terça-feira, 20 de maio de 2014



   Alguns alunos do 5º ano do Agrupamento de Escolas Latino Coelho participaram no concurso "A melhor carta 2014", promovido pelos CTT. Este ano o tema era sobre "A importância da música na nossa vida".
Aqui fica uma delas.                                                                    


                                         Vila Musical, 22 de Janeiro de 2014

Cara Miley Cyrus,

Escrevo-te esta carta porque achei que eras a pessoa indicada para falar sobre a importância da música. Tu és uma das minhas cantoras favoritas, tudo o que cantas me inspira…
A música é uma melodia composta por várias regras, é tocada por vários instrumentos, músicos, cantores… Os cantores são muito importantes numa banda, os músicos e os instrumentos são a única coisa que não pode faltar numa banda. Há vários tipos de músicas dos quais vou fazer referência apenas a alguns.
A ópera é uma música muito dramática, os cantores têm a voz muito afinada, uma vez que este tipo de música exige muito da voz, e só se consegue ser um autêntico tenor após muita dedicação, tempo, esforço e abnegação. É algo que tem de ser muito exercitado e pede muito às nossas cordas vocais.
O rock é uma música muito mexida e barulhenta. Os nossos ouvidos podem mesmo ser afetados por estes ritmos alucinantes. Claro que repeito quem gosta de a ouvir e sentir, mas há que ter cuidado.
Outros tipos de música existem com outras caraterísticas muito diferentes ou semelhantes. De qualquer maneira, a música alegra-nos quando estamos tristes, faz-nos chorar quando nos comove, faz-nos rir quando é engraçada… e podia estar aqui o tempo todo a dizer o que a música nos pode fazer.
Contudo, aquela que é mais importante, mesmo a mais importante é a que é passada nos hospitais e nos institutos de oncologia. Aí, onde encontramos pessoas solidárias que tudo fazem por quem está a tratar-se, um pouco de música é ouro sobre azul! Cantam às pessoas doentes, levantando o seu ânimo, esses enfermos acompanham-nos, trauteiam ou simplesmente ouvem, o que as leva a esquecer um pouco os seus males.
Aquilo que me entusiasma mais é a boa disposição das pessoas, que tiram parte do seu precioso tempo para irem ao hospital e ao IPO cantar, divertir e mudar o humor aos doentes. A propósito, vou contar-te uma história sobre um doente que era um pouco diferente dos outros: era um doente especial.
Era uma vez um menino chamado Kevin que era muito extrovertido, digamos que tinha energia a mais. Ora, um dia, o Kevin foi parar ao hospital.
Às três horas em ponto, saiu da sua casa para ir para a catequese. No caminho tinha que passar por uma passadeira.
Quando estava a iniciar a passagem, foi atropelado, porque apareceu um carro lançado de um dos lados, cujo condutor ia a falar ao telemóvel, distraído e sem cumprir as regras da estrada. Foi parar ao hospital.
Lá os médicos perguntaram-lhe o que sentia. Fizeram-lhe análises e diagnosticaram-lhe algo de grave no coração (coisa que ninguém suspeitava).
Felizmente a lesão tinha solução e imediatamente informaram a família e o Kevin, claro. Quando ficou a saber que tinha um problema grave, deixou de falar e de querer tomar os medicamentos, por raiva. O hospital convidou muitas pessoas para o distraírem e o fazerem falar e dialogar. Nada estava a resultar.
Um dia, o hospital decidiu convidar um cantor muito famoso e, por acaso, era o cantor favorito do Kevin. Ao vê-lo e ao ouvi-lo, parece que outro Kevin renasceu. Pediu-lhe que cantasse uma música e o cantor fez-lhe a vontade.
  No final, Kevin era outra pessoa: falava com todos os doentes, com os médicos e enfermeiros, ria-se, divertia-se a contar histórias e até passou a colaborar com os médicos em tudo o que eles queriam que ele fizesse para que o seu problema de saúde fosse ultrapassado. E tudo se resolveu. Passou ele a prestar voluntariado nesse hospital, cantando e entoando canções sempre acompanhado da sua guitarra (acabou por ir aprender a tocar este instrumento de propósito para alegrar quem precisa).
Que pensas desta história real que te contei? Quando gravares um novo álbum, não te esqueças de uma musiquinha para todos aqueles que sofrem e a quem essa música vai ser um remédio… Pensa nesta sugestão!
Fico a aguardar notícias tuas. Canta, canta e encanta…
Agradeço a tua atenção.

Uma tua fã,    
 Soraia   

E. B. 2, 3 de Lamego
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego



terça-feira, 13 de maio de 2014

Um sonhador!




O Pedro era um menino estranho. Na escola parecia estar sempre num outro mundo, sempre distraído, sempre perdido nos seus pensamentos. Os professores, muito preocupados, chamavam regularmente os pais de Pedro à escola, na esperança de que eles pudessem resolver aquela situação, mas a verdade é que os pais do Pedro também não sabiam o que fazer.
 O Pedro era um menino estranho. Acima de tudo, o Pedro era um menino triste e sem vontade de viver.
Certa noite, estava o Pedro a preparar-se para dormir quando, de repente, lhe apareceu à frente um anão de olhos azuis e cabelo castanho muito encaracolado. O Pedro, muito surpreendido, perguntou:
 - Quem és tu?
 - Olá, Pedro! Eu sou o António. Sou o teu novo amigo!
 - Tu não és meu amigo! - disse o Pedro, exaltado.
 - Claro que sou! E estou aqui para te dar um conselho. Não te deixes vencer pela tristeza que tens no teu coração. Ainda vais viver experiências incríveis! Essas experiências vão fazer com que dês mais valor à tua vida, porque uma vida não é dada por acaso. Uma vida é dada só a quem merece! - disse isto o anão e logo desapareceu.
O Pedro ficou confuso. Teria sonhado? Teria aquilo acontecido de verdade? Cansado, adormeceu e não mais pensou naquilo.
Nos dias, meses, anos que se seguiram tudo continuou igual ao que sempre fora. O Pedro continuava a ser um menino estranho e, acima de tudo, triste. Fazia surf, praticava futebol, saía com os amigos mas ainda não gostava de viver.
Até que um dia, conheceu uma menina muito bonita chamada Vitória. Ela tinha olhos azuis e cabelo louro. Era magra, de estatura média. Bonita por fora e também por dentro, pois tinha um grande coração.
Foi amor à primeira vista.
Um dia, quando se iam finalmente beijar, o Pedro lembrou-se das palavras ditas pelo anão, que nem sabia se existia de verdade: “ Uma vida não é dada por acaso, ela só é dada a quem merece!”
O Pedro sentiu-se feliz pela primeira vez e a sua vida nunca mais foi a mesma. Ele tinha agora uma vontade enorme de viver e aproveitar ao máximo a vida que lhe tinha sido dada.
 Nem sempre percebemos o que nos é dito no momento em que é dito, mas tudo na vida tem um sentido.

Rodrigo Gabriel – 5º B
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego

terça-feira, 29 de abril de 2014

Um irmão especial



O meu irmão, por quem tenho uma enorme afeição, chama-se Daniel Jorge. Gosto dele não só por ser apenas meu irmão, mas sim por ser divertido, criativo, carinhoso, defensor e amigável.
Devo dizer-vos que é um orgulho ser seu irmão por muitas e muitas razões. Ele é dos melhores alunos da sua turma, apesar de andar no primeiro ano.
Vou contar-vos uma história que mostra a afeição que tenho por ele.
Nestas férias fomos para a rua dar uns remates na bola. Três rapazes e uma rapariga queriam tirar-nos este objeto precioso (para nós). E conseguiram-no. Fugiram pelo bairro. O meu irmão, como sabe que tenho uma admiração por aquela bola, fez tudo para consegui-la.
Enquanto eu bebia na fonte, o meu irmão percorreu sem parar o bairro inteiro (e o bairro é enorme), subiu escadas, desceu escadas…Depois de beber água, colocou-se atrás do menino que se chamava João e rapidamente lha tirou e passou-ma. Corri até perto da minha casa, e nunca mais se meteram connosco.
Estivemos o resto da tarde a jogar futebol em paz e sossego.
O meu irmão é uma pessoa especial que eu amo e desejo que me acompanhe pela vida fora. Hei de protegê-lo para sempre.

Rui Jorge Magalhães – 5º B

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Um hotel assombrado



Num belo dia de primavera, abri a janela do meu quarto e vejo um lindo e melodioso melro numa cerejeira. Bem, vários melros numa cerejeira, melros a mais! Que estranho!
Decidi segui-los. Não sabia para onde iam, mas como sou curiosa… Foram ter a uma casa que era fantástica: grande, bonita e bem pintada…
Entrei, parecia uma casa saída dos livros que tenho lido! Fiquei sem palavras. A casa era luminosa, tinha uma mobília cheia de feitios, sinceramente parecia que estava dentro de um dos meus livros!...
Até que começou a chover torrencialmente e a coisa ficou feia: não conseguia ir para casa, teria de passar o dia naquela casa misteriosa.
Entrei em todos os compartimentos: a cozinha parecia dos anos 70, nos quartos (e havia muitos quartos) havia papéis como se estivesse num hotel, uma secretária, perto da entrada, idêntica à receção de um hotel… Só podia dizer uma coisa: estava num hotel abandonado! Mas estava em tão bom estado!...
Chegou a noite, entrei num quarto e deitei-me em cima da cama. Não conseguia dormir com a chuva a bater na janela e a fazer estalidos no chão. Ouvi, então, um barulho que vinha de uma torre, onde eu ainda não tinha entrado. Já que não conseguia adormecer, fui espreitar um pouco. Subi as escadas em caracol, que mais pareciam um escorrega, e cheguei ao topo.
Dei de caras com um desconhecido. Agora tudo fazia sentido. Aquele homem tinha vindo a tratar do hotel, por isso estava em tão bom estado. Era um homem de estatura média, nem gordo nem magro, com olhos castanhos, barba e com pouco cabelo. Usava uma camisola azul, calças pretas e umas sapatilhas de um azul escuro como a água do mar à noite.
- Quem te guiou até aqui, minha menina? – perguntou com uma simpatia do outro mundo.
- Os melros – disse eu, com um pouco de medo.
- Ai que marotos! – exclamou o homem.
Passado este momento de conversa, demos conta que já éramos amigos, ou melhor, grandes amigos. A chuva parara, o sol abrira e espreitava por entre as nuvens.
- Bem, vou para casa. A minha mãe deve estar preocupada comigo ao dar conta que não dormi em casa! – declarei eu, apressadamente.
- Catarina, Catarina, acorda, tenho de te levar à escola! – chamava a minha mãe.
Eu sabia que não era real. Fora tudo na minha cabeça. Mas ao ir para a escola, vi que estavam a construir um hotel no mesmo lugar dos meus sonhos…


 Catarina Guedes - 5º B
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego

Poema Livre



Sorrir é amar,
É dedicar-se aos momentos
Felizes da vida!...

Num momento triste,
Lembra-te de um amigo.
Um amigo deve estar
Nos momentos felizes
E infelizes!

A amizade,
Por mais curta que seja,
Nunca é esquecida,
Porque o amor nunca se esquece.
Ele só dorme,
Depois acorda
Mais lindo que nunca!

Não se escolhe um amigo,
Pela aparência,
Mas sim pelos sentimentos.

No fundo de cada alma
Há tesouros escondidos,
Que só o amor e a amizade
Os podem descobrir!

Amigos são que nem sol,
Não precisam de aparecer
Todos os dias,
Para sabermos que existem.

Não deixes
Que os teus medos se tornem
Obstáculos no caminho
Da tua amizade!

                                             Mariana Gonçalves - 5º B
                                             Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego