sábado, 19 de outubro de 2013

Tenho um amigo...


Tenho um amigo
de cauda sempre a abanar.
Gosto muito dele,
é um amigo
que está sempre a ladrar.
Quem será ele?

É um amigo chamado Steel
que tem uma coleira,
ladra de alegria
quando me vê...
É um amigo à maneira!

É um amigo pequenino
mas com dentes bem afiados.
Quando não conhece alguém,
tenham todos cuidado!

O meu amigo é assim
um amigo especial.
Quem ainda não o identificou,
digo-lhes apenas
que é um fantástico animal!

                               João Nuno Santos - 5º B
                               Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego

Uma criança!


Ser criança
É o melhor que há no mundo.
É não parar quieto
nem um segundo!

Brincar com os colegas à apanhada,
correr no campo e saltar,
é uma paixão!
As crianças só querem brincar
com a sua imaginação!

As crianças não sabem
o que é uma crise
o que é a pobreza...
Só veem o mundo
cheio de beleza
e nunca o dinheiro imundo.

Ser criança
é o melhor que alguma vez pode existir.
É poder imaginar,
ser livre
e conseguir acreditar
que um ser tão frágil
a PAZ pode espalhar!

                       João Nuno Santos - 5º B
                      Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Um fantasma diferente


Era uma vez um fantasma
Chamado Bibulão.
Era feito de ectoplasma
E tinha cara de cão.

 
Assustava toda a gente
Este esquisito fantasminha.
Ninguém era suficientemente valente
Para pôr o fantasma
Com pele de … galinha!

 
Mas o fantasma Ingenuidade
Pôs os miolos a funcionar.
Teve uma ideia:
Irem todos para outra cidade
E o Bibulão já não tinha ninguém
Para assustar!

 
Já não havia ninguém
Para o Bibulão assustar.
A história acabou bem
Para os fantasmas
Que outra cidade foram procurar.


João Nuno Santos – 5º B
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego

Um novo planeta!


Um senhor, de nome Joey Macdonald, vivia nos Estados Unidos e trabalhava na NASA.
Por causa do seu trabalho, relacionado com a astronomia e outros aspetos do espaço, foi escolhido para fazer uma viagem de foguetão até um planeta que tinha sido descoberto por acaso, mas que ninguém sabia dizer nada sobre ele. Era um planeta pequeno de onde se podia avistar a Lua em determinados lugares e momentos. Ora, isto também significava que este planeta estava próximo da Terra.
Logo após o dia em que foi informado da sua missão, este astronauta preparou-se o melhor possível para esta curiosa viagem. Já com o fato vestido, entrou no foguetão e rapidamente se iniciou a contagem decrescente para a descolagem:.

Dez, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um e… descolagem” – anunciava aquela voz de serviço a todas as viagens que implicam uma imponência como é a partida de um objeto monstruoso para o espaço.

Passados dois dias, Joey chega ao planeta desconhecido. Sai do foguetão com tudo o que era necessário para a observação e recolha de material que todos ansiavam na Terra. De repente, viu qualquer coisa a mexer-se. Decidiu arriscar e ver o que seria. Mas… em vez disso só viu umas pegadas. Isso queria dizer que havia vida naquele planeta.
Foi nesse momento que apareceram duas criaturas retangulares com braços e pernas e até rosto! Os seus corpos eram brancos, mas o mais estranho de tudo é que estes seres eram autênticas folhas de papel, mas com vida. Traziam nas mãos tritões feitos de papel que pareciam estar afiadíssimos.
- Mexe-te, ó coisa, – gritou uma das folhas – ainda te picamos!
- Eu não sou nenhuma coisa. Mas agora é que dei conta: vocês falam a mesma língua que eu!
- Sim , sim, mas agora mexe-te.
Joey obedeceu sem mais nada dizer.
Minutos depois, o nosso astronauta estava deslumbrado perante uma cidade de papel. A comida, as mesas, as cadeiras… era tudo de papel. No centro da cidade havia um palácio onde vivia o rei Papel Papes III. Entraram naquele lindo edifício e foram diretos à sala do trono onde estava o rei.
- Sua Majestade, queremos anunciar-lhe que temos aqui uma criatura que fala como nós e não é feita de papel - informou uma das folhas de papel que o tinha detido.
- Não é feito de papel? – perguntou o rei muito zangado – Ponham-no nas masmorras para sempre. Não faltava mais nada termos aqui intrusos.
- Sim, senhor. Sua Alteza pode ficar descansado que iremos executar imediatamente a sua ordem.
E lá foi Joey para as masmorras de papel. Ficou lá três dias até que teve uma ideia. Como as grades eram feitas de papel, ele podia rasgá-las. Os habitantes daquele planeta nem sequer sabiam disso! Foi o que fez e conseguiu escapar sem ninguém o ver. Regressou à sua nave correndo o mais que podia e sem grande alarido para que não o perseguissem.

Quando chegou à Terra, foi recebido como alguém corajoso, pois o planeta era mesmo desconhecido (para além de esquisito). Contou as suas peripécias e ficou famoso, fazendo com que crianças e adultos imaginassem o que será viver num planeta só de papel.

João Nuno Santos – 5º B
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O meu sonho, a astronomia!

Reiniciamos a atividade de publicação do nosso blogue.
O ano letivo 2013-2014 começou e as nossas produções escritas e reflexões vão continuar.
Gostaríamos que todos participassem: alunos, professores, pais, encarregados de educação e outras pessoas que nos venham espreitar neste cantinho de sabedoria.
Contamos com todos os que gostam de ler, escrever, contar, criar, imaginar...
Tentaremos fazer o nosso melhor. Queremos ser umas pérolas de sabedoria!
São todos bem-vindos!
Aqui está o primeiro texto.




Um sonho...


O meu sonho sempre foi ser astrónomo. Gostava de ver os planetas e as estrelas que os rodeia, seguir o espaço infinito e descobrir outras galáxias. Sempre me disseram que era muito difícil conseguir um trabalho como este, mas com trabalho e dedicação eu acho que consigo chegar lá. O meu quarto também dá muito bem para estudar os astros pois está todo enfeitado com planetas e estrelas de papel. E ainda por cima, apesar do quarto ter um sol de papel, o sol verdadeiro não bate lá, o que faz com que fique escuro tal como o espaço.
Hoje, a nossa professora pediu que cada menino fizesse um trabalho sobre o espaço. Quando cheguei a casa, fui direto ao meu quarto ver os livros de astronomia. Pesquisei sobre planetas, estrelas, o sol e a lua. Memorizei tudo e imprimi, depois, no computador. No dia seguinte, mostrei à senhora professora o meu trabalho. Ela leu-o e pôs a nota. Voltou-me a dar o papel e, no meio do cabeçalho, estava um enorme “cinco”. Fiquei maravilhado, pois era o meu primeiro cinco. Cheguei a casa e mostrei à minha mãe. Ela disse que não ia ser muito difícil tirar um curso de astronomia, porque já estou a estudar muito e a querer saber cada vez mais.
António Monteiro - 5º A, nº 4
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego  
 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Uma merecida menção honrosa...

Caros alunos e colegas da Ana Margarida Oliveira,

Estão de parabéns. Uma vossa colega obteve uma menção honrosa no concurso "Uma Aventura Literária ... 2013", da Editorial Caminho. Foi uma honra para todos nós e para o nosso Agrupamento. É assim que trabalhamos. Não desistimos nunca dos nossos sonhos. A Ana Margarida escreveu, criando um texto original sobre um sonho. Veio mesmo a condizer com a temática que este ano escolhemos para o nosso blogue. Vale a pena sonhar e ... escrever! O esforço foi recompensado, pois não esqueçamos que foram milhares de alunos a concorrer...
Espero que todos os que participaram não desistam nunca de colocar por escrito o que sonham, inventam ou pensem. Temos de partilhar com os outros e só assim aprendemos e nos enriquecemos.
O ano está a cghegar ao fim, mas a cruzada do saber ler e escever para compreender o mundo tem de continuar, não se esqueçam nunca disto que vos digo.
Leiam o que a Ana Margarida escreveu e felicitem-na.

A vossa professora: Isilda Lourenço Afonso


Um estranho mundo …

Eu gostava de conhecer o céu e descobrir todas as coisas que há para saber sobre ele.
Um certo dia resolvi andar de avião. Tinha a esperança de descobrir alguma coisa nova sobre essa imensidão.
Estava eu a admirar a linda paisagem através da janela do avião, quando senti a minha cadeira a ir para baixo. Achei estranho, tentei puxar a cadeira para cima, quando, de repente, a cadeira começou a ir mais para baixo, tão para baixo que caí do avião!
 Eu estava em pânico, por isso fechei os olhos. Passado algum tempo senti uma coisa fofa e ouvi uma voz cristalina. Quando abri os olhos descobri que a coisa fofa era uma nuvem e a voz cristalina era de uma fada!
 A fada dirigiu-se a mim e disse:
- Olá! Eu sou a Cristal e esta é a minha nuvem, a Floco de Neve.
Eu fiquei perplexa! Tinha acabado de ser salva por uma nuvem e por uma fada! Não podia acreditar. Bem, acreditasse ou não, não ia ficar ali pasmada a olhar para elas, tinha de falar.
- Olá! Muito obrigada por me terem salvo. Para onde me vão levar agora?
 - Ora, vamos levar-te para a Terra dos Sonhos, é claro! – disse a nuvem.
 - Terra dos Sonhos?
  - Sim, logo vês. Mas primeiro conta-nos o que te aconteceu.
 Ao longo do caminho eu fui contando a minha história.
Minutos depois de eu ter acabado de contar a história, chegamos ao pé de uma placa com um arco-íris e dentro dele a letras douradas dizia:”Terra dos Sonhos “.
Primeiro de tudo, a Floco de Neve e a Cristal levaram-me até ao castelo do Rei Sol e da Rainha Lua, pois para eu conhecer a Terra dos Sonhos tinha de ter a permissão deles.
 Eles receberam-me muito bem e deram-me autorização para conhecer a Terra dos Sonhos. Eu agradeci-lhes e fui para cima da Floco de Neve.
Logo que saímos do palácio encontramos uma nuvem e uma fada. Estavam ambas a chorar. A Cristal apressou-se a dizer:
- Não te preocupes. A responsabilidade delas é garantir que chove pelo menos duas vezes por mês.
 - Responsabilidade? – perguntei eu, intrigada.
 - Sim. Na Terra dos Sonhos todos têm responsabilidades. A minha e a da Cristal é garantir que neva pelo menos duas vezes em cinco anos. Aquela nuvem é a Chorona. – disse a Floco de Neve.
 - E aquela fada é a Ping-Ping - apresentou a Cristal.
 À medida que íamos passando por fadas e por nuvens, a Cristal apresentava as fadas e a Floco de Neve às nuvens.
Depois de uma hora de apresentações, fomos descansar e logo a seguir fui conhecer a Íris, que é um arco-íris, a seguir o Zig- Zag, que é um trovão, e por fim a Bilha, que é uma estrela cadente.

 Já de noite a Floco de Neve e a Cristal levaram-me a casa. A Floco de Neve entrou pela janela do meu quarto e pousou-me na minha cama.
 Mal elas se foram embora eu adormeci.
 De manhã, quando acordei, pensei que tudo não passava de um sonho. Foi quando olhei para a minha mesinha de cabeceira e vi um medalhão com o símbolo da Terra dos Sonhos e ao lado um papel que dizia:
”- Tens aqui uma lembrança da Cristal, da Floco de Neve e de todos os teus amigos. Sempre que quiseres visitar-nos, abana o medalhão e virás ter connosco. “
Eu fiquei contentíssima e nunca esqueci este dia!!!
                          
      Ana Margarida  Oliveira – 6º 4
      Agrupamento de Escolas Latino Coelho - Lamego  
      Escola Básica 2, 3 de Lamego

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Um livro para viajar... com os olhos e o coração!

As migrações são um tema atualíssimo não só no nosso país como no mundo. É algo que nos faz pensar, nos torna, por vezes, apreensivos, mas que é necessário abordar para compreender os motivos que levam a que tantas pessoas deixem os seus lares. Há aspeto que são positivos, mas como tudo na vida, há aspetos menos positivos.
A obra "A Cotovia via ... via...", destinada a crianças e jovens até aos 14 anos, permite-nos viajar por vários espaços do mundo, sempre acompanhados de uma cotovia, que se preocupa com todos aqueles que vai encontrando, tentando dar-nos a conhecer e levar-nos a refletir sobre temáticas sociais, humanas e ambientais que existem no mundo e que não podemos ignorar. Há que começar a agir e por muito que nos custe, temos de reconhecer que há um caminho muito longo para trilhar para que alguns aspetos e situações se resolvam ou, pelo menos, que tornem as vidas das pessoas mais digna.
Os alunos do CEL trabalharam esta obra com os seus professores de forma sábia, o que significa que a mensagem passou e foi compreendida por todos. Continuem com esta vontade se querer aprender com  a leitura e um bem-haja a todos os professores e biblioteca do CEL por todo o trabalho e esforço que desenvolveram para se conseguirem trabalhos com tanta qualidade.











Leiam e apreciem as palavras e as ilustrações desta obra "A Cotovia via... via".



                                                           Isilda Lourenço Afonso