sábado, 19 de outubro de 2013

Uma criança!


Ser criança
É o melhor que há no mundo.
É não parar quieto
nem um segundo!

Brincar com os colegas à apanhada,
correr no campo e saltar,
é uma paixão!
As crianças só querem brincar
com a sua imaginação!

As crianças não sabem
o que é uma crise
o que é a pobreza...
Só veem o mundo
cheio de beleza
e nunca o dinheiro imundo.

Ser criança
é o melhor que alguma vez pode existir.
É poder imaginar,
ser livre
e conseguir acreditar
que um ser tão frágil
a PAZ pode espalhar!

                       João Nuno Santos - 5º B
                      Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Um fantasma diferente


Era uma vez um fantasma
Chamado Bibulão.
Era feito de ectoplasma
E tinha cara de cão.

 
Assustava toda a gente
Este esquisito fantasminha.
Ninguém era suficientemente valente
Para pôr o fantasma
Com pele de … galinha!

 
Mas o fantasma Ingenuidade
Pôs os miolos a funcionar.
Teve uma ideia:
Irem todos para outra cidade
E o Bibulão já não tinha ninguém
Para assustar!

 
Já não havia ninguém
Para o Bibulão assustar.
A história acabou bem
Para os fantasmas
Que outra cidade foram procurar.


João Nuno Santos – 5º B
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego

Um novo planeta!


Um senhor, de nome Joey Macdonald, vivia nos Estados Unidos e trabalhava na NASA.
Por causa do seu trabalho, relacionado com a astronomia e outros aspetos do espaço, foi escolhido para fazer uma viagem de foguetão até um planeta que tinha sido descoberto por acaso, mas que ninguém sabia dizer nada sobre ele. Era um planeta pequeno de onde se podia avistar a Lua em determinados lugares e momentos. Ora, isto também significava que este planeta estava próximo da Terra.
Logo após o dia em que foi informado da sua missão, este astronauta preparou-se o melhor possível para esta curiosa viagem. Já com o fato vestido, entrou no foguetão e rapidamente se iniciou a contagem decrescente para a descolagem:.

Dez, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um e… descolagem” – anunciava aquela voz de serviço a todas as viagens que implicam uma imponência como é a partida de um objeto monstruoso para o espaço.

Passados dois dias, Joey chega ao planeta desconhecido. Sai do foguetão com tudo o que era necessário para a observação e recolha de material que todos ansiavam na Terra. De repente, viu qualquer coisa a mexer-se. Decidiu arriscar e ver o que seria. Mas… em vez disso só viu umas pegadas. Isso queria dizer que havia vida naquele planeta.
Foi nesse momento que apareceram duas criaturas retangulares com braços e pernas e até rosto! Os seus corpos eram brancos, mas o mais estranho de tudo é que estes seres eram autênticas folhas de papel, mas com vida. Traziam nas mãos tritões feitos de papel que pareciam estar afiadíssimos.
- Mexe-te, ó coisa, – gritou uma das folhas – ainda te picamos!
- Eu não sou nenhuma coisa. Mas agora é que dei conta: vocês falam a mesma língua que eu!
- Sim , sim, mas agora mexe-te.
Joey obedeceu sem mais nada dizer.
Minutos depois, o nosso astronauta estava deslumbrado perante uma cidade de papel. A comida, as mesas, as cadeiras… era tudo de papel. No centro da cidade havia um palácio onde vivia o rei Papel Papes III. Entraram naquele lindo edifício e foram diretos à sala do trono onde estava o rei.
- Sua Majestade, queremos anunciar-lhe que temos aqui uma criatura que fala como nós e não é feita de papel - informou uma das folhas de papel que o tinha detido.
- Não é feito de papel? – perguntou o rei muito zangado – Ponham-no nas masmorras para sempre. Não faltava mais nada termos aqui intrusos.
- Sim, senhor. Sua Alteza pode ficar descansado que iremos executar imediatamente a sua ordem.
E lá foi Joey para as masmorras de papel. Ficou lá três dias até que teve uma ideia. Como as grades eram feitas de papel, ele podia rasgá-las. Os habitantes daquele planeta nem sequer sabiam disso! Foi o que fez e conseguiu escapar sem ninguém o ver. Regressou à sua nave correndo o mais que podia e sem grande alarido para que não o perseguissem.

