sábado, 11 de março de 2017

Conhecer Amesterdão com Anne Frank!

 

“Não quero que a minha vida tenha passado em vão, como a da maioria das pessoas.
Quero ser útil ou trazer alegria a todas as pessoas, mesmo àquelas que jamais conheci.
Quero continuar a viver!” 

                                                                                            Anne Frank

O acesso aos bens culturais de qualidade contribui para que o ser humano seja capaz de conquistar a autonomia e a criticidade que geram a pluralidade de ideias e a construção de uma identidade sólida. A aprendizagem só é significativa através da prática, do contacto direto com o que nos rodeia e de uma constante reflexão sobre o mundo.
Cidadania e cultura convivem e caminham lado a lado na vida de todos nós, comungando de ideias e saberes que nos formam e nos conduzem pelas avenidas largas do conhecimento. A teoria e a prática têm de se conjugar, mas sentir os lugares e espaços com identidade histórica e cultural do património local e universal contribui de forma significativa para a compreensão do que nos rodeia e do que vai acontecendo pelo mundo.
É com estas perspetivas que nos devemos preocupar com a formação dos nossos jovens e crianças, ou seja, uma Educação para a Cidadania Global: transformativa, envolvendo os alunos na construção de conhecimentos, capacidades, atitudes e valores basilares para a promoção do respeito pelos direitos humanos, justiça social, paz, diversidade, igualdade de género e sustentabilidade ambiental” (UNESCO, 2015).

Partindo destes princípios, professores e alunos do Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego, após alguns meses de preparação sobre a temática do Projeto Conectando Mundos – Direitos sem Fronteiras –,aliada aos objetivos do Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento 2017, decidiram que o culminar da operacionalização destes dois projetos seria uma visita de estudo à Casa Museu Anne Frank, em Amesterdão - Holanda. Este local é um símbolo histórico e de resistência humana em plena Segunda Guerra Mundial. Os vários textos, atividades e debates sobre este espaço escondido numa casa, motivaram os alunos para uma visita ao anexo exíguo que Anne Frank, a sua família e amigos habitaram cerca de dois anos antes de serem presos pela polícia alemã
numa das ruas da capital da Holanda - Amesterdão. A necessidade de contactar de perto com objetos, divisões da casa e o seu Diário, despertou a curiosidade para melhor compreenderem e também descobrirem sensações no próprio local cheio de histórias.
Cultura é reciprocidade de interesses e de ideais. Representa um todo porque é memória, é História, é civilização e progresso. Conviver com obras culturais e artísticas, ter acesso aos bens culturais produzidos pela humanidade contribui para o desenvolvimento da capacidade de observação, da sensibilidade, da leitura do mundo e da relação com os outros.
Foram dias de muitas emoções, de silêncios e de cultura! Desde a Casa Museu de Anne Frank aos museus da cidade de Amesterdão (Van Gogh, Rembrandt, queijo, tulipas …), às ruas pitorescas e constantemente percorridas pelos seus habitantes em bicicletas, até às flores e canais, as cores, os barcos-casas, os diques e os moinhos! Todos puderam constatar o ambiente de liberdade e de cosmopolitismo que esta cidade europeia consegue transmitir àqueles que a visitam, tendo permitido aos alunos e professores fazer “pontes” entre a sua cultura e a dos holandeses e aprender outros aspetos desta cultura do norte da Europa. A cidade é organizada, tudo tem o seu lugar próprio, pensado e construído por pessoas que mostraram sempre valor pela arte e pela liberdade humana.
O lema da cidade, “Valente, Decidida e Misericordiosa”, define-nos o verdadeiro caráter deste povo, homenageando a coragem dos seus habitantes durante a Segunda Guerra Mundial. Assim, vários saberes se encontraram na encruzilhada da cultura e da cidadania, confrontando opiniões, vivências, aspetos culturais, geográficos e humanos, numa interação constante com a arte, a História e o quotidiano holandês.
A nossa digressão por esta cidade, que tão bem nos acolheu, entre os dias 26 de fevereiro e 1 de março, foi uma aventura! Apesar da chuva e do frio, conseguiu seduzir-nos e intrigar-nos com a sua beleza arquitetónica e humana. Com toda a certeza que nunca iremos esquecer esta viagem, não só por causa do que sentimos na Casa Museu de Anne Frank, mas também por tudo aquilo que observámos em Amesterdão, uma cidade que transpira cultura, juventude, serenidade, ecologia e tolerância.

Alunos e Professores que participaram na Viagem a Amesterdão
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego



terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Valentine's Day

O Dia de S.Valentim comemora-se em todo o mundo. Claro que, na Grã-Bretanha também este dia não poderia ficar esquecido.
Não é um dia dedicado apenas aos enamorados. São os amigos e todas as pessoas especiais que merecem umas palavras e mensagens de gratidão, de amizade e de ternura. Pensámos, recordámos, escrevemos e desenhámos as nossas mãozinhas unidas em forma de coração simbolizando os laços que nos estreitam em relações humanas e de afetos.
Convidamos-vos a fazerem uma pequena viagem ao mundo de "St. Valentine" e apreciarem as nossas ideias de jovens que se preocupam com a cidadania.

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Os alunos e Professores do 2.º ciclo de Inglês
Escola Básica de Lamego - Agrupamento de Escolas Latino Coelho

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Uma prenda de afetos!

O nosso clube de teatro, na Escola Básica de Lamego do AELC, apresentou a peça "A melhor prenda de Natal", que, apesar de já termos passado o momento mais propício, por falta de tempo e ainda porque os nossos papéis não se apresentarem em condições de apresentação pública, finalmente foi dada a conhecer a alunos, pais e professores.
Foi um trabalho de verdadeira equipa, com a nossa professora Regina Santos a conduzir tudo, mesmo na elaboração do texto, que nós iniciámos, mas que foi sendo aperfeiçoado e atualizado em conjunto.
Foi difícil chegar ao fim, pois as ideias eram muitas e a peça não podia estender-se para lá de 50 minutos.
Tudo foi pensado ao pormenor, desde a distribuição adequada dos papéis até ao cenário e adereços, claro.
Apesar de tanto trabalho e meses de ensaios, conseguimos transmitir bem a mensagem: nada melhor que oferecer afetos em vez de prendas materiais e sem qualquer significado. O Natal é sempre que quisermos.

Os alunos do clube de teatro
Escola Básica de Lamego
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego



segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A magia da dança

Era uma vez uma bailarina que sempre sonhou vir um dia a utilizar sabrinas de pontas. Na verdade, essa bailarina era eu.
Tudo começou quando tinha 3 anos. A minha mãe inscreveu-me no ballet. Eu só via (só pensava em) pontas para um lado, pontas para o outro ..., por isso só sonhava em tê-las, em vê-las e tocar-lhes.
Certo dia, quando já tinha quase 10 anos, ei-las! Ali mesmo à minha frente, lindíssimas, perfeitas e sedutoras! Algo de mágico acontecera! A magia ia começar nos meus pés que há muito tempo me pediam algo que me pudesse pôr a girar, a fazer piruetas, a levar-me para outros cenários dignos de quem aprecia e ama a dança.
Comecei a apertá-las e, de repente, girei, girei, girei ...  Fui parar a Londres, precisamente no palco onde decorria um espetáculo organizado pela Royal Academy of Dance. Eu não sabia nem um terço da dança, mas como as pontas eram mágicas, obrigaram-me a dançar ao som da música. Estava espantada, mas, ao mesmo tempo, assustada, porque não sabia bem o que é que os meus pais iriam pensar, sabendo que eu não estava na aula de ballet.
Tentei descalçá-las, mas não consegui. Começaram novamente a girar e, desta vez, fui parar ao Porto, numa loja fantástica onde as bailarinas giram, giram, giram em guarda-joias antigos e modernos para decoração e guardar as pedras preciosas e outros objetos que as meninas e as senhoras tanto apreciam. Enquanto se embelezam com as suas joias, as meninas e as senhoras ouvem a música e veem as bailarinas dançarem ao som dessa música que tilinta pelas suas casas. Eu era uma bailarina bem vaidosa e elegante e estava bem à vontade na dança, porque a música já não me era estranha.
Tanto girei que, de súbito, vejo aparecer à minha frente um príncipe encantado no seu belo cavalo branco para dançar comigo. Era nem mais nem menos que o meu querido irmão, que vinha de skate, para me ajudar a sair daquela caixinha. Acabada a dança, fomos para casa e apercebi-me que tinha sido só um sonho, pois só no dia em que festejei os meus 10 anos é que passei a usar as sabrinas de pontas.
Mas valeu a pena ter-me acontecido um tão mágico sonho!

