segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O meu sonho, a astronomia!

Reiniciamos a atividade de publicação do nosso blogue.
O ano letivo 2013-2014 começou e as nossas produções escritas e reflexões vão continuar.
Gostaríamos que todos participassem: alunos, professores, pais, encarregados de educação e outras pessoas que nos venham espreitar neste cantinho de sabedoria.
Contamos com todos os que gostam de ler, escrever, contar, criar, imaginar...
Tentaremos fazer o nosso melhor. Queremos ser umas pérolas de sabedoria!
São todos bem-vindos!
Aqui está o primeiro texto.




Um sonho...


O meu sonho sempre foi ser astrónomo. Gostava de ver os planetas e as estrelas que os rodeia, seguir o espaço infinito e descobrir outras galáxias. Sempre me disseram que era muito difícil conseguir um trabalho como este, mas com trabalho e dedicação eu acho que consigo chegar lá. O meu quarto também dá muito bem para estudar os astros pois está todo enfeitado com planetas e estrelas de papel. E ainda por cima, apesar do quarto ter um sol de papel, o sol verdadeiro não bate lá, o que faz com que fique escuro tal como o espaço.
Hoje, a nossa professora pediu que cada menino fizesse um trabalho sobre o espaço. Quando cheguei a casa, fui direto ao meu quarto ver os livros de astronomia. Pesquisei sobre planetas, estrelas, o sol e a lua. Memorizei tudo e imprimi, depois, no computador. No dia seguinte, mostrei à senhora professora o meu trabalho. Ela leu-o e pôs a nota. Voltou-me a dar o papel e, no meio do cabeçalho, estava um enorme “cinco”. Fiquei maravilhado, pois era o meu primeiro cinco. Cheguei a casa e mostrei à minha mãe. Ela disse que não ia ser muito difícil tirar um curso de astronomia, porque já estou a estudar muito e a querer saber cada vez mais.
António Monteiro - 5º A, nº 4
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego  
 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Uma merecida menção honrosa...

Caros alunos e colegas da Ana Margarida Oliveira,

Estão de parabéns. Uma vossa colega obteve uma menção honrosa no concurso "Uma Aventura Literária ... 2013", da Editorial Caminho. Foi uma honra para todos nós e para o nosso Agrupamento. É assim que trabalhamos. Não desistimos nunca dos nossos sonhos. A Ana Margarida escreveu, criando um texto original sobre um sonho. Veio mesmo a condizer com a temática que este ano escolhemos para o nosso blogue. Vale a pena sonhar e ... escrever! O esforço foi recompensado, pois não esqueçamos que foram milhares de alunos a concorrer...
Espero que todos os que participaram não desistam nunca de colocar por escrito o que sonham, inventam ou pensem. Temos de partilhar com os outros e só assim aprendemos e nos enriquecemos.
O ano está a cghegar ao fim, mas a cruzada do saber ler e escever para compreender o mundo tem de continuar, não se esqueçam nunca disto que vos digo.
Leiam o que a Ana Margarida escreveu e felicitem-na.

A vossa professora: Isilda Lourenço Afonso


Um estranho mundo …

Eu gostava de conhecer o céu e descobrir todas as coisas que há para saber sobre ele.
Um certo dia resolvi andar de avião. Tinha a esperança de descobrir alguma coisa nova sobre essa imensidão.
Estava eu a admirar a linda paisagem através da janela do avião, quando senti a minha cadeira a ir para baixo. Achei estranho, tentei puxar a cadeira para cima, quando, de repente, a cadeira começou a ir mais para baixo, tão para baixo que caí do avião!
 Eu estava em pânico, por isso fechei os olhos. Passado algum tempo senti uma coisa fofa e ouvi uma voz cristalina. Quando abri os olhos descobri que a coisa fofa era uma nuvem e a voz cristalina era de uma fada!
 A fada dirigiu-se a mim e disse:
- Olá! Eu sou a Cristal e esta é a minha nuvem, a Floco de Neve.
Eu fiquei perplexa! Tinha acabado de ser salva por uma nuvem e por uma fada! Não podia acreditar. Bem, acreditasse ou não, não ia ficar ali pasmada a olhar para elas, tinha de falar.
- Olá! Muito obrigada por me terem salvo. Para onde me vão levar agora?
 - Ora, vamos levar-te para a Terra dos Sonhos, é claro! – disse a nuvem.
 - Terra dos Sonhos?
  - Sim, logo vês. Mas primeiro conta-nos o que te aconteceu.
 Ao longo do caminho eu fui contando a minha história.
Minutos depois de eu ter acabado de contar a história, chegamos ao pé de uma placa com um arco-íris e dentro dele a letras douradas dizia:”Terra dos Sonhos “.
Primeiro de tudo, a Floco de Neve e a Cristal levaram-me até ao castelo do Rei Sol e da Rainha Lua, pois para eu conhecer a Terra dos Sonhos tinha de ter a permissão deles.
 Eles receberam-me muito bem e deram-me autorização para conhecer a Terra dos Sonhos. Eu agradeci-lhes e fui para cima da Floco de Neve.
Logo que saímos do palácio encontramos uma nuvem e uma fada. Estavam ambas a chorar. A Cristal apressou-se a dizer:
- Não te preocupes. A responsabilidade delas é garantir que chove pelo menos duas vezes por mês.
 - Responsabilidade? – perguntei eu, intrigada.
 - Sim. Na Terra dos Sonhos todos têm responsabilidades. A minha e a da Cristal é garantir que neva pelo menos duas vezes em cinco anos. Aquela nuvem é a Chorona. – disse a Floco de Neve.
 - E aquela fada é a Ping-Ping - apresentou a Cristal.
 À medida que íamos passando por fadas e por nuvens, a Cristal apresentava as fadas e a Floco de Neve às nuvens.
Depois de uma hora de apresentações, fomos descansar e logo a seguir fui conhecer a Íris, que é um arco-íris, a seguir o Zig- Zag, que é um trovão, e por fim a Bilha, que é uma estrela cadente.

 Já de noite a Floco de Neve e a Cristal levaram-me a casa. A Floco de Neve entrou pela janela do meu quarto e pousou-me na minha cama.
 Mal elas se foram embora eu adormeci.
 De manhã, quando acordei, pensei que tudo não passava de um sonho. Foi quando olhei para a minha mesinha de cabeceira e vi um medalhão com o símbolo da Terra dos Sonhos e ao lado um papel que dizia:
”- Tens aqui uma lembrança da Cristal, da Floco de Neve e de todos os teus amigos. Sempre que quiseres visitar-nos, abana o medalhão e virás ter connosco. “
Eu fiquei contentíssima e nunca esqueci este dia!!!
                          
      Ana Margarida  Oliveira – 6º 4
      Agrupamento de Escolas Latino Coelho - Lamego  
      Escola Básica 2, 3 de Lamego

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Um livro para viajar... com os olhos e o coração!

As migrações são um tema atualíssimo não só no nosso país como no mundo. É algo que nos faz pensar, nos torna, por vezes, apreensivos, mas que é necessário abordar para compreender os motivos que levam a que tantas pessoas deixem os seus lares. Há aspeto que são positivos, mas como tudo na vida, há aspetos menos positivos.
A obra "A Cotovia via ... via...", destinada a crianças e jovens até aos 14 anos, permite-nos viajar por vários espaços do mundo, sempre acompanhados de uma cotovia, que se preocupa com todos aqueles que vai encontrando, tentando dar-nos a conhecer e levar-nos a refletir sobre temáticas sociais, humanas e ambientais que existem no mundo e que não podemos ignorar. Há que começar a agir e por muito que nos custe, temos de reconhecer que há um caminho muito longo para trilhar para que alguns aspetos e situações se resolvam ou, pelo menos, que tornem as vidas das pessoas mais digna.
Os alunos do CEL trabalharam esta obra com os seus professores de forma sábia, o que significa que a mensagem passou e foi compreendida por todos. Continuem com esta vontade se querer aprender com  a leitura e um bem-haja a todos os professores e biblioteca do CEL por todo o trabalho e esforço que desenvolveram para se conseguirem trabalhos com tanta qualidade.











Leiam e apreciem as palavras e as ilustrações desta obra "A Cotovia via... via".



                                                           Isilda Lourenço Afonso

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Ulisses continua a encantar-nos!


Algumas turmas da E. B. 2, 3 de Lamego, após a leitura orientada da obra "Ulisses", de Maria Alberta Menéres, decidiram escrever de forma bem criativa, partindo daquilo que conheceram da vida deste herói grego, através dos seus episódios deliciosos e cheios de aventura. São trabalhos que merecem a nossa leitura e o nosso aplauso. Meninos, nunca percam este interesse pela leitura e pela escrita, pois só assim conseguem conhecer e compreender o mundo.
Todos os trabalhos foram da orientação da Srª. Drª. Helena Rodrigues que fez questão de aqui os divulgar.
 
Ulisses na Ilha dos Doces
Tinha eu acabado de passar o Mar das Sereias, pensando ir rumo a Ítaca, até que apanho uma corrente que me leva a mim e aos meus marinheiros para uma ilha muito estranha em que as casas eram feitas de chocolate, as árvores davam pastilhas elásticas e os habitantes eram uma espécie de gomas gigantes.
Quando atracamos não vimos ninguém, apenas algum fumo vindo do meio da floresta. Fui ver o que era enquanto os poucos marinheiros que tinham sobrevivido ficaram a arranjar o barco que tinha sido danificado durante a viagem.

Na origem do fumo (uma fogueira) descobri que os habitantes daquela ilha eram gomas gigantes.
-Quem são vocês?
-Nós eramos marinheiros normais como tu e atracamos aqui na intenção de reparar o nosso barco pois a ilha parecia estar deserta mas, durante a noite, um feiticeiro malvado transformou-nos nesta espécie de gomas gigantes e toda a ilha em doces para atrair outros marinheiros e conseguir mais habitantes, por isso é melhor irem embora.
-Mas há alguma forma de vos ajudarmos? É que nós estamos com falta de marinheiros e como vocês não têm barco, podiam vir connosco. Então, o que dizem?
 -Está decidido, nós vamos convosco. Para nos voltarem a transformar em humanos têm de roubar a varinha mágica do feiticeiro.
 Fui chamar os meus marinheiros e, juntos, atacamos a tenda onde estava o feiticeiro.
 Ele transformou muitos dos marinheiros em chupas, gelados e até em chocolates. Eu nem podia imaginar os melhores marinheiros e guerreiros de Ítaca transformados em simples doces. Apenas eu e o Zeca (um dos marinheiros) sobrevivemos aos feitiços e, em conjunto, conseguimos tirar a varinha ao feiticeiro e transformar todos novamente em marinheiros que me acompanharam até Ítaca.
                            Jorge Miguel Fonseca - 6º 4
 
1001 Amigos e um Inimigo
 
Saímos do Mar das Sereias. Os meus amigos tiraram a cera dos ouvidos e olharam para mim. Ficaram um pouco confusos por me verem cheio de feridas e hematomas, mas eu expliquei-lhes tudo o que acontecera. Então decidiram aportar em terra para me curarem as feridas.
Chegámos a uma praia. Parecia deserta. Até que, de repente, vindo do outro lado de um muro, ouvimos música. Era uma música alegre e divertida.
Demos a volta ao muro e chegámos. Vimos uma ilha desconhecida, mas cheia de alegria, diversão e paz. Os seus habitantes eram mini-cangurus sempre a saltar, a saltar. Mas, o mais espantoso era que tudo saltava! As árvores, as casas, os carros... tudo saltava!
 Até que, ouvimos um dos mini-cangurus a gritar eufórico:
  -Ei pessoal, temos visitas!!
 E todos olharam alegres para nós. Chamaram-nos para a festa e deram-nos muita comida e bebida.
 -Bem-vindos à Ilha Saltitona! Eu sou o Killy e vocês, quem são?-perguntou-nos o mini-canguru que nos tinha visto.
 -Eu sou Ulisses e estes são os meus marinheiros. Somos de Ítaca, mas raptaram a nossa Rainha Helena e tivemos de a ir salvar. Já a salvámos, mas há dezoito anos que andamos pelo mar e nunca conseguimos regressar. Temos passado por várias ilhas...
 -Quem nos dera que o nosso rei fosse tão nosso amigo, como a vossa rainha para vocês... O nosso rei é o Grande-Canguru. É muito refilão e não suporta humanos, por isso ele não vos pode ver aqui. Mas não interessa, eu ajudo-vos a esconder e a voltar para Ítaca.
-Obrigado! Ficamos muito...
Não consegui acabar a frase porque, de repente, sentimos a terra a tremer e ouvimos os saltos de um canguru GIGANTE! É o Grande-Canguru que sentira o nosso cheiro e se dirigira para ali para ver o que se passava.
 Não tivemos tempo para reagir. Quando nos viu, o Grande-Canguru pegou em nós e atirou-nos para a sua gigante bolsa.
Então saltou, saltou, saltou até que nos pousou e ouviu-se o barulho de uma porta a bater.
Estávamos um pouco enjoados de tanto saltar, mas conseguimos descobrir que estávamos presos dentro de uma casa vazia, só com alguns quadros partidos.
A única coisa boa era que esta casa era a única que não saltava.
Depois de recuperarmos dos enjoos, os meus amigos marinheiros ficaram desesperados pensando que nunca mais iríamos sair dali. Mas eu disse-lhes:
 -Meus amigos, veem aquele buraco na parede? Talvez tenha saída! Vamos experimentar!
Cá fora, eu assobiei e logo o Killy apareceu com os seus 1000 irmãos.
 Curaram-me as feridas e depois lá fomos nós, de regresso a Ítaca!!
Ana Filipa - 6º 4                                

A ilha dos piratas
               Quando passaram pelo Mar da Sereias, e depois de os marinheiros soltarem Ulisses das cordas, um dos marinheiros foi curá-lo e imediatamente seguiram viagem. A meio da noite chegaram a uma ilha que tinha numa placa a dizer: ´´ Ilha dos Piratas ´´. O marinheiro Carlos disse:
               - Agora vamos procurar um sítio para dormir e amanhã logo vemos  o que havemos de fazer.
              Todos concordaram e procuraram o melhor sítio para se aconchegarem. No dia seguinte, andaram a ver se ali vivia alguém e atrás de uns arbustos disse baixinho para os seus companheiros:
               - Quem serão estes?
               -Não sabemos, se calhar são alguns piratas a tentar encontrar um tesouro.
               - Deixa - te de palermices. Se eles estivessem a tentar encontrar um tesouro, estavam a trabalhar e não a almoçar.
               Ulisses, já farto de estar a ouvir os marinheiros a discutir sobre o que eles estavam a fazer ou não, exclamou:
               - Calem-se, por favor.
               - Desculpa, Ulisses – disseram todos
               Depois do berro que Ulisses deu, ele saiu detrás dos arbustos e disse:
               - Olá.
               - Quem és tu? - perguntou o chefe que se chamava Trovão.
               - Eu sou Ulisses.
               - Ai, não acredito, tu és o das aventuras?
               - Sim, sou eu.
               - Quem são esses que estão contigo?
               - Estes são os meus companheiros. E esses piratas, quem são?
               - Estes são: o Cometa, o Veludo, o Meia - Noite e estas duas meninas são a Dama e a Joana.
               - Ah, que nomes tão engraçados!
               - Olhem, vocês querem comer alguma coisa?
               - Sim, agradecíamos muito.
               - Sentem-se.
               Depois de comerem e estarem à conversa, os marinheiros de Ulisses deram conta de que o Carlos não estava na mesa. Então, antes de irem dormir, andaram à procura dele, mas não o encontraram.
´              No dia seguinte, procuraram até que a deram conta que Joaninha e a Dama tinham ido lavar a roupa dos piratas ao lago. Ao sentirem um barulho, esconderam-se atrás da árvore e viram lá um marinheiro muito triste e o mais impressionante foi quando olharam para o chão e viram lá o Carlos deitado. Deixaram lá as roupas atrás da árvore e foram imediatamente avisar o Trovão e os marinheiros. Ulisses, ao ouvir isto, foi a correr com o Trovão e, quando lá chegaram, Ulisses foi ter com o Carlos. Olhou para o outro homem que estava lá e reparou que era um marinheiro. O Gui, quando viu que alguém se estava a aproximar do amigo disse:
              - Deixa-o já em paz.
              - Gui, o que é que estás aqui a fazer?
              - Ulisses, és tu?
              - Sim, sou eu. Mas tu já não devias estar em casa?
              - Sim, só que perdi os meus marinheiros porque passamos muitas tempestades e o barco, passados tantos anos, partiu-se todo e eu consegui nadar até aqui.
              - Mas então porque é que raptaste o Carlos?
              - Eu não o raptei. Desde que cheguei aqui pensava que não vivia aqui ninguém, mas ontem, quando ouvi um barulho, fui espreitar e vi que o Carlos estava dentro da água e estava a começar a afundar-se. Em seguida, fui salvá-lo e trouxe-o para aqui.
               Nesse momento, o marinheiro acordou e Ulisses levou o Carlos e o Gui para junto dos outros marinheiros e dos piratas.
               De madrugada, Ulisses disse para os marinheiros:
               - De manhã, tomamos o pequeno-almoço e vamos diretamente para Ítaca.
               - Está bem - responderam todos.
               De manhã, depois de tomarem o pequeno- almoço, o Trovão arranjou-lhes um barco e mandou o Veludo e o Cometa acompanhá-los até Ítaca.  Pela viagem, Ulisses e os seus marinheiros iam a dormir e quando chegaram o Veludo e o Cometa puseram-nos em cima da areia e voltaram para casa.
               Quando os marinheiros acordaram, cada um, dirigiu-se a sua casa e os seus familiares, quando os viram, ficaram muito felizes.

                                          Maria João – 6º 5
 
Ilha da dança
            Depois de tanta aventura, Ulisses, atado ao mastro enquanto os marinheiros restantes remavam no mar das sereias apareceu todo sangrento e arranhado. Ulisses passa, finalmente, o mar das sereias e vai atracar numa belíssima ilha, que tinha umas majestosas árvores. Ulisses disse:
             - Que bela ilha! Não me é desconhecida, mas não me lembro do seu nome.
             - Vamos explorar! – disse um dos marinheiros. – Pode ser que nos ajudem a voltar para Ítaca.
             - Vamos! Todos em sentido e esquerda, direita, esquerda, direita.
             - Que bela ilha mas é tão esquisita; os frutos das árvores são sapatos de ballet, as flores são tutus e os animais sabem dançar.
             - Realmente!
             - O castelo da ilha! - avistou um dos marinheiros.
             Entraram dentro do castelo e, boquiabertos, exclamaram todos:
              - Ah, que bonito!
             O que tanto os espantava era que as pessoas em vez de andarem, dançavam. Quando falavam, continuavam a dançar, pareciam palavras dançadas! Era magnífico…
              Logo de imediato foram procurar o rei:
              - Rei, sua majestade, chamo-me Ulisses. Com certeza que me conhece!
              De imediato o rei Bill levanta-se e começa a dançar o tango:
              - Claro que conheço. És Ulisses, o magnífico.
             - Exatamente. Atraquei na sua ilha para lhe pedir auxílio e ajudar-me a voltar para minha casa.
              Rei Bill prestou auxílio a Ulisses e em grandes jetw dirige-se para a varanda, anuncia a visita de Ulisses e manda preparar o barco onde Ulisses adormece e só volta a acordar na sua adorada ilha.

                                                                  Bruna – 6º 5
A Ilha do Dragão Vermelho
 
Quando eu e os meus marinheiros passámos pelo mar das sereias, de repente, o barco parou.
Saí do barco e vi que fomos parar a uma ilha que não conhecia.
- Marinheiros, vamos ver se vive aqui alguém e se sabe o caminho para Ítaca.
- Já vamos, Ulisses. - disseram os marinheiros em coro.
De repente, avistou-se um rapaz:
- Olá, chamo-me Heitor.
- Olá, Heitor, eu chamo-me Ulisses, onde é que estamos?
- Estamos na Ilha do Dragão Vermelho.
- Dragão Vermelho!?
- Sim, tens de ir combater com ele porque senão não te deixa ir embora nem aos teus marinheiros.
- Como é que o posso vencer?
- Tens de ir ter com a tartaruga Judite para te dar poderes mágicos.
- Onde é que a posso encontrar?
- Debaixo da árvore mais alta da ilha.
- Obrigado, Heitor, já vou a caminho.
- De nada, Ulisses. Boa sorte!
- Venham marinheiros.
- Já vamos, Ulisses. – disseram os marinheiros cheios de medo.
Quando nós chegámos à árvore mais alta da ilha vi uma tartaruga:
- Olá, deves ser o Ulisses, o marinheiro corajoso que vai combater contra o Dragão Vermelho.
- Sim, sou eu. Vim ter contigo para me dares os poderes mágicos para o conseguir derrotar e poder ir-me embora.
- Toma, Ulisses, não os percas, eles são muito poderosos.
- Eu tenho cuidado.
- Está bem, boa sorte.
- Obrigado.
Eu e os meus marinheiros começámos a afastar-nos da árvore mais alta da ilha e, de repente, ouviu-se um rugido do Dragão Vermelho.
- Acho que está na hora. – comecei a ir na direção do dragão.
Subitamente, um monstro agarrou-me e levou-me até ao Dragão Vermelho.
- Então és tu que vais combater comigo?
- Sim, sou eu.
Quando disse isto o dragão mandou-me bolas de fogo mas eu protegia-me com os meus poderes.
De repente, ouviu-se um assobio e o dragão olhou para ver o que era e aproveitei, com a minha espada, dei-lhe uma punhalada nas costas.
- Boa, Ulisses, mataste-o!
- Tu também ajudaste com o teu assobio.
Depois, fui entregar os poderes mágicos à tartaruga Judite, despedi-me do Heitor e fui-me embora para Ítaca.
                                                                  Maria Manuel -6.º 4
 
                                                                 A Ilha dos Desejos
 
Depois de ter passado pelo Mar das Sereias, Ulisses ordenou aos seus marinheiros que o soltassem. Eles obedeceram, apesar de estarem um pouco surpreendidos por o verem cheio de feridas.
Passado pouco tempo, Ulisses avistou uma ilha ao longe, mas, incrivelmente, ele não a conhecia. Quis ordenar aos marinheiros que remassem com mais força, mas insistia:
- Força, mais com mais força, remem!
Os marinheiros ficaram muito surpreendidos e um deles quis dizer “O quê?”, mas disse:
- Quê o?
Depois de ter dito isto, o marinheiro ficou ainda mais surpreendido.
Então Ulisses lembrou-se que uma vez tinha ouvido falar na lenda do “Mar das Palavras Trocadas”. Também se lembrou que a ilha que avistara devia ser a Ilha Desconhecida. Nunca ninguém tinha ido até lá, daí o seu nome.
Quando chegaram, Ulisses explicou aos seus marinheiros:
- Meus amigos, acabamos de passar pelo Mar das Palavras Trocadas e agora estamos na Ilha Desconhecida. Finalmente, alguém pode provar a existência desta ilha lendária.
- Então vamos explorar esta ilha!- disse um dos marinheiros.
A ilha era muito bonita, cheia de árvores e flores.
Ulisses e os seus marinheiros andaram durante horas. Andaram… andaram… mas nada encontraram. Só conseguiram ficar cheios de fome.
- Quem me dera ter comida.- desejou Ulisses.
Ulisses fechou os olhos e, quando os abriu, viu uma mesa cheia de comida. Ele e os marinheiros começaram logo a comer. Quando já estavam saciados, voltaram à exploração da ilha.
Passado algum tempo, ouviram um barulho e deram de caras com um monstro horrível. Os marinheiros ficaram aterrorizados.
- Quem me dera que tivéssemos um animal feroz para nos proteger!!!-desejou novamente Ulisses com esperança que o desejo se concretizasse.
Nesse momento, apareceu um dragão. O dragão cuspiu fogo na direção do monstro e ele fugiu. Depois de ter afugentado o monstro, o dragão desapareceu.
Os marinheiros entreolharam-se surpreendidos e um deles disse:
- Esta deve ser a Ilha dos Desejos!!!
Nesse momento Ulisses que estava sentado no chão, levantou-se e disse:
-Desejo saber uma maneira de poder voltar a Ítaca em segurança.
Nesse mesmo instante, apareceu um mapa com o caminho para Ítaca e com todos os perigos que Ulisses e os seus marinheiros iam ter de enfrentar.
Ulisses e os marinheiros voltaram para junto do barco e, para seu espanto, este estava completamente modificado, preparado para enfrentar todos os males do mar.
Assim, Ulisses e os marinheiros conseguiram chegar a Ítaca!!!
                                                                         
                                                         Margarida – 6º 4

domingo, 7 de abril de 2013

A aventura de Lourenço...


 
Vai iniciar-se a “Semana da Leitura 2013”, no Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego. Aproveito esta ocasião para vos sensibilizar, alunos, pais, professores e outros elementos da comunidade educativa, para a leitura de uma obra infanto-juvenil, apresentada no passado dia 6 de Abril, em S. João de Tarouca.
Esta obra, cujo texto foi criado por João Pedro Mésseder, e que contou com as ilustrações de Elsa Lé, surge baseada na lenda da fundação do mosteiro de S. João de Tarouca e conta a história de Lourenço, um menino corajoso, humilde e fiel à sua palavra perante o seu pai já velhinho e doente, que empreendeu uma viagem até essa localidade, para entrar no mosteiro como noviço. Estava-se no ano de 1156, altura em que D. Afonso Henriques se empenhava em conquistar terras aos mouros, a chamada Reconquista Cristã. A nossa região possui muitos testemunhos da sua passagem e foi precisamente nesse tempo que Lourenço decidiu empreender uma viagem perigosa e muito atribulada, em cima de um burrito, o Torneol. Foram muitas as aventuras e os perigos, mas tudo venceu com a sua bondade e desejo de alcançar aquilo que tinha prometido ao seu pai.
Se lerem “A História de Frei João da Esperança” (passou a chamar-se assim quando entrou no mosteiro como noviço), irão ter uma lição de história sobre a nossa região do século XII e, essencialmente, descobrir o valor da palavra e reconhecer que tudo se consegue quando temos força de vontade e sabemos aceitar as coisas menos boas da vida.
A obra é complementada com um CD, onde consta uma canção traduzida em inglês e em francês. Convido-vos a saborear a história e a música que nos faz reviver o ambiente daquela época longínqua.

Aqui fica o seu começo:

                         “Uma história vou contar, eya,
                         de um menino sem par, eya.
                         Vivia longe do mar, eya,
                         num moinho a trabalhar…”

        Isilda Lourenço Afonso

sexta-feira, 5 de abril de 2013

A Gotinha gira... gira...


Gotinha, gotinha,
Água me vais dar,
Para quando tiver sede
A poder saborear.

 
Sede já não vou ter,
Fome também não.
Gotinha, gotinha,
Estás no meu coração!

 
Gotinha, gotinha,
Contigo estarei,
Sempre a teu lado,
De ti nunca me afastarei.

 
- Gotinha, gotinha,
Onde estarás?
- Estou aqui sentada,
A ler um cartaz.

 
Gotinha, gotinha,
Menina brincalhona.
Escondeste-te de mim,
És uma espertalhona!

 
Gotinha, gotinha,
Menina traquina.
És muito fofinha
E muito pequenina.


Gotinha, gotinha
O sol a beijou,
Sorriu, sorriu
E ela, evaporou…

 
Gotinha, gotinha,
Não me deixes constipar,
Preciso de um guarda-chuva
Até a tempestade acalmar.

 
A gotinha de água
Caiu, caiu…
Veio ter à minha mão
E sorriu, sorriu!

 
 
A gotinha de água
É muito engraçada,
Caiu na terra
E deixou a flor molhada.

 
A gotinha sonhou
Que era uma cascata a saltitar,
Um rio a correr,
E no mar a descansar.

 
A gotinha de água
Amizade nos vai trazer,
Todos juntos em harmonia
Amigos vamos ser!

 
A gotinha separou
A paz da guerra.
As coisas boas das más
Para haver compreensão na Terra!

 
Gotinha, gotinha,
O mundo quero conhecer,
Com a tua ajuda
O vou compreender…

 
Gotinha, gotinha,
Contigo vou sonhar.
Nunca te vou deixar sozinha
Até o mundo acabar!

                                                                                           Francisca – 6º 4

Um mundo para descobrir!


O diretor da revista Aquamare, publicada mensalmente no Reino dos Mares da Índia, o Tubarão Barbatana Azul, decidiu que a jornalista Baleia Sandy (conhecida como a Rainha do Mar), deveria entrevistar a belíssima Sereia Aquare, um ser que a todos intrigava por aquelas paragens, mas com quem ninguém ousava falar por ser tão altiva e com comportamentos que a todos intimidava.
Ora, como o Tubarão Barbatana Azul sabia que a sua jornalista preferida, a Baleia Sandy, era alguém com quem qualquer ser marinho simpatizava facilmente, propôs-lhe este desafio para dar a conhecer a todos aqueles que ali viviam este ser estranho, mas belo, a Sereia Aquare. Seria um risco, mas a Baleia Sandy nem pestanejou.
Dirigiu-se ao local mais frequentado por ela, o rochedo verde e macio, que tanto seduzia turistas, junto à orla costeira, numa bela tarde de calmaria em que o sol brilhava intensamente. Pediu-lhe um pouco de atenção para as questões que lhe iria colocar e, para que mais se envolvesse na conversa, disse-lhe que poderia ler essa entrevista no mês seguinte, na revista Aquamare, bem conhecida de todos quantos por ali habitavam e conviviam. A Sereia acedeu ao convite e sabia que podia confiar na Baleia Sandy.
Baleia Sandy – Muito boa tarde! Sou a Baleia Sandy, a Rainha do Mar. Eu e todos os seres que por aqui aparecem ou vivem, temos alguma curiosidade em saber algo sobre si. É um ser um pouco diferente de todos nós, mas tenho a certeza que não se vai importar que nós saibamos algo sobre si, não é verdade? Como se chama?
Sereia Aquare – Eu, eu.., eu… chamo-me Aquare! Estou, es… tou admirada com o que me diz. Até fiquei assustada! Julguei que os seres deste mar me ignorassem e até já tive momentos muito tristes. Senti-me rejeitada por vós e afinal parece que não é verdade…
Baleia Sandy – O que a fez vir para estes mares, estes rochedos e não outros lugares?
Sereia Aquare – Bem… eu vivia no Mar das Sete Estações, mas descobri que o meu pai, o Rei Búzio, andava a prender nas masmorras do seu castelo de anémonas os empregados que limpavam o mar. Quando soube disto fiquei muito desapontada com ele. Além disso, disseram-me que ele prendera a minha melhor amiga, a Flora, uma menina que sempre viveu no mar (precisou da minha ajuda para sobreviver). Por acaso, numa conversa com uns golfinhos, soube da existência deste novo paraíso marinho, o Mar Arco-Íris, o vosso mar. Decidi logo vir para cá viver e tentar esquecer o que de perverso fizera o meu pai. Foram dias muito dolorosos de adaptação. Parecia que todos vós fugíeis com medo de mim!
Baleia Sandy – É uma história triste!... Há quanto tempo está no Mar Arco-Íris?
Sereia Aquare – Se bem me lembro, acho que já lá vai um mês, mais ou menos, não acha?
Baleia Sandy – Sim, suponho que será isso. Quer dizer que já conhece o sabor das nossas águas, deu conta da harmonia que paira entre todos nós… O que acha?
Sereia Aquare – É realmente maravilhoso! Nunca na minha vida de sereia vi uma coisa assim! Este mar, quer dizer, o oceano das mil cores, é tão transparente e brilhante! Parece vidro cristalino que deixa passar os reflexos e as cores reais de todos os que aqui passam ou vivem. É algo que já não via há muito! Deve ser muito bem tratado, com toda a certeza!
Baleia Sandy – Limpamo-lo duas vezes ao dia! Todos os peixes têm esse cuidado na sua conservação. Até mesmo os marinheiros e pessoas que por aqui passam, em cruzeiros, nem se atrevem a lançar nada que o polua, pois a transparência e o brilho das águas encantam-nos de tal modo que todo o lixo que possivelmente tivessem intenções de lançar a este mar, guardam-no para o sítio adequado.
Sereia Aquare – Ora, então toda a gente o trata convenientemente e se preocupa com a manutenção destas caraterísticas. Nunca vi gente tão amável e zeladora do mar. Eu sou uma admiradora das águas marinhas e sempre me indignei e revoltei contra aqueles que só sabem provocar o mal e nunca respeitam este bem que a Natureza nos deu. Acho mesmo que o mar será o futuro do planeta Terra, mas quem é que liga às palavras de uma sereia?
Baleia Sandy – Por tudo o que me está a dizer, sente-se muito bem por estas paragens e ao pé de todos nós!?
Sereia Aquare – Claro que sim, este mar tem ótimas condições de vida e já não há muitos lugares marinhos onde uma simples sereia se sinta realmente feliz!
Baleia Sandy – A viagem que fez correu bem ou teve muitas dificuldades como os marinheiros portugueses há muitos e muitos anos?
Sereia Aquare – Correu muitíssimo bem e descobri paisagens muito bonitas e fantásticas. Vi uma estrela cadente pousada à minha frente à superfície da água, também vi o pôr do sol entre as montanhas e brilhava, brilhava… Assisti a corridas desenfreadas entre peixinhos nas suas brincadeiras do esconde-esconde… Vi, vi… coisas que nem consigo já descrever.
Baleia Sandy – Durante a viagem, de que é que mais gostou?
Sereia Aquare – Bem, gostar, gostar mesmo… Acho que adorei ter assistido ao nascimento de um golfinho azulinho, azulinho. Foi mesmo um acaso, mas que me fez pensar como é tão difícil ser mãe. Custou bastante ao golfinho-mãe. Eu apenas lhe pude dar coragem para enfrentar as dores. Acompanhei o processo todo. Foi lindo, lindo!
Baleia Sandy – Tem a certeza que vai viver em paz nestas paragens, que vai sentir-se feliz?
Sereia Aquare – Pelo que já vivi e presenciei, não tenho dúvidas. Espero ter mais com quem falar, com quem conviver e até ajudar todos os seres que aqui vivem. Com o meu canto vou tentar seduzi-los para verem que eu sou alguém interessante e o meu canto com a música dos corais vai ajudar a aproximarmo-nos. Tudo vai mudar e então este mar vai ser uma atracão para muitos seres e pessoas. Vou ter uma vida calma e de qualidade. Conto consigo para me ajudar nesta tarefa.
Baleia Sandy – Claro que pode contar comigo e com todos os que aqui vivem. Agora para terminar: o que gostaria de dizer a todos os que ainda não conhecem este lugar que tanto preservamos e de que tanto nos orgulhamos?
Sereia Aquare – Eu aconselho-os a visitar este lindo e paradisíaco lugar marinho ou mesmo (é uma sugestão) mudarem-se para cá. É um sonho estar aqui. Só vendo e sentindo…
Baleia Sandy – Então, seja bem-vinda e que continue a ser feliz junto de nós. Obrigada por todos os seus testemunhos. Até breve.
Sereia Aquare – Obrigada por este momento. Fiquei ainda mais feliz por saber que todos se preocupam comigo. Eu também me preocupo convosco.

Ana Filipa Duarte, Nº 2 – 6º 4