terça-feira, 24 de novembro de 2009

O Vírus

Na rua do olival, apareceu o vírus H1N1
Que era todo janota e contagiou a D. Carlota.
A D. Carlota, ao sentir-se mal
Foi imediatamente para o hospital.

A rua do olival ainda ficava longe do hospital.
A D. Carlota, ao fazer o tratamento, pensou:
“Então, estou eu aqui no hospital,
E nem posso tratar do meu animal!?”

O animal da D. Carlota
Era uma minhoca.
Pediu à vizinha para tratar a minhoquinha.
A vizinha, enojada, ficou desesperada.

Quando a mulher ficou melhor
O vírus H1N1 começou a desaparecer
Do organismo da mulher.

Quando a mulher chegou a casa,
Ficou contentezinha,
Porque a minhoquinha
Estava mesmo bem tratadinha.

Sofia – 5º 1

Grande Maroto, este vírus

Era uma vez um grupo de amigos que iam brincar para casa de um deles. Bateram à porta e a mãe apareceu com más notícias.
- O Rui está com gripe – afirmou ela, muito triste.
O tal grupo de amigos, pasmado, perguntou:
- Mas que gripe?
- A gripe A – respondeu a mãe.
Foram então para casa do seu parceiro que não tinha gripe A e informaram a mãe:
- O Rui está com gripe A. Viemos embora para que o vírus não se transmita.
- A gripe A? Ah, não! Mas quem vos disse? – perguntou a mãe.
- Foi a própria mãe do Rui.
- Querem saber o que é isso de gripe A? – sugeriu ela.
- Claro que queremos! – exclamaram os amigos.
Ela abriu um livro e apareceu um micróbio falante.
- Ah, ah, ah! Eu sou o vírus que provoca a gripe A. Chamo-me H1N1. Apareço em todos os lados mais do que o da gripe normal.
- Ora esta, hein? Um vírus falante! Isto é ridículo… - concordaram todos, em coro, excepto o vírus da gripe A. - Podes brincar e zombar de nós se estivermos em grupos de vários milhares de pessoas?
- Ah, pois é! Só vos digo que se estiverem junto do Rui nos próximos sete dias, garanto-vos que apanham a gripe A. Ah, ah, ah… - ria o vírus todo contente. - Vocês não escapam.
- Nós não fomos a casa dele, porque a mãe nos avisou a tempo. Mas mesmo que ele espirrasse junto de nós, iríamos imediatamente lavar as mãos.
- Nós odiamos uma boa lavagem; odiamos sabonete e também desinfectante. São os nossos inimigos – dizia o vírus a tremer a voz.
- Ah, então não gostas de sabonete! – exclamava o Duarte – Mas lá na escola, para além do sabonete, agora usa-se desinfectante, como é de lei nos espaços públicos.
- Pois é. Estou agora a lembrar-me. A gripe A está a atingir toda a gente que não é cuidadosa – disse o Bruno.
- E se alguém ficar doente, vamos ter de ligar à linha Saúde 24 cujo número é 808242424 – acrescentou a mãe.
Então pegaram no sabonete e disseram:
- E que tal…
- E que tal o quê? – perguntou o vírus valente.
- E que tal levares com a lavagem do sabonete e do desinfectante? – brincaram o Bruno e o Duarte.
- Pára, pára. Estão a dar cabo de mim – disse as últimas palavras o micróbio falante.
E desapareceu do livro.
- Nunca mais o vamos ver – afirmaram todos em coro.
No dia seguinte, os amigos do Rui foram a sua casa para ver se ele já estava curado. Bateram à porta e a mãe disse:
- Já podem brincar com o Rui. Tudo está passado e para vocês já não há perigo de contágio.
E ficaram todos a divertir-se, depois de uns dias de interrupção.

José Pedro – 5º 1

sábado, 14 de novembro de 2009

A Exposição de Emília Nadal

No dia seis de Outubro, eu e os meus colegas fomos à Casa do Poço, a pé com os senhores professores.
Apreciámos uma exposição de Emília Nadal. Conhecemos a nossa guia, cujo nome era Patrícia. Era muito simpática e, para além dessa qualidade, cada vez que nós observávamos um quadro, dava-nos explicações sobre o tema e pedia as nossas opiniões ou até que descrevêssemos o que víamos.
Foi interessante, porque as opiniões quase nunca coincidiam. É a arte. Ela deve ser entendida e sentida por cada um à sua maneira.
A Patrícia disse-nos que Emília Nadal gosta de pintar os seus quadros a ouvir música clássica, o que para nós foi novidade. Ainda é viva e é uma senhora muito católica que pintou muitos quadros e fez esculturas, estando algumas naquela exposição.
Ainda nos informaram que um dos seus quadros tinha sido inspirado num que fora pintado há seiscentos anos. Isto demonstra que é uma pessoa muito culta e que gosta de apreciar aspectos de épocas distantes.
No final, os senhores professores reuniram-nos para regressarmos à escola.
Gostava de lá voltar, mas preferia que a visita fosse mais longa. Foi bom ouvir e sentir o que alguém pintou. Adorei conhecer a Casa do Poço e a exposição que tão bem nos foi explicada.

Alexandra – 5º 1

Uma Visita Inesquecível

Num belo dia de férias, estava eu a ver televisão em casa e recebo um telefonema da NASA a convocarem-me para uma reunião na estação de lançamento de naves espaciais. A empresa onde eu trabalhava já tinha sido avisada desta convocatória e, por isso, não necessitei de pedir autorização. Além disso, durante o telefonema, informaram-me que iria receber cinquenta milhões de euros por essa viagem de sete dias e explorar Saturno.
- Esta proposta é inacreditável! Quando é o lançamento? – quis saber eu.
- Já amanhã. Venha o mais depressa possível.
- O quê? Deve estar a brincar!
- Estamos a falar de coisas sérias. Não falte, pois se isso acontecer, vai ser difícil conseguir outra pessoa.
No dia seguinte, levantei-me às 5h da manhã. Preparei tudo o que era essencial e desloquei-me para o lugar onde me esperavam.
Já no local de descolagem, vestiram-me um fato adequado e mandaram-me imediatamente para a nave. Não tive qualquer receio. Tudo iria correr da melhor maneira.
- LANÇAMENTO EM 5, 4, 3, 2, 1 …Descolagem.
- Uauaaauh!!... – exclamava eu, à medida que a nave subia a uma velocidade supersónica.
Ao longo da viagem tive a oportunidade de observar o trabalho da sonda Cassini e de alguns satélites enviados pela NASA, nas suas investigações sobre o espaço e os seus mistérios.
- Ena, que “fixe” que tudo parece. Nunca me passou pela cabeça ver o silêncio do espaço e a sua beleza.
Foram dias excelentes em todos os aspectos. Mesmo quando já vinha na viagem de regresso, um meteorito destruiu o motor da nave. Passei a ter de accionar a sua marcha com o motor manual e, daí que a viagem tenha demorado mais cinco dias.
Já na Terra, os meus colegas de trabalho, preocupados comigo, foram receber-me.
- Então, Quim, como te sentes? Estávamos preocupados.
- Como decorreu a viagem? – perguntou o meu chefe.
- Nada de especial. Correu tudo muito bem, apesar de alguns contratempos, como era de esperar. É algo fantástico e que nos fascina. Como é possível ainda não conhecermos o que se passa lá por cima? Há muito a fazer para descobrir o Universo. Se calhar está lá a solução para muitos problemas, quem sabe!
Posso dizer-vos que outros amigos meus passaram a interessar-se pelo espaço, a partir das histórias que lhes contei.
António Delfim - 6º 1

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Saber, estudar, aprender...

A pensar e a estudar
é como tu aprenderás.
A pesquisar, e também
a brincar.


Aprenderás e estudarás
com as letras do alfabeto
e o que está no
segredo...


Toda a gente estuda,
a ler e a escrever.
Para conseguir viver
e conviver!


Se quiseres ser bom aluno
tens de estudar,
para conseguires
o sucesso de amar.


Estudar e brincar
para compreender
dizer,
fazer e saber!


Rafael e Diogo - 5º1

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Cientista por um Dia

A propósito do Ano Internacional da Astronomia e de um desafio lançado aos alunos para criarem textos sobre Saturno, a sonda Cassini e as luas de Saturno...

Um belo dia, estava eu a regar o meu jardim, observei algo de estranho no céu e pensei:
“O que será aquilo? O que está a acontecer no céu?”
De seguida, pensei assim:
“Pode bem ser uma bandeira portuguesa que está em Saturno. E como será Saturno?”
Estava intrigada e curiosa com o que estava a acontecer. Nesse preciso momento, aterra algo no meu jardim. Era uma nave espacial de onde saíram os seres mais estranhíssimos que jamais tinha visto e me convidaram a visitar Saturno. O astronauta que conduzia a nave estava doente e não podia vir falar comigo. Decidiu enviar os seus funcionários fazerem o convite.
E lá fui eu, toda contente para mais esta aventura.
Tudo correu às mil maravilhas. Quando saímos da nave, já em Saturno, ouvi vozes que diziam:
- Sê bem-vinda! Esperamos que te sintas bem e gostes da nossa civilização!
- Obrigada pela vossa amabilidade – respondi eu.
Fiquei parada a pensar quem é que me podia ter dito aquilo.
- Quem é que está aí? – indaguei eu.
Logo de seguida me responderam:
- Somos nós, os anéis de Saturno.
Falei com eles e perguntei-lhes se algum dia tinha havido vida naquele planeta. Responderam-me imediatamente que sim. Eu agradeci-lhes.
- Também existe água? – perguntei novamente.
- Sim, há água lá à frente – informou Titã, uma das luas de Saturno.
Fui até ao lugar que me indicaram e, realmente, havia água e peixes. Existiam alguns arbustos e por trás de um deles ouvi uma voz. Fiquei assustada quando vi alguém com mau aspecto físico. Perguntei:
- Quem és tu?
Ele respondeu:
- Sou um astronauta que há sete anos veio explorar Saturno, mas a minha nave avariou, tendo perdido o contacto com a Terra. Estes anos têm sido uma aventura para conseguir sobreviver a tantos quilómetros de casa sozinho.
Perguntei-lhe se me queria acompanhar no regresso a casa. Ele ficou com um brilhozinho nos olhos, como se fosse algo impensável. Após algumas horas em Saturno, despedi-me de Tétis e de Titã, as tais luazinhas deste planeta, e entrámos na nave, já com o nosso astronauta abandonado.
Depois desta aventura espacial, aprendi que não é preciso ter tudo para se ser feliz. É preciso fazer os outros felizes.

Ana Sofia Carvalho – 5º 1

A Família Reuniu-se

Num dia de sol, a Mariana foi passear pela floresta. Ao passar por uma árvore, viu cair um macaquinho bebé, totalmente desamparado. Ficou mesmo magoado.
De imediato, regressou a casa, porque o macaquinho estava ferido numa patinha. Havia que ir lavá-lo, desinfectá-lo, colocar algum anti-séptico e deixá-lo repousar.
Não passou muito tempo até que o macaquinho ficasse curado. Passaram cinco dias e eis que ele fica curado, com um aspecto de quem não tinha sofrido nada. Decidiu dar-lhe um nome: Kiko.
O Kiko foi crescendo, crescendo… Quando já era adulto, com cerca de 7 anos, ela brincava com ele, visitava-o, acompanhava-o e… aconteceu, um belo dia, um milagre: o macaquinho começou a falar.
Ela ficou felicíssima e até cantou e dançou de alegria. O Kiko também se sentia feliz, pois não parava de falar e até a acompanhava nas cantigas e na dança.
Ora, acontece que um dia, a Mariana e o Kiko foram à floresta e o macaquinho seu amigo encontrou a mãe. E não é que o Kiko não quis ficar junto da mãe! No entanto, a Mariana, ao ver tal atitude disse-lhe:
- Dona Lota, não se preocupe com o seu filho, porque eu não permitirei que vivam separados. Se quiser, pode ficar a viver comigo e com o Kiko em minha casa. Com toda a certeza que os meus pais não irão contra isso.
- Está bem, aceito o teu convite. Estou mais reconfortada. É que já há muito tempo que não via o meu filho e deve ser por isso que ele não tem qualquer ligação a mim. O que ele me fez, entristeceu-me. Será que o meu marido também poderá viver junto a nós?
- Claro que sim. Lá no meu quintal há espaço para todos vós. Eu gosto de ver a família toda junta. Também me sinto mais feliz.
Os pais da Mariana ficaram surpreendidos com o que a filha fizera. Já estavam habituados àquelas doidices e ao sentido protector da Mariana. Felizmente que eles também gostavam de animais e tinham espaço adequado.
Todos se compreenderam e foram convivendo ao longo do tempo e, no quintal e jardim da Mariana, cresceu uma autêntica família de …macaquinhos!

Sofia Alexandra Pereira - 5º 1