Maria Dinis Tenreiro - 6.º B
Clube de Escrita Criativa
Agrupamento de Escolas latino Coelho, Lamego

Observando o mar

Este texto nasceu da observação de três imagens que a nossa professora nos apresentou. Depois de muito diálogo no grupo e discussão, elaborámos um esquema das ideias e construímos uma história.
Foi uma atividade que nos desafiou, tal como o mar nos desafia sempre que o observamos.


No dia 13 de junho de 1999 nasci. Os meus pais chamaram-me Rui Lourenço Pessoa por ter um aspeto curioso e um pouco louco.
Certo dia de inverno, fui até à praia. Sem ninguém contar, ouvi uns gritos vindos do mar, mas do seu interior, como se um queixume de alguém magoado ou doente estivesse ali bem audível.
- Ajudem-me, ajudem-me. A minha irmã está a ficar sem forças e a perder a sua vida ainda tão jovem. Não quero que ela morra, não é justo! Ajudem-me. Help
Foi então que decidi concentrar-me, ver bem se conseguia vislumbrar quem seria. Contudo, os gritos eram tão aflitivos que nem pensei mais e ... inspirei fundo de modo a encher bem os pulmões de ar e atirei.me pela água do mar adentro. Não precisei de nadar muito tempo debaixo de água para encontrar quem assim chamava desesperadamente.
Vi uma tartaruga que puxava com toda a firmeza e confiança uma outra e tentava transportá-la com todos os esforços para terra.
- O que aconteceu? - perguntei eu.
- Estávamos a brincar e, subitamente, um sapato de salto alto veio contra os olhos da minha amiga Tatu e ela acabou por perder os sentidos. Não sei como é que consegui forças para gritar e pedir ajuda. Foi mesmo um desastre, uma catástrofe para ela. Este lixo e outro que anda por aí está a dar cabo de todos nós. Já nem se pode passear sem perigos e desfrutar da beleza do fundo do mar!... 
- Tens toda a razão - concordava eu. - Eu e outras pessoas também somos os grandes causadores destes problemas, mas garanto-te que isto vai mudar.
- Pois, mas os Homens andam sempre a dizer que vão mudar e tratar desse lixo marinho que nos mata, mas não temos visto nada - queixava-se a Tapi que tentava salvar a sua amiga Tatu.
- Agora vamos tratar desta situação. Tudo se vai resolver - tentei eu acalmar a Tapi.
Fui a correr o mais que pude, quase ia perdendo os meus óculos à Fernando Pessoa (sou seu fã). No primeiro bar de praia que encontrei pedi gelo. Corri imediatamente para junto das pobres tartarugas indefesas, coloquei com muito cuidado o gelo e esperei que a pouco e pouco a tartaruga recuperasse os sentidos.
Passadas algumas horas, a Tapi continuou a insistir:
- O mar não é assim tão bonito como pensas! Está tão cheio de lixo e produtos tóxicos que por vezes já temos dificuldade em respirar e em escolher o que comer. É uma tragédia! Só quero que vós, humanos, o protejam, que tu sejas o primeiro a dar esse exemplo e contes o que nos aconteceu a todas as pessoas.
Doendo-lhe ainda os olhos, dei os óculos do meu pai à Tatu (fui buscá-los a casa enquanto ela reanimava), ainda meio a cambalear e com dificuldades em ver onde estava e para onde ia. Podiam ser uma ajuda e o meu pai já não os usava. Sempre seriam mais úteis do que estarem guardados na caixa das peças antigas!
As duas amigas regressaram ao seu habitat e, à medida que entravam na água, iam acenando em sinal de gratidão.
A partir desse dia, eu e muitos colegas e pessoas que se interessam pelo mar, criámos uma campanha para alertarmos toda a gente para a importância de não poluirmos e respeitarmos o mar. Faz tu também algo pelo mar.