Quando chegou à Terra, foi recebido como alguém corajoso, pois o planeta era mesmo desconhecido (para além de esquisito). Contou as suas peripécias e ficou famoso, fazendo com que crianças e adultos imaginassem o que será viver num planeta só de papel.

João Nuno Santos – 5º B
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O meu sonho, a astronomia!

Reiniciamos a atividade de publicação do nosso blogue.
O ano letivo 2013-2014 começou e as nossas produções escritas e reflexões vão continuar.
Gostaríamos que todos participassem: alunos, professores, pais, encarregados de educação e outras pessoas que nos venham espreitar neste cantinho de sabedoria.
Contamos com todos os que gostam de ler, escrever, contar, criar, imaginar...
Tentaremos fazer o nosso melhor. Queremos ser umas pérolas de sabedoria!
São todos bem-vindos!
Aqui está o primeiro texto.




Um sonho...


O meu sonho sempre foi ser astrónomo. Gostava de ver os planetas e as estrelas que os rodeia, seguir o espaço infinito e descobrir outras galáxias. Sempre me disseram que era muito difícil conseguir um trabalho como este, mas com trabalho e dedicação eu acho que consigo chegar lá. O meu quarto também dá muito bem para estudar os astros pois está todo enfeitado com planetas e estrelas de papel. E ainda por cima, apesar do quarto ter um sol de papel, o sol verdadeiro não bate lá, o que faz com que fique escuro tal como o espaço.
Hoje, a nossa professora pediu que cada menino fizesse um trabalho sobre o espaço. Quando cheguei a casa, fui direto ao meu quarto ver os livros de astronomia. Pesquisei sobre planetas, estrelas, o sol e a lua. Memorizei tudo e imprimi, depois, no computador. No dia seguinte, mostrei à senhora professora o meu trabalho. Ela leu-o e pôs a nota. Voltou-me a dar o papel e, no meio do cabeçalho, estava um enorme “cinco”. Fiquei maravilhado, pois era o meu primeiro cinco. Cheguei a casa e mostrei à minha mãe. Ela disse que não ia ser muito difícil tirar um curso de astronomia, porque já estou a estudar muito e a querer saber cada vez mais.
António Monteiro - 5º A, nº 4
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego  
 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Uma merecida menção honrosa...

Caros alunos e colegas da Ana Margarida Oliveira,

Estão de parabéns. Uma vossa colega obteve uma menção honrosa no concurso "Uma Aventura Literária ... 2013", da Editorial Caminho. Foi uma honra para todos nós e para o nosso Agrupamento. É assim que trabalhamos. Não desistimos nunca dos nossos sonhos. A Ana Margarida escreveu, criando um texto original sobre um sonho. Veio mesmo a condizer com a temática que este ano escolhemos para o nosso blogue. Vale a pena sonhar e ... escrever! O esforço foi recompensado, pois não esqueçamos que foram milhares de alunos a concorrer...
Espero que todos os que participaram não desistam nunca de colocar por escrito o que sonham, inventam ou pensem. Temos de partilhar com os outros e só assim aprendemos e nos enriquecemos.
O ano está a cghegar ao fim, mas a cruzada do saber ler e escever para compreender o mundo tem de continuar, não se esqueçam nunca disto que vos digo.
Leiam o que a Ana Margarida escreveu e felicitem-na.

A vossa professora: Isilda Lourenço Afonso


Um estranho mundo …

Eu gostava de conhecer o céu e descobrir todas as coisas que há para saber sobre ele.
Um certo dia resolvi andar de avião. Tinha a esperança de descobrir alguma coisa nova sobre essa imensidão.
Estava eu a admirar a linda paisagem através da janela do avião, quando senti a minha cadeira a ir para baixo. Achei estranho, tentei puxar a cadeira para cima, quando, de repente, a cadeira começou a ir mais para baixo, tão para baixo que caí do avião!
 Eu estava em pânico, por isso fechei os olhos. Passado algum tempo senti uma coisa fofa e ouvi uma voz cristalina. Quando abri os olhos descobri que a coisa fofa era uma nuvem e a voz cristalina era de uma fada!
 A fada dirigiu-se a mim e disse:
- Olá! Eu sou a Cristal e esta é a minha nuvem, a Floco de Neve.
Eu fiquei perplexa! Tinha acabado de ser salva por uma nuvem e por uma fada! Não podia acreditar. Bem, acreditasse ou não, não ia ficar ali pasmada a olhar para elas, tinha de falar.
- Olá! Muito obrigada por me terem salvo. Para onde me vão levar agora?
 - Ora, vamos levar-te para a Terra dos Sonhos, é claro! – disse a nuvem.
 - Terra dos Sonhos?
  - Sim, logo vês. Mas primeiro conta-nos o que te aconteceu.
 Ao longo do caminho eu fui contando a minha história.
Minutos depois de eu ter acabado de contar a história, chegamos ao pé de uma placa com um arco-íris e dentro dele a letras douradas dizia:”Terra dos Sonhos “.
Primeiro de tudo, a Floco de Neve e a Cristal levaram-me até ao castelo do Rei Sol e da Rainha Lua, pois para eu conhecer a Terra dos Sonhos tinha de ter a permissão deles.
 Eles receberam-me muito bem e deram-me autorização para conhecer a Terra dos Sonhos. Eu agradeci-lhes e fui para cima da Floco de Neve.
Logo que saímos do palácio encontramos uma nuvem e uma fada. Estavam ambas a chorar. A Cristal apressou-se a dizer:
- Não te preocupes. A responsabilidade delas é garantir que chove pelo menos duas vezes por mês.
 - Responsabilidade? – perguntei eu, intrigada.
 - Sim. Na Terra dos Sonhos todos têm responsabilidades. A minha e a da Cristal é garantir que neva pelo menos duas vezes em cinco anos. Aquela nuvem é a Chorona. – disse a Floco de Neve.
 - E aquela fada é a Ping-Ping - apresentou a Cristal.
 À medida que íamos passando por fadas e por nuvens, a Cristal apresentava as fadas e a Floco de Neve às nuvens.
Depois de uma hora de apresentações, fomos descansar e logo a seguir fui conhecer a Íris, que é um arco-íris, a seguir o Zig- Zag, que é um trovão, e por fim a Bilha, que é uma estrela cadente.

 Já de noite a Floco de Neve e a Cristal levaram-me a casa. A Floco de Neve entrou pela janela do meu quarto e pousou-me na minha cama.
 Mal elas se foram embora eu adormeci.
 De manhã, quando acordei, pensei que tudo não passava de um sonho. Foi quando olhei para a minha mesinha de cabeceira e vi um medalhão com o símbolo da Terra dos Sonhos e ao lado um papel que dizia:
”- Tens aqui uma lembrança da Cristal, da Floco de Neve e de todos os teus amigos. Sempre que quiseres visitar-nos, abana o medalhão e virás ter connosco. “
Eu fiquei contentíssima e nunca esqueci este dia!!!
                          
      Ana Margarida  Oliveira – 6º 4
      Agrupamento de Escolas Latino Coelho - Lamego  
      Escola Básica 2, 3 de Lamego

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Um livro para viajar... com os olhos e o coração!

As migrações são um tema atualíssimo não só no nosso país como no mundo. É algo que nos faz pensar, nos torna, por vezes, apreensivos, mas que é necessário abordar para compreender os motivos que levam a que tantas pessoas deixem os seus lares. Há aspeto que são positivos, mas como tudo na vida, há aspetos menos positivos.
A obra "A Cotovia via ... via...", destinada a crianças e jovens até aos 14 anos, permite-nos viajar por vários espaços do mundo, sempre acompanhados de uma cotovia, que se preocupa com todos aqueles que vai encontrando, tentando dar-nos a conhecer e levar-nos a refletir sobre temáticas sociais, humanas e ambientais que existem no mundo e que não podemos ignorar. Há que começar a agir e por muito que nos custe, temos de reconhecer que há um caminho muito longo para trilhar para que alguns aspetos e situações se resolvam ou, pelo menos, que tornem as vidas das pessoas mais digna.
Os alunos do CEL trabalharam esta obra com os seus professores de forma sábia, o que significa que a mensagem passou e foi compreendida por todos. Continuem com esta vontade se querer aprender com  a leitura e um bem-haja a todos os professores e biblioteca do CEL por todo o trabalho e esforço que desenvolveram para se conseguirem trabalhos com tanta qualidade.











Leiam e apreciem as palavras e as ilustrações desta obra "A Cotovia via... via".



                                                           Isilda Lourenço Afonso

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Ulisses continua a encantar-nos!


Algumas turmas da E. B. 2, 3 de Lamego, após a leitura orientada da obra "Ulisses", de Maria Alberta Menéres, decidiram escrever de forma bem criativa, partindo daquilo que conheceram da vida deste herói grego, através dos seus episódios deliciosos e cheios de aventura. São trabalhos que merecem a nossa leitura e o nosso aplauso. Meninos, nunca percam este interesse pela leitura e pela escrita, pois só assim conseguem conhecer e compreender o mundo.
Todos os trabalhos foram da orientação da Srª. Drª. Helena Rodrigues que fez questão de aqui os divulgar.
 
Ulisses na Ilha dos Doces
Tinha eu acabado de passar o Mar das Sereias, pensando ir rumo a Ítaca, até que apanho uma corrente que me leva a mim e aos meus marinheiros para uma ilha muito estranha em que as casas eram feitas de chocolate, as árvores davam pastilhas elásticas e os habitantes eram uma espécie de gomas gigantes.
Quando atracamos não vimos ninguém, apenas algum fumo vindo do meio da floresta. Fui ver o que era enquanto os poucos marinheiros que tinham sobrevivido ficaram a arranjar o barco que tinha sido danificado durante a viagem.

Na origem do fumo (uma fogueira) descobri que os habitantes daquela ilha eram gomas gigantes.
-Quem são vocês?
-Nós eramos marinheiros normais como tu e atracamos aqui na intenção de reparar o nosso barco pois a ilha parecia estar deserta mas, durante a noite, um feiticeiro malvado transformou-nos nesta espécie de gomas gigantes e toda a ilha em doces para atrair outros marinheiros e conseguir mais habitantes, por isso é melhor irem embora.
-Mas há alguma forma de vos ajudarmos? É que nós estamos com falta de marinheiros e como vocês não têm barco, podiam vir connosco. Então, o que dizem?
 -Está decidido, nós vamos convosco. Para nos voltarem a transformar em humanos têm de roubar a varinha mágica do feiticeiro.
 Fui chamar os meus marinheiros e, juntos, atacamos a tenda onde estava o feiticeiro.
 Ele transformou muitos dos marinheiros em chupas, gelados e até em chocolates. Eu nem podia imaginar os melhores marinheiros e guerreiros de Ítaca transformados em simples doces. Apenas eu e o Zeca (um dos marinheiros) sobrevivemos aos feitiços e, em conjunto, conseguimos tirar a varinha ao feiticeiro e transformar todos novamente em marinheiros que me acompanharam até Ítaca.
                            Jorge Miguel Fonseca - 6º 4
 
1001 Amigos e um Inimigo
 
Saímos do Mar das Sereias. Os meus amigos tiraram a cera dos ouvidos e olharam para mim. Ficaram um pouco confusos por me verem cheio de feridas e hematomas, mas eu expliquei-lhes tudo o que acontecera. Então decidiram aportar em terra para me curarem as feridas.
Chegámos a uma praia. Parecia deserta. Até que, de repente, vindo do outro lado de um muro, ouvimos música. Era uma música alegre e divertida.
Demos a volta ao muro e chegámos. Vimos uma ilha desconhecida, mas cheia de alegria, diversão e paz. Os seus habitantes eram mini-cangurus sempre a saltar, a saltar. Mas, o mais espantoso era que tudo saltava! As árvores, as casas, os carros... tudo saltava!
 Até que, ouvimos um dos mini-cangurus a gritar eufórico:
  -Ei pessoal, temos visitas!!
 E todos olharam alegres para nós. Chamaram-nos para a festa e deram-nos muita comida e bebida.
 -Bem-vindos à Ilha Saltitona! Eu sou o Killy e vocês, quem são?-perguntou-nos o mini-canguru que nos tinha visto.
 -Eu sou Ulisses e estes são os meus marinheiros. Somos de Ítaca, mas raptaram a nossa Rainha Helena e tivemos de a ir salvar. Já a salvámos, mas há dezoito anos que andamos pelo mar e nunca conseguimos regressar. Temos passado por várias ilhas...
 -Quem nos dera que o nosso rei fosse tão nosso amigo, como a vossa rainha para vocês... O nosso rei é o Grande-Canguru. É muito refilão e não suporta humanos, por isso ele não vos pode ver aqui. Mas não interessa, eu ajudo-vos a esconder e a voltar para Ítaca.
-Obrigado! Ficamos muito...
Não consegui acabar a frase porque, de repente, sentimos a terra a tremer e ouvimos os saltos de um canguru GIGANTE! É o Grande-Canguru que sentira o nosso cheiro e se dirigira para ali para ver o que se passava.
 Não tivemos tempo para reagir. Quando nos viu, o Grande-Canguru pegou em nós e atirou-nos para a sua gigante bolsa.
Então saltou, saltou, saltou até que nos pousou e ouviu-se o barulho de uma porta a bater.
Estávamos um pouco enjoados de tanto saltar, mas conseguimos descobrir que estávamos presos dentro de uma casa vazia, só com alguns quadros partidos.
A única coisa boa era que esta casa era a única que não saltava.
Depois de recuperarmos dos enjoos, os meus amigos marinheiros ficaram desesperados pensando que nunca mais iríamos sair dali. Mas eu disse-lhes:
 -Meus amigos, veem aquele buraco na parede? Talvez tenha saída! Vamos experimentar!
Cá fora, eu assobiei e logo o Killy apareceu com os seus 1000 irmãos.
 Curaram-me as feridas e depois lá fomos nós, de regresso a Ítaca!!
Ana Filipa - 6º 4                                

