segunda-feira, 3 de junho de 2013

Um livro para viajar... com os olhos e o coração!

As migrações são um tema atualíssimo não só no nosso país como no mundo. É algo que nos faz pensar, nos torna, por vezes, apreensivos, mas que é necessário abordar para compreender os motivos que levam a que tantas pessoas deixem os seus lares. Há aspeto que são positivos, mas como tudo na vida, há aspetos menos positivos.
A obra "A Cotovia via ... via...", destinada a crianças e jovens até aos 14 anos, permite-nos viajar por vários espaços do mundo, sempre acompanhados de uma cotovia, que se preocupa com todos aqueles que vai encontrando, tentando dar-nos a conhecer e levar-nos a refletir sobre temáticas sociais, humanas e ambientais que existem no mundo e que não podemos ignorar. Há que começar a agir e por muito que nos custe, temos de reconhecer que há um caminho muito longo para trilhar para que alguns aspetos e situações se resolvam ou, pelo menos, que tornem as vidas das pessoas mais digna.
Os alunos do CEL trabalharam esta obra com os seus professores de forma sábia, o que significa que a mensagem passou e foi compreendida por todos. Continuem com esta vontade se querer aprender com  a leitura e um bem-haja a todos os professores e biblioteca do CEL por todo o trabalho e esforço que desenvolveram para se conseguirem trabalhos com tanta qualidade.











Leiam e apreciem as palavras e as ilustrações desta obra "A Cotovia via... via".



                                                           Isilda Lourenço Afonso

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Ulisses continua a encantar-nos!


Algumas turmas da E. B. 2, 3 de Lamego, após a leitura orientada da obra "Ulisses", de Maria Alberta Menéres, decidiram escrever de forma bem criativa, partindo daquilo que conheceram da vida deste herói grego, através dos seus episódios deliciosos e cheios de aventura. São trabalhos que merecem a nossa leitura e o nosso aplauso. Meninos, nunca percam este interesse pela leitura e pela escrita, pois só assim conseguem conhecer e compreender o mundo.
Todos os trabalhos foram da orientação da Srª. Drª. Helena Rodrigues que fez questão de aqui os divulgar.
 
Ulisses na Ilha dos Doces
Tinha eu acabado de passar o Mar das Sereias, pensando ir rumo a Ítaca, até que apanho uma corrente que me leva a mim e aos meus marinheiros para uma ilha muito estranha em que as casas eram feitas de chocolate, as árvores davam pastilhas elásticas e os habitantes eram uma espécie de gomas gigantes.
Quando atracamos não vimos ninguém, apenas algum fumo vindo do meio da floresta. Fui ver o que era enquanto os poucos marinheiros que tinham sobrevivido ficaram a arranjar o barco que tinha sido danificado durante a viagem.

Na origem do fumo (uma fogueira) descobri que os habitantes daquela ilha eram gomas gigantes.
-Quem são vocês?
-Nós eramos marinheiros normais como tu e atracamos aqui na intenção de reparar o nosso barco pois a ilha parecia estar deserta mas, durante a noite, um feiticeiro malvado transformou-nos nesta espécie de gomas gigantes e toda a ilha em doces para atrair outros marinheiros e conseguir mais habitantes, por isso é melhor irem embora.
-Mas há alguma forma de vos ajudarmos? É que nós estamos com falta de marinheiros e como vocês não têm barco, podiam vir connosco. Então, o que dizem?
 -Está decidido, nós vamos convosco. Para nos voltarem a transformar em humanos têm de roubar a varinha mágica do feiticeiro.
 Fui chamar os meus marinheiros e, juntos, atacamos a tenda onde estava o feiticeiro.
 Ele transformou muitos dos marinheiros em chupas, gelados e até em chocolates. Eu nem podia imaginar os melhores marinheiros e guerreiros de Ítaca transformados em simples doces. Apenas eu e o Zeca (um dos marinheiros) sobrevivemos aos feitiços e, em conjunto, conseguimos tirar a varinha ao feiticeiro e transformar todos novamente em marinheiros que me acompanharam até Ítaca.
                            Jorge Miguel Fonseca - 6º 4
 
1001 Amigos e um Inimigo
 
Saímos do Mar das Sereias. Os meus amigos tiraram a cera dos ouvidos e olharam para mim. Ficaram um pouco confusos por me verem cheio de feridas e hematomas, mas eu expliquei-lhes tudo o que acontecera. Então decidiram aportar em terra para me curarem as feridas.
Chegámos a uma praia. Parecia deserta. Até que, de repente, vindo do outro lado de um muro, ouvimos música. Era uma música alegre e divertida.
Demos a volta ao muro e chegámos. Vimos uma ilha desconhecida, mas cheia de alegria, diversão e paz. Os seus habitantes eram mini-cangurus sempre a saltar, a saltar. Mas, o mais espantoso era que tudo saltava! As árvores, as casas, os carros... tudo saltava!
 Até que, ouvimos um dos mini-cangurus a gritar eufórico:
  -Ei pessoal, temos visitas!!
 E todos olharam alegres para nós. Chamaram-nos para a festa e deram-nos muita comida e bebida.
 -Bem-vindos à Ilha Saltitona! Eu sou o Killy e vocês, quem são?-perguntou-nos o mini-canguru que nos tinha visto.
 -Eu sou Ulisses e estes são os meus marinheiros. Somos de Ítaca, mas raptaram a nossa Rainha Helena e tivemos de a ir salvar. Já a salvámos, mas há dezoito anos que andamos pelo mar e nunca conseguimos regressar. Temos passado por várias ilhas...
 -Quem nos dera que o nosso rei fosse tão nosso amigo, como a vossa rainha para vocês... O nosso rei é o Grande-Canguru. É muito refilão e não suporta humanos, por isso ele não vos pode ver aqui. Mas não interessa, eu ajudo-vos a esconder e a voltar para Ítaca.
-Obrigado! Ficamos muito...
Não consegui acabar a frase porque, de repente, sentimos a terra a tremer e ouvimos os saltos de um canguru GIGANTE! É o Grande-Canguru que sentira o nosso cheiro e se dirigira para ali para ver o que se passava.
 Não tivemos tempo para reagir. Quando nos viu, o Grande-Canguru pegou em nós e atirou-nos para a sua gigante bolsa.
Então saltou, saltou, saltou até que nos pousou e ouviu-se o barulho de uma porta a bater.
Estávamos um pouco enjoados de tanto saltar, mas conseguimos descobrir que estávamos presos dentro de uma casa vazia, só com alguns quadros partidos.
A única coisa boa era que esta casa era a única que não saltava.
Depois de recuperarmos dos enjoos, os meus amigos marinheiros ficaram desesperados pensando que nunca mais iríamos sair dali. Mas eu disse-lhes:
 -Meus amigos, veem aquele buraco na parede? Talvez tenha saída! Vamos experimentar!
Cá fora, eu assobiei e logo o Killy apareceu com os seus 1000 irmãos.
 Curaram-me as feridas e depois lá fomos nós, de regresso a Ítaca!!
Ana Filipa - 6º 4                                

A ilha dos piratas
               Quando passaram pelo Mar da Sereias, e depois de os marinheiros soltarem Ulisses das cordas, um dos marinheiros foi curá-lo e imediatamente seguiram viagem. A meio da noite chegaram a uma ilha que tinha numa placa a dizer: ´´ Ilha dos Piratas ´´. O marinheiro Carlos disse:
               - Agora vamos procurar um sítio para dormir e amanhã logo vemos  o que havemos de fazer.
              Todos concordaram e procuraram o melhor sítio para se aconchegarem. No dia seguinte, andaram a ver se ali vivia alguém e atrás de uns arbustos disse baixinho para os seus companheiros:
               - Quem serão estes?
               -Não sabemos, se calhar são alguns piratas a tentar encontrar um tesouro.
               - Deixa - te de palermices. Se eles estivessem a tentar encontrar um tesouro, estavam a trabalhar e não a almoçar.
               Ulisses, já farto de estar a ouvir os marinheiros a discutir sobre o que eles estavam a fazer ou não, exclamou:
               - Calem-se, por favor.
               - Desculpa, Ulisses – disseram todos
               Depois do berro que Ulisses deu, ele saiu detrás dos arbustos e disse:
               - Olá.
               - Quem és tu? - perguntou o chefe que se chamava Trovão.
               - Eu sou Ulisses.
               - Ai, não acredito, tu és o das aventuras?
               - Sim, sou eu.
               - Quem são esses que estão contigo?
               - Estes são os meus companheiros. E esses piratas, quem são?
               - Estes são: o Cometa, o Veludo, o Meia - Noite e estas duas meninas são a Dama e a Joana.
               - Ah, que nomes tão engraçados!
               - Olhem, vocês querem comer alguma coisa?
               - Sim, agradecíamos muito.
               - Sentem-se.
               Depois de comerem e estarem à conversa, os marinheiros de Ulisses deram conta de que o Carlos não estava na mesa. Então, antes de irem dormir, andaram à procura dele, mas não o encontraram.
´              No dia seguinte, procuraram até que a deram conta que Joaninha e a Dama tinham ido lavar a roupa dos piratas ao lago. Ao sentirem um barulho, esconderam-se atrás da árvore e viram lá um marinheiro muito triste e o mais impressionante foi quando olharam para o chão e viram lá o Carlos deitado. Deixaram lá as roupas atrás da árvore e foram imediatamente avisar o Trovão e os marinheiros. Ulisses, ao ouvir isto, foi a correr com o Trovão e, quando lá chegaram, Ulisses foi ter com o Carlos. Olhou para o outro homem que estava lá e reparou que era um marinheiro. O Gui, quando viu que alguém se estava a aproximar do amigo disse:
              - Deixa-o já em paz.
              - Gui, o que é que estás aqui a fazer?
              - Ulisses, és tu?
              - Sim, sou eu. Mas tu já não devias estar em casa?
              - Sim, só que perdi os meus marinheiros porque passamos muitas tempestades e o barco, passados tantos anos, partiu-se todo e eu consegui nadar até aqui.
              - Mas então porque é que raptaste o Carlos?
              - Eu não o raptei. Desde que cheguei aqui pensava que não vivia aqui ninguém, mas ontem, quando ouvi um barulho, fui espreitar e vi que o Carlos estava dentro da água e estava a começar a afundar-se. Em seguida, fui salvá-lo e trouxe-o para aqui.
               Nesse momento, o marinheiro acordou e Ulisses levou o Carlos e o Gui para junto dos outros marinheiros e dos piratas.
               De madrugada, Ulisses disse para os marinheiros:
               - De manhã, tomamos o pequeno-almoço e vamos diretamente para Ítaca.
               - Está bem - responderam todos.
               De manhã, depois de tomarem o pequeno- almoço, o Trovão arranjou-lhes um barco e mandou o Veludo e o Cometa acompanhá-los até Ítaca.  Pela viagem, Ulisses e os seus marinheiros iam a dormir e quando chegaram o Veludo e o Cometa puseram-nos em cima da areia e voltaram para casa.
               Quando os marinheiros acordaram, cada um, dirigiu-se a sua casa e os seus familiares, quando os viram, ficaram muito felizes.

                                          Maria João – 6º 5
 
Ilha da dança
            Depois de tanta aventura, Ulisses, atado ao mastro enquanto os marinheiros restantes remavam no mar das sereias apareceu todo sangrento e arranhado. Ulisses passa, finalmente, o mar das sereias e vai atracar numa belíssima ilha, que tinha umas majestosas árvores. Ulisses disse:
             - Que bela ilha! Não me é desconhecida, mas não me lembro do seu nome.
             - Vamos explorar! – disse um dos marinheiros. – Pode ser que nos ajudem a voltar para Ítaca.
             - Vamos! Todos em sentido e esquerda, direita, esquerda, direita.
             - Que bela ilha mas é tão esquisita; os frutos das árvores são sapatos de ballet, as flores são tutus e os animais sabem dançar.
             - Realmente!
             - O castelo da ilha! - avistou um dos marinheiros.
             Entraram dentro do castelo e, boquiabertos, exclamaram todos:
              - Ah, que bonito!
             O que tanto os espantava era que as pessoas em vez de andarem, dançavam. Quando falavam, continuavam a dançar, pareciam palavras dançadas! Era magnífico…
              Logo de imediato foram procurar o rei:
              - Rei, sua majestade, chamo-me Ulisses. Com certeza que me conhece!
              De imediato o rei Bill levanta-se e começa a dançar o tango:
              - Claro que conheço. És Ulisses, o magnífico.
             - Exatamente. Atraquei na sua ilha para lhe pedir auxílio e ajudar-me a voltar para minha casa.
              Rei Bill prestou auxílio a Ulisses e em grandes jetw dirige-se para a varanda, anuncia a visita de Ulisses e manda preparar o barco onde Ulisses adormece e só volta a acordar na sua adorada ilha.