Matilde, Maria Dinis, João Pedro e Gonçalo - 6.º B
Clube de Escrita Criativa
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego 

Música no espaço

Era um jardim verdejante e cheio de música de passarinhos e outra bicharada.
Naquele jardim espacial, a música soava por todos os lados, por todos os recantos do espaço universal. Essa bicharada organizava e apresentava muitos espetáculos. Criaram mesmo uma banda com o nome "Bicharada Espacial". 
Esta banda foi convidada a atuar em Marte porque os marcianos eram fãs dos seus concertos bem animados.
No dia do espetáculo, enquanto viajavam em direção a Marte, começaram a chover meteoros, repentinamente. A banda conectou os seus amigos marcianos pedindo-lhes ajuda por estarem numa situação de muito perigo. Era mesmo uma tempestade muito forte com objetos sem rumo e de muita perigosidade.
Os marcianos, preocupados, procuraram ajuda em todos os planetas. De imediato, começaram a pensar num plano para resgatar os seus ídolos favoritos.
Começaram por construir um guarda-meteoros para salvarem a sua banda. Pegaram nas suas naves, ativaram o guarda-meteoros e foram socorrer os seus ídolos musicais.
Quando os marcianos chegaram à nave tripulada pelos elementos da banda, viram-nos muito assustados. Fizeram-lhes um sinal e, a banda, já muito amedrontada, reparou que os seus fãs estavm ali para os salvar. Observaram melhor e deram conta da invenção que parecia protegê-los da maldita chuva de meteoritos.
O líder da banda era o leão Matias que anunciou a todos:
- Caros companheiros, amigas e amigos. Chegaram os nossos salvadores desta tempestade horrorosa e perigosíssima.
Os marcianos colocaram o guarda-meteoros por cima das duas naves de forma a que todos ficassem bem protegidos.
- Não se preocupem! Estão a salvo deste lixo que constantemente nos perturba e nos enlouquece. Com esta proteção e a nossa condução a guiar-vos, fica o caminho totalmente seguro para chegarem ao nosso mundo e poderem atuar para alegria de todos os marcianos - informou o Marcy que era o comandante desta ajuda.
- Obrigado, caros amigos, por nos terem salvado desta "salgalhada". Sem vós não saberíamos como iríamos chegar ao vosso planeta e podermos dar-vos o prazer de nos ouvirem e até de dançarem de alegria! - agradeceu o leão Matias em nome de todos.
A banda chegou, finalmente, a Marte, para poder preparar o seu concerto e alegrar aqueles que os esperavam ansiosamente.
Tudo ficou encantado, em silêncio de amigos e de paz.

Maria Inês e Sara - 6.º B
Clube de escrita criativa
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego
 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Tradição natalícia para todos ...


O Natal possui muitas tradições que variam de país para país e de continente para continente. Para além de todos os motivos mais frequentes natalícios, este ano decidimos em conjunto com as nossas professoras criarmos decorações com mais. Mas como aparece esta tradição? Fomos investigar e, finalmente, pusemos mãos à obra!


Diz a lenda que um nobre perdeu a sua mulher, deixando-o com três filhas para criar. O pai adoeceu de tristeza e ele e as filhas perderam tudo, tendo que se mudar para uma cabana de um servo que os acolheu. As filhas limpavam, cozinhavam e costuravam. Quando chegou a hora das filhas se casarem, o nobre ficou ainda mais triste pois as suas filhas não apresentariam um dote ou quaisquer bens para oferecer à família do noivo, como era obrigatório naqueles tempos. Uma noite, as filhas lavaram as roupas e penduraram-nas na lareira para secarem. Naquela noite, São Nicolau (Pai Natal), sabendo do desespero daquele pai, visitou aquela simples cabana e, pela janela, viu que todos já se haviam recolhido para dormir. Também reparou nas meias das filhas, penduradas na lareira. Então, São Nicolau retirou moedas de ouro do seu bolso, e atirou-as pela chaminé, fazendo-as cair dentro das meias!


 
Outra explicação
A tradição de colocar os sapatinhos ou a de pendurar as meias junto à chaminé veio da cidade de Amesterdão, na Holanda. As crianças deixavam os tamancos (típicos daquele país) na entrada da porta e os pais deixavam um presente sobre cada par. Em Portugal, as crianças tinham esse costume. Deixavam os sapatos à porta, na véspera do dia de S. Nicolau, para que estes se enchessem de presentes.
Seja como for, desejamos a todos um santo e feliz Natal.





Alunos do 2.º ciclo – Inglês

Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego