terça-feira, 7 de janeiro de 2014

A Rena e o Raposa



Tendo a Raposa
uma grande vontade de comer,
quis ela enganar
a sua amiga Rena,
que umas bagas trazia
nos cornos.

"Ai, comadre Rena,
que lindos cornos tens tu!"

Muito vaidosa,
a rena abana os seus cornos.
"Obrigada pelo elogio, comadre!"

A Raposa, muito esperta,
conseguiu um bago,
mas desejava mais e mais...

"E... e... que lindo pelo!"
Abana os seus cornos novamente,
mas desta vez
caem quatro bagas à raposa.

Já com a barriga cheia,
a Raposa consegue comer à borla.
Mas que matreira!


Maria Beatriz Fonseca - 5º B
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego

Melão ou melancia?

Vi uma fruta cor de pele.
Era redonda e muito estranha.
A todos perguntei:"O que é isto?"
Mas só me responderam:"Não sei."

Perguntei ao meu tio João:
"O que é isto?
Não se nota. Será um mamão?"

Nome tão estranho nunca ouvi.
Muito feliz, fui dizer ao meu irmão Simão.
"Vê o meu mamão"
"Isso não é um mamão.
Isso é um limão."

Mais confusa fiquei.
Seria melão, melancia, mamão ou limão?
Mas que grande confusão!

Farta de tantas respostas, optei por perguntar à própria fruta:
"És melão,melancia, mamão ou limão?"
"Sou melão, sou melão!"

Maria Beatriz Fonseca - 5º B
Agrupamento de Escolas latino Coelho, Lamego

Télio, o novo Camões!

Télio era um poeta, um poeta que, pelos seus fantásticos poemas sobre História de Portugal era conhecido como "Pequeno Camões". Escrevia grandes poemas.

"Cavalgava ele até à morte
D. Sebastião,
sem saber o que o esperava.
Foi e não veio.
Há de vir de novo em todo o seu resplendor,
por entre as majestosas brumas de nevoeiro.

Virá ou não?
O mistério continua..."

Como veem, era um grande escritor. Cresceu, cresceu e aos 19 anos escreveu um livro de fama mundial. Era um livro que falava sobre guerra, paz, tradições. Um excelente livro! Foi por isso que ficou conhecido como "O novo Camões".
Mas acham que ele existiu mesmo?

João Nuno Santos - 5º B
Agrupamento de Escolas latino Coelho, Lamego

domingo, 22 de dezembro de 2013

Jesus nasceu!



Jesus Cristo nasceu
Eis o nosso Deus,
Eis o nosso Salvador!
Ele é rei,
Ele é Senhor,
Ele é Messias
Ele é Cristo!

Nasceu num estábulo
Com Maria e José,
Animais sagrados
Viram-no nascer,
Vaca e galo,
Ovelha e, talvez, outros. 
Estamos por saber!

Ele é Senhor,
Ele é Messias,
Ele é Cristo!

Nasceu e cresceu
Tornou-se rei antes de nascer.
Era Deus, Messias,
Era Cristo Rei!

Foi perseguido por ser Deus,
Foi abençoado por Reis Magos.
Foi Ele, Jesus Cristo
E ainda hoje Ele está
Nos nossos corações
Em todo o mundo
Com todo o Universo.

Ele é Senhor
Ele é Messias
Ele é Cristo!

João Nuno Santos - 5º B
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Natal de todos!

Nesse dia da participação na biblioteca, alguns colegas leram poesias de autores portugueses e até da autoria de um dos alunos.


A aventura da Mãe Natal

Ia o Pai Natal
Entregar os presentes
Caiu num monte de neve
Partiu uma perna e dois dentes.

Agora, quem é que ia entregar
Os presentes de Natal?
As renas? Os elfos?
Talvez a sua prima Dedal?

Foi então que apareceu um herói,
Ou melhor, uma heroína:
A mulher do Pai Natal,
Pronta, já do pequeno-almoço
Cheio de cafeína!

Lá foi a Mãe Natal
A uma velocidade furiosa.
Sentiu-se radical,
Sentiu-se radiosa.

Passada uma noite inteira
Já tinha a Mãe Natal tudo acabado
O Pai Natal felicitou-a
Pois já se sentia curado.

João Nuno Santos – 5º B
Rudolfo
Rudolfo era uma rena
Uma rena abandonada.
Andava à deriva no mar
Com o frio ficou constipada.


Foi então que embarcou
Mesmo no Polo Norte.
Lá ainda fazia mais frio
Ia ser aí a sua morte.

Foi por aí perdido
Com o nariz estranhamente a brilhar.
Devia ser da constipação
Que estava a piorar.

Foi então que encontrou
O Pai Natal.
Ia partir,
Logo de seguida para o Nepal.

Mas havia um grande problema:
O nevoeiro não dissipava!
 Então o Pai Natal viu o Rudolfo
Com o nariz a brilhar!
Era o que ele precisava para o caminho
Iluminar!

Pai Natal deitou-lhe pó mágico
Para ele conseguir voar.
Ordenou que fosse à frente
Para no nevoeiro o guiar.

Foi assim que Rudolfo
Se tornou uma famosa rena.

Quem vive em pobreza extrema
Mais tarde, ou mais cedo
Será recompensado
Com um sorriso alado.
João Nuno Santos - 5º B
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego
Num dos dias da Feira do Livro (de Natal) da nossa biblioteca da E. B. 2, 3 de Lamego, apresentámos uma peça de teatro alusiva à mensagem da época natalícia. Estiveram a assistir os nossos colegas, mas também professores.

UM   PERFEITO   PRESENTE

Cena 1

O narrador está do lado direito. A mãe está do lado esquerdo a preparar o jantar, enquanto o pai está sentado no sofá a ver televisão.
Narrador – Certo dia, dia esse de Natal, dois casais amigos, com filhos, combinaram encontrar-se em casa de Carolina e de Ricardo (um dos casais).
Ricardo – Querida, já está tudo preparado para logo, para a ceia de Natal?
Carolina (chegando-se à beira do marido)Sim, amor, já está tudo pronto. Eles devem estar a chegar. E tu? Já enfeitaste a árvore de Natal?
Ricardo – Já tratei disso há séculos!... Aliás, foi o Luís que tratou de tudo. Agora faz-me um favor: deixa-me ver o meu documentário…
Carolina – Documentário de quê?
Ricardo – Um documentário de palavras difíceis…
Carolina – Palavras difíceis? Como?
Ricardo – Ora, como in-quist-inqu-tiu-tiu-ção e ot-tor-lin-golarin-gis-ta!
Carolina- Não queres dizer inconstitucionalidade e otorrinolaringologista?
Ricardo – Claro! Foi isso mesmo o que eu disse!
Carolina (suspirando) – Ai1 Ai! Os homens e o português!

Cena 2

Narrador – É então que aí chega o outro casal com a sua filha. Traziam prendas para todos. Joana, Rafael e a filha aproximam-se.
Joana (vira-se para a filha) – Agora, porta-te bem! Se te portares mal, não há prendas!
Isabel – Já sei, mãe! (virando-se para o público e em voz mais baixa) Como se isso fosse verdade…
Joana bate à porta.
Ricardo (abrindo a porta) – Olá, estão todos bem? Como estão? Vão entrando. (Entretanto, vão-se cumprimentando e falando)
Carolina (aparecendo da cozinha)  - Olá, meninos! Já estávamos à vossa espera! Oh! Mas tantas prendas!... Não era preciso! Só queremos a vossa amizade, a vossa companhia…
Joana – Ora essa, Carolina! São apenas uns miminhos!
Rafael – De Natal!
Ricardo – Bom, crianças, agora vão até ao vosso quarto brincar, enquanto pomos a mesa.
Isabel e Luís – Iupi! Iupi! Vamos nessa!

Cena 3

Isabel e Luís dirigem-se para o quarto, enquanto os pais põem a mesa.
Isabel – Sabes, Luís, eu acho que os meus pais me vão dar uma PS4. Acabou de chegar ao mercado!
Luís – Mas é tão cara! 400 euros! Ainda por cima em tempo de crise! Também gostava de ter, mas nem me atrevo a pedi-la aos meus pais. O dinheiro é necessário para coisas mais úteis e que façam realmente falta!
Isabel – Então, o que é que tu pediste?
Luís – Eu gostava de ter um livro de Piratas e Corsários. Adoro aventuras com muitas lutas e descobertas de tesouros!
Isabel – O quê? Queres ter um livro? Essas coisas são só para totós!...
Luís – Totós? Tu és tonta! Os livros são tão importantes! Aprendemos tanto com eles!... Com os que lemos em casa, com os que lemos na escola…
Isabel – Não me fales em escola! A escola é uma “seca”!
Luís – Seca? Que disparate!
Isabel – Oh! Vais-me dizer que adoras a escola?
Luís – Não, também não chego a tanto! Mas, reconheço que a escola é importante para aumentarmos os nossos conhecimentos, aprendermos a saber ser, a saber estar…
Carolina(gritando)Meninos, vamos jantar!

Cena 4

À mesa, Isabel e Luís lutam por um sumo.
Ricardo (gritando)Meninos, ordem na mesa! Luís, não foi esta a educação que te dei!...
Rafael – Filha, nem te reconheço!
Isabel – Desculpem!
Luís – Desculpem-nos, por favor!
Carolina – Vá, estão desculpados. Vamos comer descansados e partilhar a amizade que nos une e a alegria de passarmos mais um Natal todos juntos, com muita paz, saúde e amor.

Cena 5

Levantam a mesa. Arrumam a cozinha.
Isabel – Mãe, mãe! É agora que vamos receber as prendas, certo?
Joana – Carolina, que dizes? És a dona da casa.
Carolina – Com certeza, queridos!... Vamos lá começar!
Luís e Isabel – Viva!
Narrador – Luís ficou com o livro que queria, mas Isabel, também ficou com o que desejava?
Entretanto, desembrulham as prendas.
Isabel – O que é isto?
Joana – É um livro de magia, não gostas?
Isabel (revoltada) – Detesto (e atira o livro para a mesa). Eu pedi uma PS4.
Rafael – Filha, nos tempos de hoje não podemos pensar em tal. Não temos dinheiro para isso!
Joana – Temos de nos alimentar, vestir, calçar, ir ao médico e comprar medicamentos, sempre que seja necessário.
Rafael – E, não te esqueças que hoje estamos empregados, mas amanhã podemos não estar!...
Joana – Bom, mas se não queres o livro, não faltará quem sinta prazer em o ler e em aprender a fazer truques de magia!
Luís – Ó Isabel, vê se entendes a situação difícil pela qual todos passamos e, … olha, seria bem giro irmos até ao quarto e prepararmos uns truques de magia para animarmos o serão! Ana daí, não sejas parva!
Isabel (demora alguns instantes, pensando no que dizer)Ai! Sou mais que parva! Fui mesmo estúpida e mal-educada. Desculpem pai, mãe, Luís, Carolina e Ricardo. Desculpem-me mesmo! Portei-me muito mal, fui egoísta, até dizer chega! Prometo, a partir de hoje, pensar mais nos outros e menos em mim.
Narrador – E foi assim que Isabel aprendeu que o egoísmo não leva a lado nenhum e que a generosidade e a humildade são valores a preservar. São eles os verdadeiros e perfeitos presentes de Natal, deste Natal, de todos os Natais! Hoje e sempre!

Autores e atores: Alexandre, Ana Isabel, João Nuno, Diogo, Catarina, João Carlos, Maria Beatriz   - 5º B
Encenação e produção: Drª. Regina Santos
Trabalho elaborado em aula de Português e tempos não letivos dos alunos e professoras, para a Feira do Livro de Natal.
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

"O que estás a fazer?"


No dia 28 de novembro de 2013, por volta das 9h, fomos ao TRC para assistirmos a uma peça cujo título era “O que estás a fazer?”.
Esta representação tinha como tema “A segurança na Internet”. Era uma peça de humor, de âmbito educativo e bem adequada para todas as famílias, principalmente para aquelas que utilizam as redes sociais e que não controlam o acesso dos seus filhos à Internet e outras ferramentas digitais.
Os atores utilizaram, ao longo do seu discurso dramático, vocabulário relacionado com o campo lexical digital: password, login, layout, link, chat… e muitas outras palavras que todos nós já ouvimos no quotidiano e já quase não damos conta que as utilizamos.
A meio da representação, os atores pediram a três meninos que fossem ao palco para enfrentarem um desafio. Um deles seria uma porta, outro, um computador e, o terceiro, uma senhora que ia comprar um computador. Toda a ação se relacionou com os perigos que se encontram no espaço digital e das redes sociais, quando comunicamos com quem está virtual.
A peça foi um sucesso! Gostamos e apreciamos. Mais uma vez pudemos constatar que a arte de representar é útil e nos consegue envolver nos temas e assuntos que nos propõem em palco. Só esperamos que, sempre que formos ao TRC nos apresentem uma peça desta qualidade.

João Nuno Santos - 5º B

Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego