavam e se comportavam. Não puderam vir à escola, pois era impossível chegarem a tempo de ainda nos visitarem na escola. Claro que não desistimos. Fomos esperá-los e recebê-los um pouco fora do centro da cidade e conviver com eles, dentro do tempo que iriam estar na nossa cidade. Alguns dos nossos pais também paraticiparam, conviveram, falaram com eles e os professores e jantamos juntos no Ratatui. Antes do jantar os professores e alunos franceses foram visitar Lamego e efetuar algumas compras (produtos típicos da região).
 No restaurante adquiriram cerejas (fruto muito apreciado). O cozinheiro era mesmo patusco e engraçado. Estava todo contente com toda aquela gente. O problema era a língua, mas a professora Isilda lá estava para traduzir. Temos mesmo de aprender francês! É nestas ocasiões que damos conta da necessidade de saber línguas e não podemos só pensar em espanhol.
A alegria predominou, todos gostaram do menu e só tivemos pena que alguns colegas não pudessem ter estado. Mas ainda vamos pensar em arranjar um encontro com eles.
Apesar de pouco tempo passado com os alunos franceses foi bastante agradável, pois tivemos oportunidade de saber que a visita deles a Portugal tinha sido muito interessante e educativa.
No final ainda desfrutamos de uma partida de "uno" e, qual não foi o nosso espanto ao constatarmos que é um jogo também apreciado pelos franceses.

Soube a pouco. Estes momentos deveriam repetir-se mais vezes e principalmente na escola. O intercâmbio concretizou-se, como já tínhamos previsto desde há alguns meses.
Obrigado, senhores professores, por nos proporcionarem estes momentos.


Carlos Furtado, Joana Nascimento, Juliana Teixeira, Pedro Vieira  - 6º 5


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Dia Internacional da Família - uma comunidade que partilhou, ouviu e sentiu...


Promover  a interrelação escola-família de forma mais estreita significa construir e desenvolver comunidades nas quais  se pode  aspirar a uma melhor qualidade de vida para as gerações futuras. É sempre bom ter presente um velho ditado que define bem por que há que priorizar a família: "Nenhum sucesso na vida compensa um fracasso no lar". Contando com tudo o que se consegue superar quando a família está presente, tudo se torna mais simples, mais humano, mais sentido e mais puro.
            Perante estes e outros pressupostos, e ancorados na vasta experiência com encarregados de educação, o Agrupamento Vertical de Lamego, com pais/encarregados de educação, alunos e professores de algumas turmas, empenharam-se num Encontro no dia 15 de maio, Dia Internacional da Família, que contou com a presença de Sua Excelência Reverendíssima o Senhor Bispo de Lamego, Senhor D. António Couto. Este pequeno projeto tinha como grande objetivo aproximar a escola da comunidade, sensibilizar a opinião pública para o importante papel da família e das pessoas idosas na sociedade. Considerando a família a unidade-chave na formação e promoção das nossas crianças e jovens, era este o dia ideal para parar um pouco para ouvir, dialogar, refletir e interagir sobre aspetos fulcrais tão esquecidos e tão necessários a uma comunidade que se deseja transformadora e ativa na formação plena dos seus alunos.
 O Encontro iniciou-se com a receção a Sua Excelência Reverendíssima pelos alunos mais pequeninos da turma 4 da Educação Pré-Escolar do Centro Escolar de Lamego, com uma canção dedicada à mãe. Foi um momento delicioso não só pela canção como pelo empenho e postura revelados por estes alunos de palmo e meio. No auditório da escola sede, o senhor Diretor, Carlos Rei, deu as boas-vindas a Sua Excelência, pois era a primeira vez que a visitava, sentindo-se honrado por tão ilustre visitante ao ter acedido ao convite para este evento.
          Já na presença de todos os outros alunos, pais e professores, o Encontro contou com poemas, alusivos ao tema “Família”, ditos por uma avó, uma mãe, um pai e uma aluna da E. B. 2, 3 de Lamego que dedicou ao seu irmãozito recém-nascido. Sua Excelência, Senhor D. António Couto, fez, então, uma reflexão simples, singela e envolvente que a todos fez refletir, pois o seu discurso fluente, enternecedor, realista e apelando à atenção dos alunos não deixou ninguém indiferente, dando-nos a conhecer outros mundos e outras realidades, mas não se cansando de salientar que “a família deve ser unida e a escola deve ser uma casa onde a amizade e o amor nunca podem desaparecer, seja em que circunstância for”. Todas estas ideias e sugestões foram sínteses retiradas de histórias que nos contou sobre o que crianças como as de Moçambique, onde missionou, sofriam para irem à escola. Nada semelhante à nossa, e até as suas casas de colmo (as cubatas), que não têm janelas, com uma só entrada pequenina, essas crianças imaginavam-nas desenhando-as na própria casa, a giz. A propósito, D. António Couto informou-nos que vai haver um sítio interativo, onde qualquer pessoa poderá aceder para participar com as suas ideias e sugestões sobre o lema “Como fazer da nossa Igreja uma casa?”, o tal lugar que é o “ninho” do mundo, onde se constrói aquilo que serão os alicerces do caráter de cada um de nós.
          O apelo foi mesmo esse: valorizar o que temos e, sobretudo, que os alunos continuem a ter espaço para a criatividade e a evasão. Só assim conseguirão ser felizes e, para isso, os pais e a escola proporcionar-lhes-ão todas as condições, sem desdenharem delas, ainda que por vezes algo falte ou não seja possível conseguir. Temos de ter essa capacidade de superação e de caminhar em frente. Foram palavras que tocaram em todos nós e não deixaram alunos e famílias indiferentes. Um momento para não esquecer, um momento de partilha, um momento familiar cuja mensagem cruza com o que Léon Tolstoi preconizava na sociedade do seu tempo, entre os séculos XIX e XX: “A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família”, a tal “casa” de que tanto nos falou D. António Couto.
           Finalmente, o senhor Presidente do Conselho Geral, senhor Dr. Paulo Taveira, encerrou a sessão dirigindo-se aos encarregados de educação, ao Presidente da Direção da Associação de Pais e Encarregados de Educação do AVL, a todos os alunos e professores, elogiando o comportamento exemplar, o empenho e a atenção que toda a assembleia revelou ao longo desta sessão e, claro, ao Senhor Bispo, D. António Couto, pela gentileza, pelas vivências, pelas palavras oportunas e gratificantes com que presenteou toda a comunidade ali representada.

Bárbara, Carla e Mara - 6º 5 em escrita colaborativa com a professora Isilda L. Afonso





terça-feira, 8 de maio de 2012

Lamego-Berlim-Szczecin: um percurso Comenius

Deixo-vos alguns dos melhores momentos da nossa participação e colaboração no encontro com todos os parceiros do projeto Comenius, em Szczecin - Polónia. Foi uma semana plena de saberes, cultura, investigação através do contacto direto com a Natureza, espécies vegetais e animais, costumes, encontros com a comunidade educativa, comemorações do dia da bandeira e da Constituição polaca, passando pela assistência a aulas práticas, passeios pedrestres e, sobretudo, as sempre presentes simpatia e hospitalidade dos nossos parceiros desta belíssima cidade da fronteira com Berlim, acompanhada a norte pelo mae Báltico (que saboreamos num dia quente e aprazível). Este povo sofreu os horrores da guerra, mas nunca desistiu de lutar, de cuidar da floresta, de respeitar os seus costumes e tradições, de reconhecer que a história lhes ensinou a amar o seu país e tudo fazer para que a guerra não se repita. VIVEM EM ESTREITA LIGAÇÃO COM A NATUREZA, desfrutando dela e transmitindo a todos os que os visitam, ou os desejam conhecer, que vale a pena lutar pela VIDA, vale a pena lutar pela LIBERDADE, o valor mais importante para o ser humano. O trabalho e o esforço, aliados à fé cristã, são as candeias que constantemente os iluminam e, aliados ao amor por tudo o que os rodeia, seguem em frente e transmitem-nos uma sensação de bem-estar e de aceitação de tudo e de todos. OBRIGADA por tudo o que nos ensinaram e nos proporcionaram. Comenius sempre perspetivou uma educação assente na observação e experiência para a formação do cidadão e com este nosso projeto os seus ideais têm sido concretizados.       
                                                      Isilda Lourenço Afonso