A ilha dos piratas
               Quando passaram pelo Mar da Sereias, e depois de os marinheiros soltarem Ulisses das cordas, um dos marinheiros foi curá-lo e imediatamente seguiram viagem. A meio da noite chegaram a uma ilha que tinha numa placa a dizer: ´´ Ilha dos Piratas ´´. O marinheiro Carlos disse:
               - Agora vamos procurar um sítio para dormir e amanhã logo vemos  o que havemos de fazer.
              Todos concordaram e procuraram o melhor sítio para se aconchegarem. No dia seguinte, andaram a ver se ali vivia alguém e atrás de uns arbustos disse baixinho para os seus companheiros:
               - Quem serão estes?
               -Não sabemos, se calhar são alguns piratas a tentar encontrar um tesouro.
               - Deixa - te de palermices. Se eles estivessem a tentar encontrar um tesouro, estavam a trabalhar e não a almoçar.
               Ulisses, já farto de estar a ouvir os marinheiros a discutir sobre o que eles estavam a fazer ou não, exclamou:
               - Calem-se, por favor.
               - Desculpa, Ulisses – disseram todos
               Depois do berro que Ulisses deu, ele saiu detrás dos arbustos e disse:
               - Olá.
               - Quem és tu? - perguntou o chefe que se chamava Trovão.
               - Eu sou Ulisses.
               - Ai, não acredito, tu és o das aventuras?
               - Sim, sou eu.
               - Quem são esses que estão contigo?
               - Estes são os meus companheiros. E esses piratas, quem são?
               - Estes são: o Cometa, o Veludo, o Meia - Noite e estas duas meninas são a Dama e a Joana.
               - Ah, que nomes tão engraçados!
               - Olhem, vocês querem comer alguma coisa?
               - Sim, agradecíamos muito.
               - Sentem-se.
               Depois de comerem e estarem à conversa, os marinheiros de Ulisses deram conta de que o Carlos não estava na mesa. Então, antes de irem dormir, andaram à procura dele, mas não o encontraram.
´              No dia seguinte, procuraram até que a deram conta que Joaninha e a Dama tinham ido lavar a roupa dos piratas ao lago. Ao sentirem um barulho, esconderam-se atrás da árvore e viram lá um marinheiro muito triste e o mais impressionante foi quando olharam para o chão e viram lá o Carlos deitado. Deixaram lá as roupas atrás da árvore e foram imediatamente avisar o Trovão e os marinheiros. Ulisses, ao ouvir isto, foi a correr com o Trovão e, quando lá chegaram, Ulisses foi ter com o Carlos. Olhou para o outro homem que estava lá e reparou que era um marinheiro. O Gui, quando viu que alguém se estava a aproximar do amigo disse:
              - Deixa-o já em paz.
              - Gui, o que é que estás aqui a fazer?
              - Ulisses, és tu?
              - Sim, sou eu. Mas tu já não devias estar em casa?
              - Sim, só que perdi os meus marinheiros porque passamos muitas tempestades e o barco, passados tantos anos, partiu-se todo e eu consegui nadar até aqui.
              - Mas então porque é que raptaste o Carlos?
              - Eu não o raptei. Desde que cheguei aqui pensava que não vivia aqui ninguém, mas ontem, quando ouvi um barulho, fui espreitar e vi que o Carlos estava dentro da água e estava a começar a afundar-se. Em seguida, fui salvá-lo e trouxe-o para aqui.
               Nesse momento, o marinheiro acordou e Ulisses levou o Carlos e o Gui para junto dos outros marinheiros e dos piratas.
               De madrugada, Ulisses disse para os marinheiros:
               - De manhã, tomamos o pequeno-almoço e vamos diretamente para Ítaca.
               - Está bem - responderam todos.
               De manhã, depois de tomarem o pequeno- almoço, o Trovão arranjou-lhes um barco e mandou o Veludo e o Cometa acompanhá-los até Ítaca.  Pela viagem, Ulisses e os seus marinheiros iam a dormir e quando chegaram o Veludo e o Cometa puseram-nos em cima da areia e voltaram para casa.
               Quando os marinheiros acordaram, cada um, dirigiu-se a sua casa e os seus familiares, quando os viram, ficaram muito felizes.

                                          Maria João – 6º 5
 
Ilha da dança
            Depois de tanta aventura, Ulisses, atado ao mastro enquanto os marinheiros restantes remavam no mar das sereias apareceu todo sangrento e arranhado. Ulisses passa, finalmente, o mar das sereias e vai atracar numa belíssima ilha, que tinha umas majestosas árvores. Ulisses disse:
             - Que bela ilha! Não me é desconhecida, mas não me lembro do seu nome.
             - Vamos explorar! – disse um dos marinheiros. – Pode ser que nos ajudem a voltar para Ítaca.
             - Vamos! Todos em sentido e esquerda, direita, esquerda, direita.
             - Que bela ilha mas é tão esquisita; os frutos das árvores são sapatos de ballet, as flores são tutus e os animais sabem dançar.
             - Realmente!
             - O castelo da ilha! - avistou um dos marinheiros.
             Entraram dentro do castelo e, boquiabertos, exclamaram todos:
              - Ah, que bonito!
             O que tanto os espantava era que as pessoas em vez de andarem, dançavam. Quando falavam, continuavam a dançar, pareciam palavras dançadas! Era magnífico…
              Logo de imediato foram procurar o rei:
              - Rei, sua majestade, chamo-me Ulisses. Com certeza que me conhece!
              De imediato o rei Bill levanta-se e começa a dançar o tango:
              - Claro que conheço. És Ulisses, o magnífico.
             - Exatamente. Atraquei na sua ilha para lhe pedir auxílio e ajudar-me a voltar para minha casa.
              Rei Bill prestou auxílio a Ulisses e em grandes jetw dirige-se para a varanda, anuncia a visita de Ulisses e manda preparar o barco onde Ulisses adormece e só volta a acordar na sua adorada ilha.

                                                                  Bruna – 6º 5
A Ilha do Dragão Vermelho
 
Quando eu e os meus marinheiros passámos pelo mar das sereias, de repente, o barco parou.
Saí do barco e vi que fomos parar a uma ilha que não conhecia.
- Marinheiros, vamos ver se vive aqui alguém e se sabe o caminho para Ítaca.
- Já vamos, Ulisses. - disseram os marinheiros em coro.
De repente, avistou-se um rapaz:
- Olá, chamo-me Heitor.
- Olá, Heitor, eu chamo-me Ulisses, onde é que estamos?
- Estamos na Ilha do Dragão Vermelho.
- Dragão Vermelho!?
- Sim, tens de ir combater com ele porque senão não te deixa ir embora nem aos teus marinheiros.
- Como é que o posso vencer?
- Tens de ir ter com a tartaruga Judite para te dar poderes mágicos.
- Onde é que a posso encontrar?
- Debaixo da árvore mais alta da ilha.
- Obrigado, Heitor, já vou a caminho.
- De nada, Ulisses. Boa sorte!
- Venham marinheiros.
- Já vamos, Ulisses. – disseram os marinheiros cheios de medo.
Quando nós chegámos à árvore mais alta da ilha vi uma tartaruga:
- Olá, deves ser o Ulisses, o marinheiro corajoso que vai combater contra o Dragão Vermelho.
- Sim, sou eu. Vim ter contigo para me dares os poderes mágicos para o conseguir derrotar e poder ir-me embora.
- Toma, Ulisses, não os percas, eles são muito poderosos.
- Eu tenho cuidado.
- Está bem, boa sorte.
- Obrigado.
Eu e os meus marinheiros começámos a afastar-nos da árvore mais alta da ilha e, de repente, ouviu-se um rugido do Dragão Vermelho.
- Acho que está na hora. – comecei a ir na direção do dragão.
Subitamente, um monstro agarrou-me e levou-me até ao Dragão Vermelho.
- Então és tu que vais combater comigo?
- Sim, sou eu.
Quando disse isto o dragão mandou-me bolas de fogo mas eu protegia-me com os meus poderes.
De repente, ouviu-se um assobio e o dragão olhou para ver o que era e aproveitei, com a minha espada, dei-lhe uma punhalada nas costas.
- Boa, Ulisses, mataste-o!
- Tu também ajudaste com o teu assobio.
Depois, fui entregar os poderes mágicos à tartaruga Judite, despedi-me do Heitor e fui-me embora para Ítaca.
                                                                  Maria Manuel -6.º 4
 
                                                                 A Ilha dos Desejos
 
Depois de ter passado pelo Mar das Sereias, Ulisses ordenou aos seus marinheiros que o soltassem. Eles obedeceram, apesar de estarem um pouco surpreendidos por o verem cheio de feridas.
Passado pouco tempo, Ulisses avistou uma ilha ao longe, mas, incrivelmente, ele não a conhecia. Quis ordenar aos marinheiros que remassem com mais força, mas insistia:
- Força, mais com mais força, remem!
Os marinheiros ficaram muito surpreendidos e um deles quis dizer “O quê?”, mas disse:
- Quê o?
Depois de ter dito isto, o marinheiro ficou ainda mais surpreendido.
Então Ulisses lembrou-se que uma vez tinha ouvido falar na lenda do “Mar das Palavras Trocadas”. Também se lembrou que a ilha que avistara devia ser a Ilha Desconhecida. Nunca ninguém tinha ido até lá, daí o seu nome.
Quando chegaram, Ulisses explicou aos seus marinheiros:
- Meus amigos, acabamos de passar pelo Mar das Palavras Trocadas e agora estamos na Ilha Desconhecida. Finalmente, alguém pode provar a existência desta ilha lendária.
- Então vamos explorar esta ilha!- disse um dos marinheiros.
A ilha era muito bonita, cheia de árvores e flores.
Ulisses e os seus marinheiros andaram durante horas. Andaram… andaram… mas nada encontraram. Só conseguiram ficar cheios de fome.
- Quem me dera ter comida.- desejou Ulisses.
Ulisses fechou os olhos e, quando os abriu, viu uma mesa cheia de comida. Ele e os marinheiros começaram logo a comer. Quando já estavam saciados, voltaram à exploração da ilha.
Passado algum tempo, ouviram um barulho e deram de caras com um monstro horrível. Os marinheiros ficaram aterrorizados.
- Quem me dera que tivéssemos um animal feroz para nos proteger!!!-desejou novamente Ulisses com esperança que o desejo se concretizasse.
Nesse momento, apareceu um dragão. O dragão cuspiu fogo na direção do monstro e ele fugiu. Depois de ter afugentado o monstro, o dragão desapareceu.
Os marinheiros entreolharam-se surpreendidos e um deles disse:
- Esta deve ser a Ilha dos Desejos!!!
Nesse momento Ulisses que estava sentado no chão, levantou-se e disse:
-Desejo saber uma maneira de poder voltar a Ítaca em segurança.
Nesse mesmo instante, apareceu um mapa com o caminho para Ítaca e com todos os perigos que Ulisses e os seus marinheiros iam ter de enfrentar.
Ulisses e os marinheiros voltaram para junto do barco e, para seu espanto, este estava completamente modificado, preparado para enfrentar todos os males do mar.
Assim, Ulisses e os marinheiros conseguiram chegar a Ítaca!!!
                                                                         
                                                         Margarida – 6º 4