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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Amizade primaveril

O senhor José já sentia algumas saudades da sua amiga joaninha, pois esta já não aparecia há muito tempo. O inverno tinha sido rigoroso e a primavera estava a chegar, mas nada a queria anunciar. Continuava muito frio e a neve ainda espreitava nos cumes dos montes.
Numa manhã de primavera, ainda fria, ei-la! Apareceu ainda com as suas asinhas frágeis e trémulas que a transportavam de florinha em florinha, lentamente. Estava o senhor José a tratar da sua horta, aí viu a joaninha e tentou observá-la, a medo.
“Por que é que ela não veio antes? O que a terá impedido de chegar mais cedo?” – pensou ele com os seus botões.
Como lhe pareceu que seria uma questão mais científica, e era alguém que gostava de aprender com os livros, decidiu consultar algumas enciclopédias e até a Internet. Foi difícil, mas acabou por descobrir que no inverno a joaninha fica a dormir num cogumelo, bem escondidinha e abrigada debaixo do chapéu que possuem. É ali que passa o rigoroso inverno, porque os seus amigos cogumelos têm todo o prazer em a proteger para que aquela belezinha não sofra com o frio, a neve e as tempestades. Quase que hiberna, quase que deixa de ligar ao mundo que a rodeia, para depois renascer quando a primavera chega com os seus dias mais quentinhos e suaves.
Logo no dia seguinte à sua chegada, o senhor José tomou o seu pequeno-almoço e aproveitou para ir à caça, mas a joaninha decidiu acompanhá-lo, sem que ele desse conta. A joaninha gostava muito do senhor José!
A meio da caminhada, viu uma águia que estava ferida, numa árvore. Ainda receou que ela o atacasse, mas como ao aproximar-se, a medo, ela não reagiu, então teve a certeza de que a águia estava mesmo doente. Levou-a para casa para cuidar dela. Claro que a joaninha acompanhou todo este processo e até apareceu nas mãos do senhor José, quando este a estava a tratar, numa tarde quentinha e convidativa a passear pelo seu jardim de gladíolos. Foi aí que ele ficou a saber que a joaninha gostou daquilo que ele estava a fazer à águia e daí as carícias pelas suas mãos.
Durante uma noite, a joaninha falou com a águia sobre tantas coisas que nunca mais puderam viver uma sem a outra. Ficaram amigas verdadeiras e descobriram muito sobre os mistérios da natureza. Viveram muitos anos na companhia de outros seres e contaram sempre com a ajuda do senhor José.
Pedro – 6º 5 e Rafaela 6º 3

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Um ninho especial


Era um dia quentinho de primavera! O sol brilhava como nunca. Abri as janelas e fui tomar um duche rápido. Fui à varanda apanhar ar puro da natureza. Ao longe, avistei uma andorinha que vinha com uns pauzinhos no seu bico afiado. E vi, por acaso, que estava a fazer o ninho numa caleira da minha casa. Fui vestir-me rapidamente e buscar uma escada para ir ver essa caleira. Primeiro estava a ver se a andorinha saía do ninho.
Demorou muito tempo, mas lá se decidiu. Subi e dei conta que estavam lá três ovos, mas um era diferente dos outros.
Passados seis meses, fui ver o ninho e lá estavam os passarinhos bebés muito giros e arrebitados. Houve um que me chamou logo a atenção. Parecia um melro porque era maior que os outros.
Olhei para o lado e vi um lindo rouxinol a cantarolar para si baixinho.
Cada dia que passava, pensava como é que aquele ovo fora ali parar?
De repente, ouvi uma coisa vinda da caleira. Fui a correr para lá. Era o melro que estava a comer as andorinhas recém-nascidas. Intervim logo. Levei-o para um ninho de melros que eu tinha descoberto há alguns meses. Assim, aquela família de andorinhas passou a viver sem perigo por perto.
No ano seguinte, vieram novamente para a minha caleira. Os filhotes dela estavam maiores e muito mais bonitos do que no ano anterior.

Hugo – 6º 5