sábado, 6 de maio de 2017

O Douro: viagem para nunca esquecer!

O nosso projeto "Marcos Pombalinos" que desenvolvemos no ano passado, teve a sua última etapa no passado dia 22 de abril.
O passeio de barco no rio Douro foi fantástico! O dia estava de verão. Nada que se assemelhasse a primavera. As nossas professoras tinham-nos avisado para levarmos chapéus por causa das altas temperaturas e do sol que se adivinhava muito intenso. E foi mesmo assim...
Nem conseguimos almoçar em condições com toda a ansiedade e por termos de estar a horas para não ficarmos em terra!
O que é certo é que todos estavam no cais da cidade da Régua à hora marcada, acompanhados dos nossos pais e amigos e, claro, com as nossas professoras: Isilda Afonso, Manuela Barata e Luísa Marta.
O movimento do cais era mesmo de festa e de turismo. O vaivém dos barcos, a constante entrada e saída de passageiros davam-nos a sensação de que estávamos numa cidade verdadeiramente turística. O sol queimava, a água era mesmo algo necessário e até os óculos de sol ajudavam a quebrar a luminosidade intensa que se fazia sentir naquele cais tão aprazível. Falávamos, conversávamos, apreciávamos e olhávamos para o horizonte do rio para descortinarmos o barco que nos transportaria.
Finalmente, chegou. Outros alunos e professores foram entrando e nós fomos os últimos, mas ... foi bom porque ficámos mesmo na parte superior para ainda desfrutarmos melhor da belíssima e inigualável paisagem do Douro. Ficámos contentíssimos.
O Independência iniciou a viagem com a suavidade própria de quem quer proporcionar o melhor a todos, sempre com informações em português e inglês sobre as pontes, as quintas, os vinhedos e alguma história sobre aspetos importantes deste património mundial que tantos segredos possui.

A alegria, o convívio e a boa disposição estiveram sempre presentes. Os responsáveis pela Liga dos Amigos Douro Património Mundial - LADPM - estavam sempre muito atentos para que nada nos faltasse e até lanche nos ofereceram! Obrigado.
Um dos aspetos importantes foi mesmo a passagem na eclusa da barragem. Nunca tínhamos passado por um processo daqueles! Foi extraordinário! Nunca vamos esquecer.

E lá fomos nós em direção ao Pinhão. Oh, que pena! A paisagem é linda e com os barcos de cruzeiro que por lá estavam com turistas estrangeiros faziam daquela localidade um lugar de sonho! Os nossos pais esperavam-nos e nós tínhamos tanto para contar ...

Projetos destes, sim! Aprendemos enquanto pesquisámos, lemos, desenhámos e construímos os marcos pombalinos e até uma colega conseguiu um prémio! Mas a viagem que nos proporcionaram, foi uma recompensa merecida e que agradecemos aos responsáveis, à senhor Dra. Maria João Amaral e à D. Margarida, por tudo o que fizeram pelo projeto e por se preocuparem com as crianças e jovens da região do Douro. Esperamos pela próxima vez.

Alunos das turmas 6.º A e B
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego
 

segunda-feira, 17 de abril de 2017

“Crianças Cáritas Austríacas” – para não esquecermos a História!



Ser solidário e ajudar quem necessita sempre foi uma qualidade de todos os portugueses ao longo da nossa História. Sabemo-lo através do que estudamos, do que ouvimos aos nossos pais e professores e vemos nos meios de comunicação social. Hoje mais que nunca damos conta como somos um povo que acolhe, sabe receber, sabe acompanhar, sabe proteger e sabe respeitar os outros.
Com o grave problema dos refugiados que têm chegado à Europa não ficámos indiferentes e, por isso, fomos dos primeiros a querer receber pessoas desprotegidas e sem família para lhes darmos uma nova vida e esperança no futuro. Tudo temos feito para os receber e até mesmo temos participado em campanhas de voluntariado para dar apoio a estas pessoas que sofrem e tudo perderam na guerra sem terem qualquer culpa.

Também algo aconteceu há mais de 60 anos com crianças que, após a Segunda Guerra Mundial necessitavam de tratamentos, de assistência e acolhimento familiar. Mais de 5500 crianças austríacas foram integradas em famílias portuguesas, devido à ação da Cáritas. Para as "Crianças Cáritas", esta experiência de paz e relativo bem-estar foi marcante e motivo de gratidão até aos dias de hoje.

As instituições ligadas às “Crianças Cáritas” de então - as organizações Cáritas da Áustria e de Portugal -, e a Embaixada da Áustria em Lisboa decidiram agora, conjuntamente, reavivar a memória do espírito de ajuda então demonstrado por tantos portugueses e expressar a Portugal um simbólico gesto de muito obrigado. Assim, o Museu Diocesano de Lamego, em parceria com a Cáritas Diocesana de Lamego, promoveu uma Exposição subordinada ao tema “Crianças Cáritas Austríacas” em Portugal, após a Segunda Guerra Mundial, entre 1947 e 1958. Nós visitámo-la e ouvimos com muita atenção e curiosidade tudo o que nos contaram sobre estas crianças como nós. Não podemos esquecer que Lamego foi uma das cidades que também acolheu algumas dessas crianças. Várias famílias passaram a ter em suas casas crianças da Áustria e de outros países europeus que sofreram com esta guerra, tratando-as como seus próprios filhos, de acordo com os testemunhos que lemos e ouvimos.
Depois desta visita à exposição, já na escola, decidimos escrever um poema sobre estas crianças. Foi um poema coletivo com a contribuição de todos os alunos da turma e alguns do clube de escrita criativa. Foi escrito e muito reformulado e, numa noite do Encontro Nacional da Cáritas Portuguesa em Lamego, fomos convidados para o dizermos perante uma assistência de pessoas responsáveis por esta instituição a nível nacional. Foi uma grande responsabilidade, mas aquilo que escrevemos foi mesmo do agrado de todos. Recebemos os parabéns do senhor Presidente da Cáritas Portuguesa que nos sugeriu a realização de um vídeo com imagens destas crianças e o poema, pedindo a colaboração da Embaixada da Áustria. Nós aceitámos o desafio porque iremos trabalhar em prole de uma causa muito nobre: mostrar ao mundo que ser solidário e ajudar os outros nos momentos difíceis significa salvar vidas e que temos respeito pelo ser humano.


Alunos do 6.º B e clube de escrita criativa
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego
 

quinta-feira, 30 de março de 2017

La technologie à notre service

Autrefois, la vie était très difficile. Les gens dépendaient de l'agriculture et d'autres activités pour manger et gagner un peu d'argent. On communiquait à distance par les lettres et on écrivait à travers les machines à écrire ou à  la main.
Avant, nous voyagions en bâteau, en navires, en voitures anciennes. Aujourd'hui, la vie est plus facile parce que les technologies sont avancées et la science moderne permettent résoudre de nombreuses problèmes. Nous communiquons à partir du portable et de l'ordinateur. Avec eux, nous pouvons faire appel à la vidéo et parler avec la famille et les amis qui ne vivent pas à côté de nous. C'est le cas de facebook et le skype.
Nous voyageons en voitures, en avion, à moto, à bicyclette. Le monde a changé parce qu'il a evolué avec les nouvelles technologies et le progrès scientifique.

Fátima Leitão - 9.º ano A
Élève de langue française - niveau 3
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego

sábado, 11 de março de 2017

Conhecer Amesterdão com Anne Frank!

 

“Não quero que a minha vida tenha passado em vão, como a da maioria das pessoas.
Quero ser útil ou trazer alegria a todas as pessoas, mesmo àquelas que jamais conheci.
Quero continuar a viver!” 

                                                                                            Anne Frank

O acesso aos bens culturais de qualidade contribui para que o ser humano seja capaz de conquistar a autonomia e a criticidade que geram a pluralidade de ideias e a construção de uma identidade sólida. A aprendizagem só é significativa através da prática, do contacto direto com o que nos rodeia e de uma constante reflexão sobre o mundo.
Cidadania e cultura convivem e caminham lado a lado na vida de todos nós, comungando de ideias e saberes que nos formam e nos conduzem pelas avenidas largas do conhecimento. A teoria e a prática têm de se conjugar, mas sentir os lugares e espaços com identidade histórica e cultural do património local e universal contribui de forma significativa para a compreensão do que nos rodeia e do que vai acontecendo pelo mundo.
É com estas perspetivas que nos devemos preocupar com a formação dos nossos jovens e crianças, ou seja, uma Educação para a Cidadania Global: transformativa, envolvendo os alunos na construção de conhecimentos, capacidades, atitudes e valores basilares para a promoção do respeito pelos direitos humanos, justiça social, paz, diversidade, igualdade de género e sustentabilidade ambiental” (UNESCO, 2015).

Partindo destes princípios, professores e alunos do Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego, após alguns meses de preparação sobre a temática do Projeto Conectando Mundos – Direitos sem Fronteiras –,aliada aos objetivos do Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento 2017, decidiram que o culminar da operacionalização destes dois projetos seria uma visita de estudo à Casa Museu Anne Frank, em Amesterdão - Holanda. Este local é um símbolo histórico e de resistência humana em plena Segunda Guerra Mundial. Os vários textos, atividades e debates sobre este espaço escondido numa casa, motivaram os alunos para uma visita ao anexo exíguo que Anne Frank, a sua família e amigos habitaram cerca de dois anos antes de serem presos pela polícia alemã
numa das ruas da capital da Holanda - Amesterdão. A necessidade de contactar de perto com objetos, divisões da casa e o seu Diário, despertou a curiosidade para melhor compreenderem e também descobrirem sensações no próprio local cheio de histórias.
Cultura é reciprocidade de interesses e de ideais. Representa um todo porque é memória, é História, é civilização e progresso. Conviver com obras culturais e artísticas, ter acesso aos bens culturais produzidos pela humanidade contribui para o desenvolvimento da capacidade de observação, da sensibilidade, da leitura do mundo e da relação com os outros.
Foram dias de muitas emoções, de silêncios e de cultura! Desde a Casa Museu de Anne Frank aos museus da cidade de Amesterdão (Van Gogh, Rembrandt, queijo, tulipas …), às ruas pitorescas e constantemente percorridas pelos seus habitantes em bicicletas, até às flores e canais, as cores, os barcos-casas, os diques e os moinhos! Todos puderam constatar o ambiente de liberdade e de cosmopolitismo que esta cidade europeia consegue transmitir àqueles que a visitam, tendo permitido aos alunos e professores fazer “pontes” entre a sua cultura e a dos holandeses e aprender outros aspetos desta cultura do norte da Europa. A cidade é organizada, tudo tem o seu lugar próprio, pensado e construído por pessoas que mostraram sempre valor pela arte e pela liberdade humana.
O lema da cidade, “Valente, Decidida e Misericordiosa”, define-nos o verdadeiro caráter deste povo, homenageando a coragem dos seus habitantes durante a Segunda Guerra Mundial. Assim, vários saberes se encontraram na encruzilhada da cultura e da cidadania, confrontando opiniões, vivências, aspetos culturais, geográficos e humanos, numa interação constante com a arte, a História e o quotidiano holandês.
A nossa digressão por esta cidade, que tão bem nos acolheu, entre os dias 26 de fevereiro e 1 de março, foi uma aventura! Apesar da chuva e do frio, conseguiu seduzir-nos e intrigar-nos com a sua beleza arquitetónica e humana. Com toda a certeza que nunca iremos esquecer esta viagem, não só por causa do que sentimos na Casa Museu de Anne Frank, mas também por tudo aquilo que observámos em Amesterdão, uma cidade que transpira cultura, juventude, serenidade, ecologia e tolerância.

Alunos e Professores que participaram na Viagem a Amesterdão
Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego