terça-feira, 2 de outubro de 2012

Um voo de avião…



O meu sonho é conhecer a América, não só porque gostava de visitar a minha tia e prima que aí vivem, mas também porque gostava de andar de avião.
É verdade, sempre sonhei em voar! Os meus pais já andaram de avião e contaram-me qual é a sensação. Claro que gostava de ser eu mesma a experimentar e a tirar as devidas conclusões (uma coisa é dizer, outra é fazer mesmo).
Sempre que a minha tia da América telefona ao meu pai, lembro-me do sonho que tanto desejo concretizar, e que não deve tardar! Penso como ficaria feliz se isso acontecesse: poder dizer como foi, o que senti, o que observei, o ambiente dentro do avião, a ansiedade da descolagem, da aterragem… Seria muito importante para mim e um marco importante na minha vida.
Suponho que um dia, com os meus pais ou, quem sabe, ao longo da minha vida profissional, vou ter mesmo essa concretização por que tanto anseio.

Ana Margarida – 6º 4

Um sonho por realizar


Sempre me perguntaram qual era o meu sonho, isto é, o que queria ser ou ter, eu respondi sempre com muita confiança:
- O meu sonho era ser um jogador profissional de futebol ou um grande empresário.
Respondia assim, porque é o que gosto de fazer, mas sei que para conseguir isso, tenho de me esforçar muito, física e mentalmente.
Esse meu sonho é importante para mim, pois ambas as profissões dão muito, mas muito dinheiro e eu com esse dinheiro ajudaria os meus pais, a minha irmã e outros familiares e amigos que sempre me ajudaram e me incentivaram.
Espero que, no futuro, estes sonhos se tornem realidade pois para vencermos na vida, temos de ter um bom emprego que nos ajude a enfrentar problemas e a resolver situações difíceis.
O meu pai nem sempre quis que eu fosse futebolista; só queria que eu fosse empresário ou engenheiro, mas eu vou por mim, porque sempre irei esforçar-me para realizar os meus sonhos e ser realmente o que quero.

Tiago – 6º5

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

PALAVRAS DE SONHO... um tema para saborear ao longo do ano!

Queridos alunos, pais e todos aqueles que nos acompanham!


Esta é a Árvore da Vida - de Gustav Klimt

A caminhada foi reiniciada! Estamos todos cheios de energia e de vontade de soltar as PALAVRAS...
Já chega de descanso e o trabalho já começou a bater à porta.
Espero que para todos vós esta caminhada seja a mais brilhante e empreendedora de todas aquelas que já têm realizado.
Para que o nosso blogue não seja apenas um espaço para a escola, conto com todos, porque todos são necessários e todos podem contribuir para um saudável desenvolvimento dos nossos jovens, utilizando a leitura, a escrita e, este ano, até a língua estrangeira vai aparecer com alguma frequência.
Uma grande parte dos alunos da E. B. 2, 3 irão comunicar com outros alunos da Europa e do Mundo através da plataforma etwinning, um subprograma do projeto Comenius. Vai ser mesmo um desafio e um autêntico conhecimento partilhado entre alunos e professores.
No entanto, como já temos alguns escritos de alunos para publicar nos próximos dias, só vos vou deixar o mote para este ano: "Palavras de sonho". A maioria dos trabalhos e atividades serão sempre por causa das palavras, da sua importância para o ser humano e o mundo que se abre quando sabemos o verdadeiro significado das palavras que utilizamos.

Assim, deixo-vos um poema que descobri nestas férias e que foi escrito para vós por João Pedro Messeder, um escritor que se tem dedicado à literatura. O título relaciona-se com o papagaio de papel que costuma fazer as delícias de quem é jovem ou criança. A ideia de liberdade, do sabor do vento e do saber personalizam-se neste objeto.
Para o ilustrar, escolhi duas imagens, também elas relacionadas com as palavras em árvores (as palavras cruzam-se, entrelaçam-se e vivem em união, exatamente como os ramos, as folhas  e as flores das árvores), com papagaios (aves), não esquecendo que uma delas representa a árvore da vida, de um pintor célebre Gustav Klimt. Leiam, saboreiem e apreciem as pinturas.

                                                                     Isilda Lourenço Afonso



Papagaio

Há palavras
feitas para voar
num céu de maio.

Leves palavras
ao colo do vento,
construídas
como o papel
colorido
dos teus sonhos.

Tomas uma
e soltas o fio
que a prende
à tua mão.

E a palavra
ganha asas,
eleva-se no ar
com o seu longo
ditongo
voador.

Até encontrar,
no mais alto
de ti mesmo,
um lugar
imenso
para morar.


                                  in Palavra que voa, de João Pedro Mésseder
                                 Editorial Caminho                

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Deuses da Europa de 2012

Numa aula de Português, a senhora professora Isilda Afonso esteve presente, a convite da nossa professora para mais uma aula de escrita criativa. Desta vez contou-nos a Lenda da Europa, uma vez que se enquadra no projeto Comenius que tem sido desenvolvido no nosso agrupamento. A partir do que ouvimos, várias propostas foram colocadas aos alunos para escolherem uma e escreverem algo baseado no que tinham acabado de escutar. Esta foi uma das produções que aqui fica para todos verem como podemos criar outra história, transportada para a atualidade.


Quando Zeus estava casado e com filhos, abriu-se um buraco no ar que os levou a todos para 2012. O problema era que tinham ido, agora, um para cada país europeu.
Zeus veio para Portugal, Minos, o minotauro, rei de Creta, deu por si em Espanha, o justo Rodomonte foi para a Ucrânia, Sarpédon para a Suiça e, por fim, Europa foi para a Itália.
O Minotauro acordou no meio de uma tourada, mas Pedrito de Portugal, o toureiro, atirou-lhe uma lança que apenas fez ricochete no seu corpo duro como pedra. Logo a seguir, Minos, em resposta, correu com ele do tourão e festejou.
Os habitantes de Pamplona foram todos embora.
Com os outros nada lhes correu bem: Sarpédon partiu uma perna a fazer esqui; Rodomonte levou uma bolada quando assistia ao Euro 2012; Zeus não se entendia com o facebook.
A sorte estava com Europa que estava a comer uma pizza e uns chocolates que tinha comprado numa loja!...
Passados alguns meses, estavam desesperados e destinados a ficarem no futuro para sempre!
Zeus andou à procura da solução até que chegou à E. B. 2, 3 de Lamego e entrou acidentalmente na sala 32, numa quarta-feira pelas 10h.
Lá esteve o 5º 7 a ter uma aula de Português!
Já na Suiça, Sarpédon tinha recuperado e estava a tentar telefonar a Europa, mas ouvia-se isto:
- “Desculpe, mas este número não está disponível. Deixe mensagem a seguir ao sinal…. Pit!”
- Sim, já percebi isso, mas onde estás? – perguntou Sarpédon, frustrado.
- Obrigado por usar o voice mail da Vodafone!
- Ah! O quê? – questionou Sarpédon.
Minos estava a ver TV na RTP Informação, até que mostraram um quadro sobre a lenda da Europa.
- A minha casa! – disse, atirando-se à televisão.
Zeus, ao entrar na sala 32, espantou a professora Ana Cristina e os seus alunos.
- Quem é o senhor? – perguntou a professora.
- Eu sei! – disse o Dinis. – é o grande deus grego Zeus!
Logo a seguir, a sala encheu-se de murmúrios.
- Ei! Podíamos construir uma casa grega para Zeus! – sugeri eu.
- Então e a Europa? E os meus filhos?
- Ouvi dizer que Minos está em Espanha, professora Ana Cristina! Podemos telefonar à Lara? Ela disse-me que ia a Espanha!
- Está bem, Gonçalo, telefona-lhe! Já agora, telefona aos pais do Pedro e da Sofia que estão em Itália, onde está a Europa, e para a Suiça, onde está Sarpédon.
A Ana Rita pôs o dedo no ar e sugeriu:
- Podíamos telefonar ao pai do Artur que está na Ucrânia!
Depois de todos os telefonemas se terem realizado, os amigos de Zeus estavam juntos e aí a professora mostrou-nos o quadro sobre a lenda da Europa em que esta estava a ser levada por Zeus e todos foram absorvidos para lá.
A seguir, rimo-nos. Que engraçado! Deuses gregos no 5º 7!...
Entretanto, a diretora de turma chega e diz:
- Que barulheira é esta?
- Mas não há barulho nenhum!- dizíamos nós, olhando uns para os outros.
- Então como é que eu ouvi este barulho?
- Bem…
Os alunos do 5º 7 responderam em coro:
- Todos nos íamos ver gregos para lhe explicar! – dissemos para seu espanto…

                                                                                                 Pedro Gomes - 5º 7


quarta-feira, 13 de junho de 2012

O mundo visto por mim

Com Comenius aprendemos que a educação deve basear-se na natureza para que consigamos compreender o que se passa à nossa volta e pensemos sempre no melhor para o nosso bem-estar na Terra. Acrescento que para vivermos num mundo pleno de alegria e em paz com todos, a compreensão e o respeito têm de nos acompanhar sempre.
O texto que vos apresento é uma reflexão bem profunda que decidi passar para todos vós. A natureza é fulcral, mas se os valores humanos não se puserem em prática, tudo o que Comenius nos quis transmitir pode mesmo não ser possível.

Às vezes sinto que nenhum dos meus amigos me compreende. Sinto que nenhum deles tem a capacidade de me perceber, de perceber o que sinto, o que penso… É como se …só o meu irmão e os meus pais me percebessem.
           É a primeira vez que escrevo a alguém o que sinto, nunca escrevi um diário… porque é como se eu contasse a minha vida a um estranho que pode zombar do que eu lhe conto. O que eu quero dizer é que, apesar da escrita ser o meu ponto de abrigo, onde ninguém me critica, é diferente… Não sei explicar, não me sinto à vontade… É como se o diário fosse o meu amigo, que eu lhe contasse tudo, mas que, depois, eu descobrisse que ele não era um  amigo, pelo menos verdadeiro, e que simplesmente contava aos meus amigos os meus segredos.
            Apesar de não gostar de diários tenho outro amigo, quer dizer outra amiga, eu. Simplesmente eu. Quando falo comigo mesma, consigo criticar-me, mas de maneira diferente. Tudo fica mais claro… Sinto que estou a falar com alguém que me compreende que sente o que eu sinto. Sinto que é um verdadeiro amigo, que não vai contar aos outros os meus segredos. É como se nos conhecêssemos desde sempre, alguém em que eu pudesse confiar verdadeiramente vendo que a vida é cheia de injustiças.
            A vida está cheia de injustiças, pelo menos é o que todas as pessoas dizem. Sinceramente não concordo. Nós, humanos, foi-nos dado tudo, fomos nós que deixamos a terra nestas condições ambientais, fomos nós que originamos estas crises, porque sempre gastamos mais do que tínhamos. Porque é que somos assim…? Às vezes dou por mim a pensar: será este o nosso futuro, viver na miséria do nosso coração? Não me refiro à pobreza, que já é um problema bastante grave, refiro-me à solidão. No nosso país, a maior parte dos idosos vive sozinha, sem os filhos, netos ou familiares e amigos. As pessoas mal se cumprimentam, mal se relacionam umas com as outras. Como é possível que o presente de todo o mundo seja assim… a solidão?
Não sei o que devo dizer… acho que neste momento a maior parte das pessoas em todo mundo dá mais valor aos bens materiais do que à felicidade, ao convívio com as outras pessoas, à alegria… O que será o nosso futuro, se o nosso presente já é tão negro e obscuro?…
Como é possível que o mundo seja tão cruel… as pessoas “passam umas por cima das outras” para atingirem o seu objetivo. Como é possível que haja pessoas que matam, torturam, só por vingança… Apesar de ser doloroso, de saber que é a realidade, a nossa realidade, foi este o mundo que construímos, foram estas as pessoas que educamos, mas eu olho em meu redor, e não vejo amor, felicidade, educação, liberdade… Simplesmente vejo egoísmo, falsidade, vingança…
As escolas, que deviam ser Centros Educativos para as crianças, para alguns é uma ”seca “, para alguns as aulas são simplesmente uma brincadeira, onde se brinca com os professores, enquanto no intervalo a maior parte dos alunos troçam uns dos outros. Sinceramente, como é que uma criança se sente bem num estabelecimento como este que aqui retrato?
Como é que neste mundo nós não nos respeitamos? Porque temos que ser assim? Porque é que não aceitamos as opiniões dos nossos amigos? Porque é que não gostamos dos que são diferentes? Porque é que somos racistas? Uma cor diferente, uma religião diferente não significam nada. Continua a ser uma pessoa com os mesmos direitos, continua a ser uma pessoa que sabe amar, que sofre e que sabe viver, e não é mais nem menos do que nós. Ninguém é superior a ninguém, somos todos diferentes e todos iguais.
Tantas perguntas que fiz e nenhuma delas tem resposta… quer dizer as respostas existem, mas acho que ninguém na realidade as conhece… Este é o mundo visto por uma criança de onze anos. Quase todos os adultos pensam que as crianças não percebem, não entendem, mas eu entendo, eu percebo… Agora que já sei o que é, na realidade, o mundo, preferia não ter entendido, não ter percebido… Preferia nunca ter conhecido… o que é o nosso mundo, a nossa vida…
Nós podíamos mudar, podíamos melhorar, se cada um pensasse como eu, mas é isso que nos torna especiais, sermos diferentes. Mas será que a diferença não pode ser posta de lado, só por um momento? Será que num sorriso diferente não pode haver amor?...
                                                                          Bárbara Carrulo Rodrigues - 6º 5

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A volta ao mundo animal...


Era uma vez um rapaz chamado Manuel que era muito curioso. Ora, no dia 3 de julho de 2012, a nossa personagem fez 11 anos.
- Parabéns, filho!... Ai, só de pensar que há 11 anos estavas dentro da minha barriga… - disse-lhe a mãe.
- Ah!? Como? Quem me meteu lá? Como saí? Por que é que não me lembro?
A mãe aconselhou-o a ir consultar o livro do bebé. Contudo, Manuel saltou um pormenor à vista: uma cegonha a levar um bebé.
- “Talvez tenha sido a cegonha!” – pensou.
Infelizmente não existiam cegonhas na sua região … Como iria resolver o mistério?
Três semanas depois, o pai trazia uma boa notícia.
- Ganhei a lotaria! Já gastei algum dinheiro para comprar um dirigível com licença para aterrar nos aeroportos todos! Podemos dar a volta ao mundo!
Dito isto, partiram.

Primeira paragem: Aveiro, Portugal!
Manuel procurou um ninho de cegonha. Bingo! Mesmo à sua frente surgiu um com a cegonha e tudo!
- Ei, senhora Cegonha!
- Diga, cavalheiro… Eu sou a Angelina…
- Posso saber como me meteu dentro da barriga da minha mãe?
- Desculpa?
Manuel mostrou-lhe o livro. Logo a seguir a cegonha debicou o livro numa parte com o arbusto lilás com um melro em cima.
- Eles sabem tudo!
- Ih! – riu o Manuel. – O arbusto?
- Sim, confia em mim. Podemos encontrá-los na Pérsia.

2ª paragem. Pérsia.
Miguel levou a cegonha e viu o melro em cima de um arbusto, o lilás, porque dali se via melhor.
- Estranho, também vejo uma raposa no livro… Ah! Lá está ela!
Começaram a conversar, mas Miguel disse:
- Vamos, ainda nos falta esta andorinha!
Seguidamente lembrou-se:
- Oh, não! O lilás é uma planta e não pode mover-se!
- Vamos pô-lo no vaso!
Dito e feito.

Última paragem: Austrália!
Lá, conheceram um canguru e voltaram para casa com ele.
- Mas … Mas… e a andorinha?
- A andorinha Beta tem a resposta! – disse o canguru Zé.
Quando chegaram a casa, Manuel pensou:
- “Beta é o nome da nossa andorinha em cativeiro!”
Foram falar com ela e esta respondeu:
- Bem – começou – podiam ter vindo logo aqui. Ninguém te meteu na tua mãe. Tu formaste-te lá.
Em seguida riu às gargalhadas.
- Não gastavas nada e tinha sido mais rápido, Manuel!
- Pois – disse Manuel – mas assim não faria amigos novos.
Mais tarde, o pai do Manuel, perito em zoologia, construiu réplicas de habitat para cada um e ficaram com eles.
Quem me dera ter tido uma aventura assim!


                                                                                          Pedro Gomes - 5º 7
Texto elaborado sobre animais e plantas estudados no âmbito do projeto Comenius (escrita criativa)

Arrufos na floresta...


Ia a senhora andorinha,
Descansada a voar,
Quando de repente
O melro começa a palrar.

Logo de seguida,
A comadre raposa
Exclamou com firmeza:
“Que floresta cheia de vida!”.

Deu uma gargalhada
O senhor lilás,
Que disse despreocupado:
“Para mim tanto faz”!

Aparece a cegonha:
“A senhora cegonha
diga a esta raposa matreira
que nesta floresta
não há nada de mais
a não ser os pardais!”

A cegonha deu uma gargalhada!
“Ah, ah, ah! Sim, nisso têm razão.
Nesta floresta, anda sempre tudo calmo
Que chatice!
Não se faz nada!”



               Eva Oliveira – 5º 7
Poema elaborado a partir de plantas e aves migradoras, tema do projeto Comenius (em escrita criativa)