terça-feira, 19 de março de 2013

Nós e os tubarões...


A propósito do mar e de todo o seu encanto e importância para o equilíbrio do nosso planeta, imaginámos uma entrevista um pouco curiosa. Ora leiam.

Mariana e Francisco – Boa tarde, senhores tubarões!

Tubarões – Boa tarde. O que vos traz por aqui?

Francisco – Nós vimos fazer uma entrevista a seres que muito bem conhecem o mar e decidimos fazê-la à vossa espécie.

Tubarões – Mas qual foi a razão dessa escolha?

Mariana – Nós já tínhamos ouvido falar de vós, principalmente devido à vossa sabedoria e por conhecerem muito bem o mundo marinho.

Tubarões – Então o que gostariam assim tanto de saber? Também agora estamos intrigados…

Francisco – Nós gostaríamos de saber como é o vosso mundo, o mar.

Tubarões – Sim, claro. Essa é uma boa questão. O mar é muito bonito, mas tem muitos perigos, como por exemplo nós que somos uma espécie muito perigosa. Há outros peixes e plantas, as próprias ondas e as marés também podem ser muito maus. O Tubarão Branco é o mais perigoso e nós pertencemos a essa família. Alimentamo-nos de peixes, mas não fazemos mal às pessoas, estejam tranquilos.

Mariana – Nós gostávamos de saber como é o fundo do mar. É algo que nos fascina.

Tubarões – No fundo do mar existem criaturas espantosas, mas também muito estranhas. A nossa casa fica mesmo lá no fundinho.

Francisco – Pois…, nós percebemos, mas qual será a criatura mais estranha?

Tubarões – Nós achamos que é o peixe-lua, porque tem uma forma circular, mas muito bem desenhada, uma perfeição.

Mariana – E a mais espantosa?

Tubarões – Para nós é a baleia. É enorme e a sua boca quase pode engolir um navio. Temos muito respeitinho.

Francisco – Vós falastes há pouco num tubarão muito perigoso.

Tubarões – Sim o Tubarão Branco.

Mariana – Podem dizer-nos se conhecem algum que já tenha sido muito perigoso para vós?

Tubarões – Claro. Várias vezes um deles, o maior, fez tudo para conseguir acabar com os nossos filhotes. Nós é que temos muitos seres marinhos que conseguem avisar-nos da sua aproximação e escondemo-nos a tempo. Temos muitos amigos aqui no mar, sem serem tubarões.

Francisco – Hoje não vamos perguntar-vos mais nada, pois de certeza que têm de ir à vossa vida e é bom que não nos esqueçamos de que o Tubarão Branco pode aparecer a todo o momento. No entanto, gostaríamos de contar convosco para uma próxima entrevista, mas sobre outros aspetos relacionados com o mar e a vida que dentro dele existe. E até gostávamos de conhecer histórias fantásticas que se contam entre vós. De certeza que têm muito para nos contar.

Mariana – É como nós, humanos. Também temos muitas histórias para vos contar. Podemos fazer trocas e assim acabamos por nos conhecer melhor.

Tubarões – Realmente nunca tínhamos pensado nisso. Nós temos fama de maus, mas nem todos são assim. Para nós, vocês passaram a ser amigos. Contem connosco.

 

                                    Mariana e Francisco – 6º 5

Um ano após o desastre de Spoboon


(Esta notícia não foi real, mas baseia-se em factos reais e nós, a partir do que vimos, ouvimos e lemos, recriámos outra para que todos nós possamos refletir sobre a importância do Mara e os perigos que o espreitam. Respeitemo-lo.)

Faz hoje um ano que o grande petroleiro Spoboon navegava pelos mares do oceano Pacífico quando deixou verter toneladas de litros de crude mesmo em pleno alto mar.
Foi uma catástrofe para todos os seres deste lugar longínquo, algures no oceano Pacífico. Milhões de peixinhos ainda recém-nascidos morreram asfixiados, não esquecendo todos os outros seres animais e vegetais que não conseguiram sobreviver a estas substâncias tóxicas que se libertavam constantemente à medida que a maré negra alastrava a outros espaços.
O Spoboon dirigia-se para a Austrália com um grande carregamento de crude que tinha sido adquirido nos países do Médio Oriente, onde iria ser transformado em petróleo e em outros produtos. O motivo deste acidente está num buraco que se abriu no casco do barco, ao roçar levemente nuns rochedos muito escondidos no mar e que faziam parte de um cabo. Quase ninguém deu conta dessa situação, pois não se sentiu qualquer estrondo. Só quando se começou a dar conta da água que entrava e as máquinas deixarem de funcionar é que o comandante do navio teve a real visão do que estava a acontecer e… já era tarde. O barco estava perdido e era necessário salvar a tripulação. Parecia impossível que com todas as precauções e condições do petroleiro pudesse acontecer algo deste género.
O oceano Pacífico ficou naquela zona muito maltratado e durante vários anos foi limpo e tratado com as técnicas mais sofisticadas para erradicar aquelas substâncias que tanta morte provocaram. Algumas espécies marinhas desapareceram mesmo.

 
           Ana Filipa, Carla, Sandra e Rui – 6º 4

sexta-feira, 8 de março de 2013

O rochedo encantado!


Lá no cimo do rio azul
um arco-íris passou.
era tamanho o raio de luz
que até os peixes assustou...

Mas o que mais brilhava
era a cor verde-esmeralda,
de onde apareceu uma fada
com um tom que escalda!

Apareceu no meio do rio
um pescador com o seu barco,
daí saltou uma sereia
toda envolta num arco.


Ao verem a fada pousar,
no seu lindo rochedo,
ninguém se podia aproximar,
pois lá no meio estava um arvoredo.

Os dois, com tanto medo,
nem a fada queriam ver!
Ela era tão bonita
nem palavras tinham
para a descrever!


Um rochedo, que medo!
Uma sereia, que beleza!
Um pescador, que trabalhador!
Uma fada, que encanto!
Um mar, uma ilha, peixinhos,
é tudo para cantar,
é tudo para amar...
tal como o noso eterno MAR!

                                                                              Mónica, Diana e Helena - 6º 4

sábado, 2 de março de 2013

Caros amigos:

Ao longo de várias semanas, alguns professores do Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego, frequentaram uma oficina de formação no âmbito da Educação Sexual em Meio Escolar. Foram sessões interessantíssimas, onde aprendemos, interagimos e realizámos atividades que, posteriormente, iremos desenvolver com os nossos alunos. Uma delas foi realizada em grupo e tratou-se da elaboração de um pequeno anúncio que os elementos do grupo deveriam escrever para se autoapresentarem e darem-se a conhecer aos outros, de modo a chamar a atenção para as suas pequenas, mas grandes virtudes. Ora leiam...


 Olá!
O nosso nome tem todo o sentido.
Somos um grupo heterogéneo, cheio de garra, criativo, que arregaça as mangas e lança-se à obra.
Não acreditam?
Esperem para ver!

Grupo: Nós


Olá!

Eu sou a Mimi. Tenho doze anos e estudo na Escola da Amizade. Aqui, tenho muitos amigos, mas pretendo muitos mais. Sou ternurenta, gosto de animais, de música e da Natureza. Danço hip-hop. O meu ídolo é a Rhianna. Espero resposta tua.

Passa aos teus amigos.

O grupo: Mimi Maria Patega Preta


Olá!

Sou uma linda flor perfumada, colorida, singela, frágil. Transporto no meu caule alguns espinhos…  Procuro amizade com uma abelhinha.

Grupo: Barco do Amor

 
Olá!

Somos um grupo trabalhador. Muito divertido.
Duas meninas e três meninos. Somos brancos, temos olhos azuis e formosos. Queremos conhecer três meninas e dois meninos que gostem das nossas caraterísticas: somos heterossexuais.

Grupo: Os Solidários Cá da Casa
 
 
Adélia Queijo, Isilda Afonso, Paula Montenegro e Paulo Taveira

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Uma entrevista especial...

Apresento-vos uma entrevista que alguns alunos da E. B. 2, 3 de Lamego realizaram a um tamanqueiro, para o projeto europeu etwinning. Fica aqui a entrevista em português, mas para a plataforma deste projeto, os alunos passaram-na para inglês e, assim, muitos alunos de países europeus vão ficar a conhecer pessoas interessantes da nossa região e do nosso país.

Somos alunas do 6º2 da escola EB 2,3 de Lamego e vamos entrevistar o Senhor Rogério da Silva Ribeiro, o último tamanqueiro de Magueija, no concelho de Lamego. 
 
Inês: Quantos anos tem?
Sr. Rogério: 68 anos.
Beatriz: Desde quando trabalha nesta profissão?
Sr. Rogério: Trabalho nesta profissão desde os 12 anos.
Inês: Como surgiu a ideia de ser tamanqueiro?
Sr. Rogério: O meu pai já era tamanqueiro e, um dia, quando saí da escola, comecei a trabalhar.
Beatriz: Qual é o seu local de trabalho?
Sr. Rogério: Trabalho em casa.
Inês: Quantas horas trabalha por dia?
Sr. Rogério: Trabalho 21 horas por dia, das 2:00h da manhã às 11:00h da noite.
Beatriz: Trabalha sozinho ou tem alguém que o ajude?
Sr. Rogério: Trabalho sozinho.
Inês: De que precisa, isto é, de que material necessita para fazer os tamancos?
Sr. Rogério: Necessito de madeira de amieiro, cabedal, brochas, zinco, ferragens e pneu.
Beatriz: Quanto tempo demora a fazer um par de tamancos?
Sr. Rogério: Demoro 2 horas.
Inês: Por onde começa e o que faz a seguir até acabar os tamancos?
Sr. Rogério: Começo por trabalhar a madeira, depois talho o cabedal, coloco o zinco e, por

fim, prego tudo com as brochas. Por baixo do tamanco prego o pneu ou as ferragens.
Beatriz: Por quanto vende cada par de tamancos?
Sr. Rogério: Vendo cada par por 25 ou 30€.
Inês: Faz um bom negócio?
Sr. Rogério: Sim, também faço algumas feiras.
Beatriz: O que ganha é suficiente para viver?
Sr. Rogério: É, mais ou menos, mas também planto algumas coisas.
Inês: Quantos anos ainda pensa trabalhar?
Sr. Rogério: Penso trabalhar enquanto puder, enquanto tiver saúde.
Beatriz: Conhece alguém que queira seguir esta profissão?
Sr. Rogério: Não, os que havia já foram embora e agora os jovens já não querem seguir esta profissão.
Beatriz e Inês: Muito obrigado pelo tempo que nos dispensou!
Antigamente, os  tamancos  eram  o   calçado mais utilizado. Baratos, quentes e resistentes, eram também usados por pessoas ricas, mas, sobretudo, por pessoas sem grandes possibilidades  monetárias. 
O Sr. Rogério, um artesão que trabalha por amor à arte, é um dos poucos tamanqueirosque ainda hoje exercem essa profissão no nosso país.
Alunos do 6º 2, sob a orientação da senhora Professora Fátima Moura

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Um Mar para AMAR...


O mar é uma extensão de água
com muitas algas e muito salgada,
pois é de lá que tiramos
o sal que pomos na salada!

No verão,
o fato de banho vestimos
para no mar nadar
e muito nos divertirmos.

Ao mar não vamos só nadar
mas também peixe pescar,
e no final do dia
Assá-lo para o jantar.

Lindas conchas
também vamos encontrar,
e dentro delas
pérolas procurar.


Mas não são só peixes e conchas
que no mar encontramos,
pois foi através dele
que muitas descobertas fizemos.

Navegando no mar
Muitas terras longínquas encontrámos,
mas também foi a navegar
que muitos produtos comercializámos.


Há muitos anos atrás
em mares nos aventurámos,
com naus e caravelas
produtos agrícolad e ouro encontrámos.

Muito mais o mar nos dá
o mar esconde.
Se querem mais em verso
o mar cantar
convido-vos à poesia
aderir,
e, sobretudo, AMAR!...



Mariana Montenegro - 6º 4

Amigos do Mar

Num certo dia de verão, o Rio andava a fazer a sua caminhada da manhã. Tudo parecia normal, mas quando chegou o Mar, algo de estranho se passava. Já não se via a espuma branca da onda a brilhar nem o reflexo do sol na água, mas sim uma água escura e suja. Já não se ouviam as sereias a cantar, mas sim os gritinhos de pavor dos peixes a pedir "socorro!".
O Rio começou a chorar, mas apareceu por entre a água, a rainha do Mar, a grande Baleia Azul! Ao ver o Rio assim, perguntou-lhe:
- O que tens, Rio?
- Estou triste por ver o Mar neste estado - soluçou o Rio.
- Não te preocupes. Tudo se vai resolver - acalmou-o a Baleia.
- O que é que aconteceu? - perguntou o Rio.
- Construíram uma fábrica aqui perto e, agora, a água contaminada que dela vem, é descarregada no Mar - explicou a Baleia Azul -, morreraam muitos peixinhos!
- Que pena! E agora? - quis saber o Rio.
- Bem... Vamos mudar-nos... - disse a Baleia.
- Será a melhor solução! Adeus, então. - despediu-se o Rio.
- Adeus! - disse a Baleia.
Por sorte, uma andorinha ouviu a conversa e foi contar aos humanos, precisamente aos donos daquela fábrica que vinha a provocar aqueles estragos há vários meses. Eles compreenderam a situação e deslocaram a fábrica para outro sítio. Nunca mais se deu conta de algo que poluísse aquele lugar e nenhum peixe abandonou mais aquele lugar do planeta Terra.

Ana Filipa - 6º 4