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sábado, 14 de novembro de 2009

Uma Visita Inesquecível

Num belo dia de férias, estava eu a ver televisão em casa e recebo um telefonema da NASA a convocarem-me para uma reunião na estação de lançamento de naves espaciais. A empresa onde eu trabalhava já tinha sido avisada desta convocatória e, por isso, não necessitei de pedir autorização. Além disso, durante o telefonema, informaram-me que iria receber cinquenta milhões de euros por essa viagem de sete dias e explorar Saturno.
- Esta proposta é inacreditável! Quando é o lançamento? – quis saber eu.
- Já amanhã. Venha o mais depressa possível.
- O quê? Deve estar a brincar!
- Estamos a falar de coisas sérias. Não falte, pois se isso acontecer, vai ser difícil conseguir outra pessoa.
No dia seguinte, levantei-me às 5h da manhã. Preparei tudo o que era essencial e desloquei-me para o lugar onde me esperavam.
Já no local de descolagem, vestiram-me um fato adequado e mandaram-me imediatamente para a nave. Não tive qualquer receio. Tudo iria correr da melhor maneira.
- LANÇAMENTO EM 5, 4, 3, 2, 1 …Descolagem.
- Uauaaauh!!... – exclamava eu, à medida que a nave subia a uma velocidade supersónica.
Ao longo da viagem tive a oportunidade de observar o trabalho da sonda Cassini e de alguns satélites enviados pela NASA, nas suas investigações sobre o espaço e os seus mistérios.
- Ena, que “fixe” que tudo parece. Nunca me passou pela cabeça ver o silêncio do espaço e a sua beleza.
Foram dias excelentes em todos os aspectos. Mesmo quando já vinha na viagem de regresso, um meteorito destruiu o motor da nave. Passei a ter de accionar a sua marcha com o motor manual e, daí que a viagem tenha demorado mais cinco dias.
Já na Terra, os meus colegas de trabalho, preocupados comigo, foram receber-me.
- Então, Quim, como te sentes? Estávamos preocupados.
- Como decorreu a viagem? – perguntou o meu chefe.
- Nada de especial. Correu tudo muito bem, apesar de alguns contratempos, como era de esperar. É algo fantástico e que nos fascina. Como é possível ainda não conhecermos o que se passa lá por cima? Há muito a fazer para descobrir o Universo. Se calhar está lá a solução para muitos problemas, quem sabe!
Posso dizer-vos que outros amigos meus passaram a interessar-se pelo espaço, a partir das histórias que lhes contei.
António Delfim - 6º 1

domingo, 1 de março de 2009

Hepátia de Alexandria - um exemplo de amor à cultura

Quando nos apareceu esta personagem, Hepátia de Alexandria, como a nossa directora dos trabalhos do Projecto Conectando Mundos, ficámos curiosos e decidimos ir investigar. É assim que conseguimos alargar a nossa sabedoria. Por que motivo escolheram esta personagem e quem será esta ilustre desconhecida?
Vamos, então dizer-vos, de uma forma muito rápida, alguma coisa sobre ela e sobre o lugar que tanto amou - a Biblioteca de Alexandria.

A cultura actual deve muito aos estudos e descobertas de homens e mulheres da Antiguidade. Na História da Humanidade, surgiu, há longos séculos, a promessa de uma civilização científica, sólida e brilhante. A sede, por assim dizer, de todo este conhecimento, há mais de dois mil anos, residia na famosa Biblioteca de Alexandria, uma cidade do Egipto onde os melhores intelectuais da época estabeleceram as bases para o estudo profundo da Matemática, da Física, da Biologia, da Astronomia, da Literatura, da Geografia e da Medicina.

Esta Biblioteca foi construída por reis gregos. Desde a época da sua fundação, no terceiro século a. C., até à sua destruição, sete séculos depois, foi o cérebro e o coração do mundo antigo. Podemos dizer, como hoje, que era a capital editorial do planeta Terra. Nessa altura, ainda não existia a imprensa. Os livros eram caros, copiados à mão e aí estavam depositadas as melhores cópias do mundo. Muitas das obras-primas dos autores universalmente conhecidos estavam aí guardadas e constituíam um património cultural de valor incalculável.
Alexandria era a maior cidade do Egipto. Pessoas de todas as nações iam aí para viver, fazer comércio ou estudar. Aí se trocavam ideias e mercadorias. As pessoas desta cidade nem imaginavam o que se passava dentro da sua grandiosa biblioteca. Aliás, a população nem sequer gostava dela, como também não apreciavam a cultura nem a ciência... Diz-se que foi essa população que a queimou, fazendo com que desaparecessem muitos dos verdadeiros tesouros da cultura mundial.

Ora, o último cientista a trabalhar na biblioteca foi...uma mulher. Distinguiu-se na Matemática, na Física e na Filosofia. O seu nome era Hepátia. Nasceu em Alexandria em 370, numa época em que as mulheres tinham poucas oportunidades e eram tratadas como objectos. No entanto, esta cientista dominava várias áreas do conhecimento tradicionalmente ligadas aos homens. Era muito bela, com muitos pretendentes, mas não casou. Um dos bispos de Alexandria desprezava-a por achar que se relacionava bem com o governador romano e, ao mesmo tempo, ser um símbolo de sabedoria e ciência, que significava paganismo. Mesmo sabendo que a odiavam, continuou a ensinar e a publicar os seus livros e, um dia, a caminho do seu trabalho, foi atacada por um grupo de fanáticos que a mataram de uma forma bárbara. Morria, assim, a última bibliotecária-mor da Biblioteca de Alexandria e a primeira matemática conhecida. Hoje o seu nome é dado a uma cratera lunar, talvez como reconhecimento da sua vastíssima cultura nas áreas da Física e da Astronomia.


A nova biblioteca de Alexandria existe desde 2002, inaugurada com o nome de Biblioteca Alexandrina.

Alunos do 5º 1 - trabalho de pesquisa