sábado, 12 de dezembro de 2009

Estrelinha Irrequieta

Numa noite de luar, andava eu a fazer companhia às outras estrelas e à minha melhor amiga.
- Estamos quase na noite de Natal, ou estarei desorientada? - perguntava eu à minha amiga Lua. - Sim, não estás nada desorientada. É mesmo verdade. Estou ansiosa! – exclamou a Lua.
Na noite seguinte, era a véspera de Natal, como pude comprovar pelo calendário que uma estrela que andava na escola me mostrou. Era uma estrelinha muito organizada.
- Estrelinha Radiosa, Estrelinha Radiosa, nasceu o Menino Jesus! – insistia a Lua.- Tens de ir contactar os reis magos para trazerem ouro, incenso e mirra.
- Está bem, mas.. m..m.. mas quando é que vou? – perguntava eu.
- Vai, arranja-te, despacha-te. Não percas tempo.
E tive de ir. Ainda pedi algumas informações para encontrar o caminho mais rápido. Alguns cometas e satélites ajudaram-me a procurar as distâncias mais curtas para não perder tempo. Eu tinha uma responsabilidade e isso era um dever meu.
Cheguei ao centro de Belém e lá estavam eles a procurar o caminho.
- Ei, ei, Melchior, segue-me. Eu sei onde está o Menino Jesus. Não te preocupes com mais nada. Sou eu a guia.
E assim foi. Um pouco desconfiados, mas lá me seguiram. Dirigimo-nos até um alto monte com árvores enormes, cheio de silvas e de urtigas. Lá estava, bem ao longe, mas já se vislumbrava bem o Menino despidinho, deitado na manjedoura, acompanhado da vaquinha e do burrito a aquecerem-no.
- Muito obrigado, Estrelinha Radiosa! Foste a nossa salvação. Sem ti tínhamo-nos enganado no caminho e levaríamos muito mais tempo a chegar ao nosso destino – disse-me Melchior, agradecendo-me pelo meu empenho.
- Não fiz nada que não estivesse ao meu alcance e fi-lo com todo o gosto – acrescentei eu - Gostei de ajudar os reis magos. Foi divertido.
-Pois, mas agora temos de ir convidar o Mundo para lá ir visitá-lo – convidou a Lua.
E vocês, já foram ajudar os reis magos a encontrar o Menino neste Natal?

Susana - 6º 1

Será assim tão estranho este sonho?

O Pai Natal teve um lindo sonho, tão lindo que nem queria acordar!
No seu sonho, não havia cães abandonados pelos seus donos, nem crianças tristes à espera de terem uma família.
O Pai Natal teve um sonho lindo, tão lido que não queria acordar. No seu sonho, não havia pessoas maldosas a raptarem crianças. No seu sonho também não havia pessoas racistas nem lixo pela rua a poluir o ambiente.
O Pai Natal teve um sonho lindo, tão lindo que não queria acordar. Nele, todos os cães tinham uma casa; não havia pessoas maldosas e todas as crianças tinham uma família e eram… FELIZES!

Alexandra - 5º 1

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A rima "ão"

Havia um velho rezingão
Berrava com o seu vizinho comilão.
Não se davam bem
Porque um era magro
E o outro um mandrião.

O gordo era comilão
E o magro era rezingão.

Uma vez deram a mão
E ficaram como irmãos.
O rezingão e o comilão
Ficaram todos trocados.
O comilão ficou magrição
E o rezingão ficou gordão.

Os vizinhos ficaram como queriam.
O comilão queria ser magrição
E o rezingão queria ser gordão.

José Pedro – 5º 1

Os Direitos da Criança

A família,
Todos nós temos direito,
A ter uma mamã e um papá
Que nos dêem sermões
Mas também que nos saibam amar.

A alimentação,
Os pais têm o dever
De a arranjar
Para crescermos
E sobrevivermos.

O direito de aprender
Nós temos de o ter
Para crescer
E conhecer.

A identificação,
Todos temos de ter um nome
Para sermos identificados e chamados.

Por acaso, os pais é que escolhem
Um nome de menina ou menino
Conforme eles sejam.

Felicidade,
Nós temos de ser felizes
E para isso
Os pais têm de contribuir,
Levar-nos a passear,
Mas também temos de estudar.

Carolina e Ana Sofia – 5º 1

O Vírus

Na rua do olival, apareceu o vírus H1N1
Que era todo janota e contagiou a D. Carlota.
A D. Carlota, ao sentir-se mal
Foi imediatamente para o hospital.

A rua do olival ainda ficava longe do hospital.
A D. Carlota, ao fazer o tratamento, pensou:
“Então, estou eu aqui no hospital,
E nem posso tratar do meu animal!?”

O animal da D. Carlota
Era uma minhoca.
Pediu à vizinha para tratar a minhoquinha.
A vizinha, enojada, ficou desesperada.

Quando a mulher ficou melhor
O vírus H1N1 começou a desaparecer
Do organismo da mulher.

Quando a mulher chegou a casa,
Ficou contentezinha,
Porque a minhoquinha
Estava mesmo bem tratadinha.

Sofia – 5º 1

Grande Maroto, este vírus

Era uma vez um grupo de amigos que iam brincar para casa de um deles. Bateram à porta e a mãe apareceu com más notícias.
- O Rui está com gripe – afirmou ela, muito triste.
O tal grupo de amigos, pasmado, perguntou:
- Mas que gripe?
- A gripe A – respondeu a mãe.
Foram então para casa do seu parceiro que não tinha gripe A e informaram a mãe:
- O Rui está com gripe A. Viemos embora para que o vírus não se transmita.
- A gripe A? Ah, não! Mas quem vos disse? – perguntou a mãe.
- Foi a própria mãe do Rui.
- Querem saber o que é isso de gripe A? – sugeriu ela.
- Claro que queremos! – exclamaram os amigos.
Ela abriu um livro e apareceu um micróbio falante.
- Ah, ah, ah! Eu sou o vírus que provoca a gripe A. Chamo-me H1N1. Apareço em todos os lados mais do que o da gripe normal.
- Ora esta, hein? Um vírus falante! Isto é ridículo… - concordaram todos, em coro, excepto o vírus da gripe A. - Podes brincar e zombar de nós se estivermos em grupos de vários milhares de pessoas?
- Ah, pois é! Só vos digo que se estiverem junto do Rui nos próximos sete dias, garanto-vos que apanham a gripe A. Ah, ah, ah… - ria o vírus todo contente. - Vocês não escapam.
- Nós não fomos a casa dele, porque a mãe nos avisou a tempo. Mas mesmo que ele espirrasse junto de nós, iríamos imediatamente lavar as mãos.
- Nós odiamos uma boa lavagem; odiamos sabonete e também desinfectante. São os nossos inimigos – dizia o vírus a tremer a voz.
- Ah, então não gostas de sabonete! – exclamava o Duarte – Mas lá na escola, para além do sabonete, agora usa-se desinfectante, como é de lei nos espaços públicos.
- Pois é. Estou agora a lembrar-me. A gripe A está a atingir toda a gente que não é cuidadosa – disse o Bruno.
- E se alguém ficar doente, vamos ter de ligar à linha Saúde 24 cujo número é 808242424 – acrescentou a mãe.
Então pegaram no sabonete e disseram:
- E que tal…
- E que tal o quê? – perguntou o vírus valente.
- E que tal levares com a lavagem do sabonete e do desinfectante? – brincaram o Bruno e o Duarte.
- Pára, pára. Estão a dar cabo de mim – disse as últimas palavras o micróbio falante.
E desapareceu do livro.
- Nunca mais o vamos ver – afirmaram todos em coro.
No dia seguinte, os amigos do Rui foram a sua casa para ver se ele já estava curado. Bateram à porta e a mãe disse:
- Já podem brincar com o Rui. Tudo está passado e para vocês já não há perigo de contágio.
E ficaram todos a divertir-se, depois de uns dias de interrupção.

José Pedro – 5º 1

sábado, 14 de novembro de 2009

A Exposição de Emília Nadal

No dia seis de Outubro, eu e os meus colegas fomos à Casa do Poço, a pé com os senhores professores.
Apreciámos uma exposição de Emília Nadal. Conhecemos a nossa guia, cujo nome era Patrícia. Era muito simpática e, para além dessa qualidade, cada vez que nós observávamos um quadro, dava-nos explicações sobre o tema e pedia as nossas opiniões ou até que descrevêssemos o que víamos.
Foi interessante, porque as opiniões quase nunca coincidiam. É a arte. Ela deve ser entendida e sentida por cada um à sua maneira.
A Patrícia disse-nos que Emília Nadal gosta de pintar os seus quadros a ouvir música clássica, o que para nós foi novidade. Ainda é viva e é uma senhora muito católica que pintou muitos quadros e fez esculturas, estando algumas naquela exposição.
Ainda nos informaram que um dos seus quadros tinha sido inspirado num que fora pintado há seiscentos anos. Isto demonstra que é uma pessoa muito culta e que gosta de apreciar aspectos de épocas distantes.
No final, os senhores professores reuniram-nos para regressarmos à escola.
Gostava de lá voltar, mas preferia que a visita fosse mais longa. Foi bom ouvir e sentir o que alguém pintou. Adorei conhecer a Casa do Poço e a exposição que tão bem nos foi explicada.

Alexandra – 5º 1