                                                                  Bruna – 6º 5
A Ilha do Dragão Vermelho
 
Quando eu e os meus marinheiros passámos pelo mar das sereias, de repente, o barco parou.
Saí do barco e vi que fomos parar a uma ilha que não conhecia.
- Marinheiros, vamos ver se vive aqui alguém e se sabe o caminho para Ítaca.
- Já vamos, Ulisses. - disseram os marinheiros em coro.
De repente, avistou-se um rapaz:
- Olá, chamo-me Heitor.
- Olá, Heitor, eu chamo-me Ulisses, onde é que estamos?
- Estamos na Ilha do Dragão Vermelho.
- Dragão Vermelho!?
- Sim, tens de ir combater com ele porque senão não te deixa ir embora nem aos teus marinheiros.
- Como é que o posso vencer?
- Tens de ir ter com a tartaruga Judite para te dar poderes mágicos.
- Onde é que a posso encontrar?
- Debaixo da árvore mais alta da ilha.
- Obrigado, Heitor, já vou a caminho.
- De nada, Ulisses. Boa sorte!
- Venham marinheiros.
- Já vamos, Ulisses. – disseram os marinheiros cheios de medo.
Quando nós chegámos à árvore mais alta da ilha vi uma tartaruga:
- Olá, deves ser o Ulisses, o marinheiro corajoso que vai combater contra o Dragão Vermelho.
- Sim, sou eu. Vim ter contigo para me dares os poderes mágicos para o conseguir derrotar e poder ir-me embora.
- Toma, Ulisses, não os percas, eles são muito poderosos.
- Eu tenho cuidado.
- Está bem, boa sorte.
- Obrigado.
Eu e os meus marinheiros começámos a afastar-nos da árvore mais alta da ilha e, de repente, ouviu-se um rugido do Dragão Vermelho.
- Acho que está na hora. – comecei a ir na direção do dragão.
Subitamente, um monstro agarrou-me e levou-me até ao Dragão Vermelho.
- Então és tu que vais combater comigo?
- Sim, sou eu.
Quando disse isto o dragão mandou-me bolas de fogo mas eu protegia-me com os meus poderes.
De repente, ouviu-se um assobio e o dragão olhou para ver o que era e aproveitei, com a minha espada, dei-lhe uma punhalada nas costas.
- Boa, Ulisses, mataste-o!
- Tu também ajudaste com o teu assobio.
Depois, fui entregar os poderes mágicos à tartaruga Judite, despedi-me do Heitor e fui-me embora para Ítaca.
                                                                  Maria Manuel -6.º 4
 
                                                                 A Ilha dos Desejos
 
Depois de ter passado pelo Mar das Sereias, Ulisses ordenou aos seus marinheiros que o soltassem. Eles obedeceram, apesar de estarem um pouco surpreendidos por o verem cheio de feridas.
Passado pouco tempo, Ulisses avistou uma ilha ao longe, mas, incrivelmente, ele não a conhecia. Quis ordenar aos marinheiros que remassem com mais força, mas insistia:
- Força, mais com mais força, remem!
Os marinheiros ficaram muito surpreendidos e um deles quis dizer “O quê?”, mas disse:
- Quê o?
Depois de ter dito isto, o marinheiro ficou ainda mais surpreendido.
Então Ulisses lembrou-se que uma vez tinha ouvido falar na lenda do “Mar das Palavras Trocadas”. Também se lembrou que a ilha que avistara devia ser a Ilha Desconhecida. Nunca ninguém tinha ido até lá, daí o seu nome.
Quando chegaram, Ulisses explicou aos seus marinheiros:
- Meus amigos, acabamos de passar pelo Mar das Palavras Trocadas e agora estamos na Ilha Desconhecida. Finalmente, alguém pode provar a existência desta ilha lendária.
- Então vamos explorar esta ilha!- disse um dos marinheiros.
A ilha era muito bonita, cheia de árvores e flores.
Ulisses e os seus marinheiros andaram durante horas. Andaram… andaram… mas nada encontraram. Só conseguiram ficar cheios de fome.
- Quem me dera ter comida.- desejou Ulisses.
Ulisses fechou os olhos e, quando os abriu, viu uma mesa cheia de comida. Ele e os marinheiros começaram logo a comer. Quando já estavam saciados, voltaram à exploração da ilha.
Passado algum tempo, ouviram um barulho e deram de caras com um monstro horrível. Os marinheiros ficaram aterrorizados.
- Quem me dera que tivéssemos um animal feroz para nos proteger!!!-desejou novamente Ulisses com esperança que o desejo se concretizasse.
Nesse momento, apareceu um dragão. O dragão cuspiu fogo na direção do monstro e ele fugiu. Depois de ter afugentado o monstro, o dragão desapareceu.
Os marinheiros entreolharam-se surpreendidos e um deles disse:
- Esta deve ser a Ilha dos Desejos!!!
Nesse momento Ulisses que estava sentado no chão, levantou-se e disse:
-Desejo saber uma maneira de poder voltar a Ítaca em segurança.
Nesse mesmo instante, apareceu um mapa com o caminho para Ítaca e com todos os perigos que Ulisses e os seus marinheiros iam ter de enfrentar.
Ulisses e os marinheiros voltaram para junto do barco e, para seu espanto, este estava completamente modificado, preparado para enfrentar todos os males do mar.
Assim, Ulisses e os marinheiros conseguiram chegar a Ítaca!!!
                                                                         
                                                         Margarida – 6º 4

domingo, 7 de abril de 2013

A aventura de Lourenço...


 
Vai iniciar-se a “Semana da Leitura 2013”, no Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego. Aproveito esta ocasião para vos sensibilizar, alunos, pais, professores e outros elementos da comunidade educativa, para a leitura de uma obra infanto-juvenil, apresentada no passado dia 6 de Abril, em S. João de Tarouca.
Esta obra, cujo texto foi criado por João Pedro Mésseder, e que contou com as ilustrações de Elsa Lé, surge baseada na lenda da fundação do mosteiro de S. João de Tarouca e conta a história de Lourenço, um menino corajoso, humilde e fiel à sua palavra perante o seu pai já velhinho e doente, que empreendeu uma viagem até essa localidade, para entrar no mosteiro como noviço. Estava-se no ano de 1156, altura em que D. Afonso Henriques se empenhava em conquistar terras aos mouros, a chamada Reconquista Cristã. A nossa região possui muitos testemunhos da sua passagem e foi precisamente nesse tempo que Lourenço decidiu empreender uma viagem perigosa e muito atribulada, em cima de um burrito, o Torneol. Foram muitas as aventuras e os perigos, mas tudo venceu com a sua bondade e desejo de alcançar aquilo que tinha prometido ao seu pai.
Se lerem “A História de Frei João da Esperança” (passou a chamar-se assim quando entrou no mosteiro como noviço), irão ter uma lição de história sobre a nossa região do século XII e, essencialmente, descobrir o valor da palavra e reconhecer que tudo se consegue quando temos força de vontade e sabemos aceitar as coisas menos boas da vida.
A obra é complementada com um CD, onde consta uma canção traduzida em inglês e em francês. Convido-vos a saborear a história e a música que nos faz reviver o ambiente daquela época longínqua.

Aqui fica o seu começo:

                         “Uma história vou contar, eya,
                         de um menino sem par, eya.
                         Vivia longe do mar, eya,
                         num moinho a trabalhar…”

        Isilda Lourenço Afonso

sexta-feira, 5 de abril de 2013

A Gotinha gira... gira...


Gotinha, gotinha,
Água me vais dar,
Para quando tiver sede
A poder saborear.

 
Sede já não vou ter,
Fome também não.
Gotinha, gotinha,
Estás no meu coração!

 
Gotinha, gotinha,
Contigo estarei,
Sempre a teu lado,
De ti nunca me afastarei.

 
- Gotinha, gotinha,
Onde estarás?
- Estou aqui sentada,
A ler um cartaz.

 
Gotinha, gotinha,
Menina brincalhona.
Escondeste-te de mim,
És uma espertalhona!

 
Gotinha, gotinha,
Menina traquina.
És muito fofinha
E muito pequenina.


Gotinha, gotinha
O sol a beijou,
Sorriu, sorriu
E ela, evaporou…

 
Gotinha, gotinha,
Não me deixes constipar,
Preciso de um guarda-chuva
Até a tempestade acalmar.

 
A gotinha de água
Caiu, caiu…
Veio ter à minha mão
E sorriu, sorriu!

 
 
A gotinha de água
É muito engraçada,
Caiu na terra
E deixou a flor molhada.

 
A gotinha sonhou
Que era uma cascata a saltitar,
Um rio a correr,
E no mar a descansar.

 
A gotinha de água
Amizade nos vai trazer,
Todos juntos em harmonia
Amigos vamos ser!

 
A gotinha separou
A paz da guerra.
As coisas boas das más
Para haver compreensão na Terra!

 
Gotinha, gotinha,
O mundo quero conhecer,
Com a tua ajuda
O vou compreender…

 
Gotinha, gotinha,
Contigo vou sonhar.
Nunca te vou deixar sozinha
Até o mundo acabar!

                                                                                           Francisca – 6º 4

Um mundo para descobrir!


O diretor da revista Aquamare, publicada mensalmente no Reino dos Mares da Índia, o Tubarão Barbatana Azul, decidiu que a jornalista Baleia Sandy (conhecida como a Rainha do Mar), deveria entrevistar a belíssima Sereia Aquare, um ser que a todos intrigava por aquelas paragens, mas com quem ninguém ousava falar por ser tão altiva e com comportamentos que a todos intimidava.
Ora, como o Tubarão Barbatana Azul sabia que a sua jornalista preferida, a Baleia Sandy, era alguém com quem qualquer ser marinho simpatizava facilmente, propôs-lhe este desafio para dar a conhecer a todos aqueles que ali viviam este ser estranho, mas belo, a Sereia Aquare. Seria um risco, mas a Baleia Sandy nem pestanejou.
Dirigiu-se ao local mais frequentado por ela, o rochedo verde e macio, que tanto seduzia turistas, junto à orla costeira, numa bela tarde de calmaria em que o sol brilhava intensamente. Pediu-lhe um pouco de atenção para as questões que lhe iria colocar e, para que mais se envolvesse na conversa, disse-lhe que poderia ler essa entrevista no mês seguinte, na revista Aquamare, bem conhecida de todos quantos por ali habitavam e conviviam. A Sereia acedeu ao convite e sabia que podia confiar na Baleia Sandy.
Baleia Sandy – Muito boa tarde! Sou a Baleia Sandy, a Rainha do Mar. Eu e todos os seres que por aqui aparecem ou vivem, temos alguma curiosidade em saber algo sobre si. É um ser um pouco diferente de todos nós, mas tenho a certeza que não se vai importar que nós saibamos algo sobre si, não é verdade? Como se chama?
Sereia Aquare – Eu, eu.., eu… chamo-me Aquare! Estou, es… tou admirada com o que me diz. Até fiquei assustada! Julguei que os seres deste mar me ignorassem e até já tive momentos muito tristes. Senti-me rejeitada por vós e afinal parece que não é verdade…
Baleia Sandy – O que a fez vir para estes mares, estes rochedos e não outros lugares?
Sereia Aquare – Bem… eu vivia no Mar das Sete Estações, mas descobri que o meu pai, o Rei Búzio, andava a prender nas masmorras do seu castelo de anémonas os empregados que limpavam o mar. Quando soube disto fiquei muito desapontada com ele. Além disso, disseram-me que ele prendera a minha melhor amiga, a Flora, uma menina que sempre viveu no mar (precisou da minha ajuda para sobreviver). Por acaso, numa conversa com uns golfinhos, soube da existência deste novo paraíso marinho, o Mar Arco-Íris, o vosso mar. Decidi logo vir para cá viver e tentar esquecer o que de perverso fizera o meu pai. Foram dias muito dolorosos de adaptação. Parecia que todos vós fugíeis com medo de mim!
Baleia Sandy – É uma história triste!... Há quanto tempo está no Mar Arco-Íris?
Sereia Aquare – Se bem me lembro, acho que já lá vai um mês, mais ou menos, não acha?
Baleia Sandy – Sim, suponho que será isso. Quer dizer que já conhece o sabor das nossas águas, deu conta da harmonia que paira entre todos nós… O que acha?
Sereia Aquare – É realmente maravilhoso! Nunca na minha vida de sereia vi uma coisa assim! Este mar, quer dizer, o oceano das mil cores, é tão transparente e brilhante! Parece vidro cristalino que deixa passar os reflexos e as cores reais de todos os que aqui passam ou vivem. É algo que já não via há muito! Deve ser muito bem tratado, com toda a certeza!
Baleia Sandy – Limpamo-lo duas vezes ao dia! Todos os peixes têm esse cuidado na sua conservação. Até mesmo os marinheiros e pessoas que por aqui passam, em cruzeiros, nem se atrevem a lançar nada que o polua, pois a transparência e o brilho das águas encantam-nos de tal modo que todo o lixo que possivelmente tivessem intenções de lançar a este mar, guardam-no para o sítio adequado.
Sereia Aquare – Ora, então toda a gente o trata convenientemente e se preocupa com a manutenção destas caraterísticas. Nunca vi gente tão amável e zeladora do mar. Eu sou uma admiradora das águas marinhas e sempre me indignei e revoltei contra aqueles que só sabem provocar o mal e nunca respeitam este bem que a Natureza nos deu. Acho mesmo que o mar será o futuro do planeta Terra, mas quem é que liga às palavras de uma sereia?
Baleia Sandy – Por tudo o que me está a dizer, sente-se muito bem por estas paragens e ao pé de todos nós!?
Sereia Aquare – Claro que sim, este mar tem ótimas condições de vida e já não há muitos lugares marinhos onde uma simples sereia se sinta realmente feliz!
Baleia Sandy – A viagem que fez correu bem ou teve muitas dificuldades como os marinheiros portugueses há muitos e muitos anos?
Sereia Aquare – Correu muitíssimo bem e descobri paisagens muito bonitas e fantásticas. Vi uma estrela cadente pousada à minha frente à superfície da água, também vi o pôr do sol entre as montanhas e brilhava, brilhava… Assisti a corridas desenfreadas entre peixinhos nas suas brincadeiras do esconde-esconde… Vi, vi… coisas que nem consigo já descrever.
Baleia Sandy – Durante a viagem, de que é que mais gostou?
Sereia Aquare – Bem, gostar, gostar mesmo… Acho que adorei ter assistido ao nascimento de um golfinho azulinho, azulinho. Foi mesmo um acaso, mas que me fez pensar como é tão difícil ser mãe. Custou bastante ao golfinho-mãe. Eu apenas lhe pude dar coragem para enfrentar as dores. Acompanhei o processo todo. Foi lindo, lindo!
Baleia Sandy – Tem a certeza que vai viver em paz nestas paragens, que vai sentir-se feliz?
Sereia Aquare – Pelo que já vivi e presenciei, não tenho dúvidas. Espero ter mais com quem falar, com quem conviver e até ajudar todos os seres que aqui vivem. Com o meu canto vou tentar seduzi-los para verem que eu sou alguém interessante e o meu canto com a música dos corais vai ajudar a aproximarmo-nos. Tudo vai mudar e então este mar vai ser uma atracão para muitos seres e pessoas. Vou ter uma vida calma e de qualidade. Conto consigo para me ajudar nesta tarefa.
Baleia Sandy – Claro que pode contar comigo e com todos os que aqui vivem. Agora para terminar: o que gostaria de dizer a todos os que ainda não conhecem este lugar que tanto preservamos e de que tanto nos orgulhamos?
Sereia Aquare – Eu aconselho-os a visitar este lindo e paradisíaco lugar marinho ou mesmo (é uma sugestão) mudarem-se para cá. É um sonho estar aqui. Só vendo e sentindo…
Baleia Sandy – Então, seja bem-vinda e que continue a ser feliz junto de nós. Obrigada por todos os seus testemunhos. Até breve.
Sereia Aquare – Obrigada por este momento. Fiquei ainda mais feliz por saber que todos se preocupam comigo. Eu também me preocupo convosco.

Ana Filipa Duarte, Nº 2 – 6º 4

quarta-feira, 27 de março de 2013

Conetando Mundos - Um Projeto para a Cidadania Global

Ao longo de vários meses, os alunos das turmas 4 e 5 do 6º ano da E. B. 2, 3 de Lamego desenvolveram o Projeto Conetando Mundos a exemplo de anos anteriores. Este ano a temática abordou as questões da alimentação, do saber comer, da fome no mundo, produtos que consumimos e a sua história, como são produzidos, por que processos passam, quem os produz e as injustiças e desigualdades na sua comercialização. O tema global era "Receitas para um Mundo mais Justo".
Os objetivos desta edição do Conetando Mundos eram:
  1. Observar e conhecer a realidade do consumo local comparando-a com outras realidades do mundo para tomarmos consciência das desigualdades e darmo-nos conta de como o nosso consumo pode ter influência sobre a injustiça alimentar.
  2. Analisar as nossas atitudes e comportamentos na hora de consumirmos alimentos para chegar a um consumo responsável que respeite o meio ambiente, o desenvolvimento sustentável dos povos e relações comerciais justas.
  3. Refletir sobre as alternativas responsáveis de consumo, fomentando atitudes e ações para uma mudança nos nossos hábitos e no nosso meio familiar, e sensibilizando a nossa escola, bairro, cidade,…
  4.  
    Este projeto implica sempre a participação de alunos e professores em situações concretas na interação com outros alunos e professores de todo o mundo, utilizando as Tecnologias da Informação e da Comunicação, através do acesso a uma plataforma digital que é criada para o efeito por organismos internacionais, como é o caso da Oxfam, entre outras. Envolve pesquisas apoiadas em documentos dessa plataforma ou da Internet, trocas de materiais entre as equipas, reflexões conjuntas, leitura e escrita de textos ou resolução de situações problemáticas existentes no mundo atual. O produto final, na edição deste ano e para a faixa etária dos 10 aos 12 anos, foi a elaboração de um manifesto para um mundo mais justo nas questões alimentares. Aqui fica o que elaborámos e que foi conhecido pelos outros países participantes.
     

    MANIFESTO PARA A ALIMENTAÇÃO DE AGORA E DO FUTURO
                             E.B. 2, 3 de Lamego
     
    O consumo que realizamos e o seu impato
     
    Comemos várias vezes ao dia, é uma alimentação variada. O que consumimos deveria ser mais cultivado por nós e ser mais ecológico para que os produtos que se adicionam ou aplicam nos alimentos não contribuam para a destruição do planeta. Apesar de não desperdiçarmos muito, ainda deveríamos ter mais cuidado com o que não aproveitamos, quer para animais, quer dando a quem precisa. Quanto à origem do que compramos, achamos que deveríamos ter em atenção as etiquetas com mais frequência para defendermos os nossos produtos e os empregos dos portugueses.
    Compromissos para que o nosso consumo contribua para a justiça
    alimentar
     
    - Consumo mais abudante de vegetais e fruta.
    - Toda a nossa dieta deverá ser mais baseada em produtos naturais e não transformados.
    - Cada família ter a sua horta e pequeno pomar.
    - Consumir apenas o que é da região ou país.
    - Pagar o preço adequado a quem produz.

                                      Alunos do 6º 4 e 6º 5